Red Bull Air Race 2009 Porto - Portugal. Fotografias da corrida...


(Fotos em slide show – o carregamento e recomeço automático das imagens pode demorar uns segundos…)


O Red Bull Air Race é efectivamente um acontecimento!
Este ano o número de espectadores que se deslocaram para ver o evento e que se dividiram entre a Ribeira e o cais de Gaia foi de cerca de um milhão!
Toda esta massa humana confere aquele lugar uma outra dimensão e moldura mas, para quem pretende captar fotografias dos aviões, por vezes nem o facto de chegar cedo é garantia de um bom lugar.
Sabendo isso de antemão desloquei-me ao Cais de Gaia na passada sexta-feira, supostamente dia de treinos, a fim de conseguir escolher melhor o lugar donde fotografar os aviões durante essas sessões. Devido ao denso nevoeiro que pairava na zona costeira os aviões não chegaram sequer a descolar e ao final do dia a frustração de vir embora sem um único registo era evidente.
Uma das perguntas mais frequentes que se coloca a quem pretende fotografar aviões neste evento é precisamente qual a melhor localização para o fazer. Embora não haja nenhuma predefinida como sendo a melhor e, dependendo do tipo de fotografias que queremos fazer e da distância focal da objectiva que utilizamos, pode haver várias. Isto é, por exemplo se pretendermos captar fotografias que transmitam alguma envolvência, não precisamos de objectivas de grandes distâncias focais e, por exemplo, um lugar com uma vista sobrelevada sobre o rio (como os vários muros que ligam ao centro de Gaia ou a Serra do Pilar) podem ser bons lugares. Se, pelo contrário, pretendermos fotografias que “mostrem” os aviões em grandes planos devemos escolher um lugar mais próximo e ao nível donde os mesmos voam.
Pessoalmente prefiro fotografar os aviões do Red Bull Air Race a partir do Cais de Gaia tendo por pano de fundo a Ribeira ou a Ponte D. Luís.
Os motivos são vários: um deles já o referi – o colorido fundo formado pelas casas e espectadores do lado da Ribeira. Depois, não menos importante, a orientação do sol (designadamente a partir da tarde), a proximidade que permite, a maior isenção de obstáculos…
Este ano, embora já não contasse ir, lá fui mais uma vez “carregado” com a Nikkor 80-400mm VR (a única que levei). E bem jeito deu o sistema de redução de vibração da objectiva! Pois é, há pouco disse que nem o facto de chegar cedo era garantia de um bom lugar… algo confuso não!? Na realidade até é assim, mas só até chegar alguém que se coloque ao nosso lado e que não se preocupe de empurrar quem fotografa, algo que acontece com frequência nestes eventos! Feitas as contas ainda fiquei com algumas dezenas para registo do dia…!

Além das máquinas participantes na corrida – Red Bull Air Race – o público foi ainda “brindado” com a presença de muitas outras, a saber (por ordem cronológica):
F-16 (FAP)
Piper Pa-18 super cub
Boeing Stearmam
De Havilland Canada DHC-1 Chipmunk (FAP)
Westland Lynx (Marinha Portuguesa)
Airbus A310 (Sata)
Douglas DC-3
L-39 Albatros
Extra 300
Alfa Jet’s
Alouette (Rotores de Portugal)

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Red Bull Air Race 2009 Porto - Portugal. Fotografias dos bastidores...



O Red Bull Air Race é um daqueles eventos com que cada vez mais nos vamos familiarizando. Este ano, pela terceira vez, os céus do Porto ficarão de novo animados com as belíssimas máquinas voadoras que fazem parte desta corrida aérea. De ano para ano já nos vamos habituando, também, à usual “enchente de gente” que ocorre à Ribeira ou ao Cais de Gaia equipada com câmaras fotográficas esperando captar algumas imagens dos pequenos aviões ou somente apreciar este espectáculo único. Enfim, como é salutar, o Red Bull Air Race no Porto já vai fazendo parte dos planos de fim semana para muitos que não se contentam somente em ver a corrida pela televisão e apesar do muito movimento não perdem esta oportunidade.
Mas tudo o que se passa nesse fim-de-semana, quer nos treinos oficiais, quer na corrida, é fruto de muitas horas de trabalho em afinações, testes, etc.
Essa parte oculta é o trabalho de dezenas de pessoas, pilotos, mecânicos, técnicos… que se esforçam por fazer com que cada volta seja mais rápida. O Red Bull Air Race é uma corrida de aviões! E é levado muito a sério por todos aqueles que nele intervêm.
Pois bem, este ano decidi ir com o amigo Pedro Ferreira fotografar os bastidores do Red Bull Air Race. Os aviões encontraram-se, até se mudarem para o Parque da Cidade do Porto, no Aeródromo de Vilar de Luz na Maia onde nos deslocamos por duas vezes.
A acesso que tínhamos era total e permitia-nos deslocar livremente por todo o aeródromo, desde atravessar a pista, a entrar nos hangares…
O primeiro dia (08.09.2009, quarta-feira) não foi de todo proveitoso. Saímos de lá sem uma única fotografia! Chegamos um pouco tarde, já não havia aviões a descolar e as afinações eram feitas em terra à “porta fechada”. Qualquer tentativa no sentido de nos aproximarmos de (alguns) hangares levava automaticamente a que o staff da organização fechasse os enormes portões a toda a pressa… todo este evento é feito de marketing, de segredos, de timings para que apareçam fotos na internet ou noutros meios… enfim, percebemos o recado e nada mais havia a fazer do que ir beber umas colas, no bar do aeródromo, para refrescar do imenso calor que se fazia sentir antes de regressar a casa!
O segundo dia, 09.09.2009, já foi, de certo modo, mais proveitoso. Aviões, de facto, já não havia muitos… tinham descolado para o Parque da Cidade do Porto e restava somente, por se encontrar com alguns problemas mecânicos, o avião MXS-R de Peter Besenyei, o húngaro fundador destas corridas.
Apesar disso, de estar manifestamente atarefado e aborrecido com o facto, o afável e simpático Peter Besenyei, ainda me concedeu algum do seu tempo para uma breve troca de palavras e para uma simpática foto.
Aviões que participam no Red Bull à parte, mais duas coisas haviam dignas de registo. A primeira foi a chegada do “velhinho” Douglas DC-3 Dakota no qual viaja, de prova para prova, o Staff do Red Bull Air Race e o helicóptero a jacto que acompanha e faz as filmagens dos aviões em voo que usualmente vemos em directo na televisão! O primeiro estava de chegada e o segundo estava de partida para o Porto juntamente com a máquina de Peter!
Ah! A propósito, houve umas fotografias que ficaram por captar… as do interior do cockpit do Douglas DC-3 onde também me foi facilitada a entrada! É altura de começar a pensar levar para este tipo de eventos (com acesso aos hangares e aviões) além da Nikkor 80-400mm VR uma objectiva ultra-grande angular ou até uma fisheye! Nunca se sabe…!
Algumas fotografias desse segundo dia no Aeródromo de Vilar de Luz na Maia:



(slide show contínuo com recomeço automático no fim após breves segundos)

Agora só resta esperar pelos treinos oficiais e pela ansiada corrida!

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Fotografar em tempo de férias – Que equipamento escolher?


Como nem só de textos vive um blog, principalmente se o tema dominante for a fotografia e assuntos relacionados, hoje aproveito para deixar aqui alguns registos de sítios por onde passei nestas férias.
Devo dizer que férias são férias e aproveitar este período para captar fotografias constitui sempre um dilema. Por um lado, porque as férias são momentos a aproveitar para estar em família. Quantos de nós já não se sentiram “culpados” por fazer esperar as pessoas com quem nos encontramos para “aproveitar” para fazer o tal “clique”? Pois é! Muito embora, regra geral, quem nos acompanha já esteja habituado e nos dê alguma tolerância ou “aquele desconto”, o que é facto é que nunca estamos “à vontade” para demorarmos o tempo necessário para fotografarmos como pretendemos: escolher o melhor lugar, luz, composição, exposição, etc. Por outro lado, existe a questão logística. Levar atrás de nós um saco repleto de material como tripé, câmaras, objectivas… além de ser mais um peso a carregar (em baixo podem ir fazendo contas aos kg), implica sermos obrigados a ter alguns cuidados extra nas viagens designadamente na hora de estacionar o carro e deixar lá o equipamento (não só devido a evitar eventuais furtos mas também, por causa do calor gerado no interior das viaturas quando expostas ao sol). Férias são alturas para esquecer obrigações, preocupações e, acima de tudo, para descontrair…
Todavia, apesar dos inconvenientes acima referidos as férias são, sem dúvida alguma, uma excelente oportunidade para fotografar diferentes locais, paisagens, pessoas ou outros motivos por onde vamos passando.
Tendo em conta, por um lado, os inconvenientes e, por outro, as oportunidades que não se podem “perder”, mais uma vez, tive de seleccionar o que iria este ano “levar para férias”. Como não esperava, este verão, ter tempo suficiente para “ir aos pássaros”, ou por outras palavras, fotografar aves, estava fora de questão ir carregado com grandes teleobjectivas. Objectivas como a Nikkor 80-400mm VR ou Nikkor 300mm 2.8, (que pesa 2,5Kg) aliada ao seu fiel “companheiro” TC 300 (mais quase 400g) ficavam em casa. Estava decidido! Já quanto ao tripé, que habitualmente utilizo, e respectiva cabeça de rótula (Manfrotto 055XPROB e 468MGRC2) ficavam-me algumas dúvidas… vai, não vai? Sempre eram menos cerca de 3,5Kg! Por fim, decidi este ano ser simplista! Levei somente a Nikon D200 com a Nikkor 24-70mm.
Um conjunto que se viria a revelar, como de resto já contava, polivalente e extremamente versátil. Uma objectiva zoom é sempre mais versátil que uma objectiva de distância focal fixa e no caso da 24-70mm o único senão é o seu tamanho e peso (quase 1Kg). A única solução que tenho para aligeirar ainda mais o peso a transportar é “levar” a pequena Nikkor 50mm 1.4 AI. Já o fiz em viagens mais distantes e, embora me tenham escapado muitos outros registos, não fiquei completamente desamparado…
De resto, continuo-o em fase de testes com a Nikkor 24-70mm e esta era mais uma oportunidade de ir formando opiniões…
Recapitulando… a D200, a Nikkor 24-70mm, um filtro polarizador e um saco de transporte. Decidi que isto era tudo quanto precisava e foi só o que levei! Também quanto ao saco poupei mais uns kg. O que iria carregar cabia no pequeno saco Nikon podendo prescindir do Hamma Defender 210 (mais outros, ou melhor, menos outros 2,5Kg)! Feitas as contas, fui pouco “carregado” para férias e acabei por vir também pouco “carregado” de fotografias. Não por falta de equipamento mas porque as ocasiões não foram mais! Todavia, houve uma ou outra altura em que não deixei passar a “oportunidade” e parei para fazer uma ou outra fotografia (sempre de maneira rápida… para não fazer esperar a família!). Mas chega de conversa! Aqui ficam, não sei se lhe fazendo, ou não, a devida justiça, alguns (meros) registos que ilustram aprazíveis locais por onde passei: