Colorir fundos em Estúdio



Nikon D800 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Metz Mecastudio TL 300 (x2)
@ f/16; 1/40 seg.; ISO 100; Exp. Manual
C/refletor de cor prata como fundo 

Por vezes, tenciono publicar determinados artigos que, muitas vezes pela oportunidade (ou porque, simplesmente, me lembro) penso terem interesse para os leitores. Todavia, cada artigo que publico não surge do imediato e, muita vezes, quer pelas fotografias que se tornam necessárias, quer pela elaboração do texto que as deve acompanhar, acabam por ficar em "banho maria" esquecidos pelo tempo... O artigo de hoje é, precisamente, um desses exemplos! Mas, como o assunto continua a ser atualmente válido e como mais vale tarde que nunca, cá fica!
Não pretendendo ser um artigo verdadeiramente técnico, partilho hoje com os leitores o resultado de algumas experiências levadas a cabo com o fundo reflectivo que, há já uns tempos, levei para o Estúdio para fotografar pequenos objetos e donde podem tirar alguma ideias, designadamente, a maneira de conseguir diferentes resultados com o mesmo fundo
Para testar, nada melhor que escolher um objeto que representasse uma série de dificuldades ao ser fotografado sobre um fundo reflectivo de cor preta.
No entanto, o fundo é só um dos elementos que se pode usar para conseguir o efeito de reflexo (ou de espelho). Pode, por isso, ser complementado com outros acessórios ou jogos de luz de modo a obter variados resultados finais. E é apenas isso que visa demonstrar este artigo.
Sendo um "fundo reflectivo" reflectirá tudo aquilo que estiver no seu caminho.
Ao logo das imagens que se seguem poderão observar as diferenças da cor de fundo conseguidas através da simples mudança de superfícies refletoras de diferentes cores.  



Nikon D800 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Metz Mecastudio TL 300 (x2)
@ f/16; 1/30 seg.; ISO 100; Exp. Manual
C/cartolina de cor bege como fundo


Para o exemplo acima foi utilizada uma folha de cartolina bege para refletir a luz emitida pelos duas softbox's transformando-se, assim, o fundo negro num tom mais acizentado dada a mistura com a tonalidade mais clara emitida pela cartolina.





Uma das soluções para "aquecer" um pouco a luz emitida pelos Strobs pode ser conseguida através do simples processo de cobrir a superfície original difusora com papel vegetal. No entanto, há que considerar regular a potência do clarão tendo em conta a "perda" de luz que o método implica.






Nikon D800 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Metz Mecastudio TL 300 (x2)
@ f/16; 1/30 seg.; ISO 100; Exp. Manual
C/cartolina de cor laranja como fundo 


Imediatamente acima, neste exemplo (não muito feliz mas que coloco só para verem até que ponto a utilização de qualquer fundo onde se projete luz pode modificar a cor...) pode ver-se o resultado do fundo original de cor negra quando utilizada uma cartolina de cor laranja. Claro está que esta interferência da cor utilizada vai refletir-se não só no fundo mas, também, no próprio objeto que fotografamos pelo que há que ter em conta esse factor...





Nestas imagens pode observar-se facilmente a influência decorrente da utilização da cartolina de cor laranja para projetar a luz recebida das Softbox's sobre o fundo negro.


Nikon D800 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Metz Mecastudio TL 300 (x2)
@ f/16; 13 seg.; ISO 100; Exp. Manual
Apenas C/luz de modelação dos Strobes 

Por último, um exemplo duma iluminação muito suave conseguida apenas com recurso à luz modeladora das Sotbox's sem emissão de ""luz Flash" combinada com uma exposição longa (13 seg.).



(Se ficaram curiosos pelo motivo de nesta última fotografia o topo da tampa da caneta estar "manchada" de cor vermelha, cá fica a explicação do porquê!

Esse (os reflexos) são um dos motivos porque temos de ter um especial cuidado com o que está à nossa volta (ou mesmo da maneira como nos vestimos...) quando fotografamos. Principalmente em Estúdio! Claro que, este caso, seria de simples resolução na edição... mas, propositadamente assim deixei ficar para exemplo).
E, pronto, cá ficam algumas ideias!

Tamron Lens - 45mm | Sample series #1


Ponte Velha de Castro Laboreiro (Melgaço)
Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD
(@ 1/6 seg., f/16 (-0,7 EV), ISO 50, VC-On - s/tripé)

Durante um casual passeio pelas belíssimas terras do Alto Minho, aconteceu passar em Castro Laboreiro.
Bem visível da estrada (mais propriamente da ponte, paralela, que passa sobre o rio), podemos observar esta paisagem com a Ponte Velha (setecentista ?) desativada.
Sem querer alongar-me nas palavras, passo a explicar o motivo que me levou a partilhar esta fotografia... 
Certamente que, pelo menos aos mais atentos, não escapou da leitura dos dados Exif um pormenor que expressamente neles está inscrito... O facto da fotografia ter sido captada com uma velocidade de obturação muito baixa (1/6 seg.) sem recurso a tripé (isto, apenas, porque não tinha nenhum comigo)!
Pois bem, este foi um teste à capacidade de estabilização de imagem (sistema VC) da nova objectiva com que tenho andado a fotografar. 
Habitualmente, este tipo de objectivas de distância focal "normal" não necessitam de sistemas de estabilização, até porque, mesmo sem esses sistemas, permitem a captura de fotos com nitidez utilizando velocidades de obturação bastante baixas. Mas não tão baixas... A 1/6 seg. seria natural que a foto (sem utilização de tripé ou outro mecanismo de estabilização externo) ficasse "tremida".
Mas, e aqui está o porquê, no caso deste registo em concreto, essa funcionalidade foi uma mais valia. Claro está, que não precisava de ter captado a foto a ISO 50 e a f/16 e que qualquer alteração nesses valores poderia permitir obter uma velocidade de obturação muito mais elevada que os 1/6 seg. 
No entanto, perderia aquilo que queria registar: O arrastamento da água. Com valores de obturação mais "rápidos" a água que corre sob a ponte ficaria "congelada" e a foto menos interessante.
Como diz o provérbio, "Uma imagem vale mil palavras". Portanto, para melhor explicar a diferença, entre um tipo de captura e o outro, cá fica:

Resumindo: Uma funcionalidade (VC) que supostamente não é imprescindível neste tipo de objetivas mas que, neste tipo de situações (entre outras), poderá ser útil!     

A estreia duma nova objectiva! Para variar... Tamron!


Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D800
f/5.6; 1/800 seg. (-0,3 Ev); ISO 100



A  Robisa (representante da Tamron em Portugal) enviou-me, há alguns dias, uma nova objetiva para utilização pessoal: A Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD.
Lançada conjuntamente com a sua "pima" SP 35mm f/1.8, esta SP 45mm faz parte do grupo das primeiras objectivas que foram comercializadas pela marca respeitando os padrões de exigência e o design da "nova era" de objetivas da Tamron. 
Já lá vai algum tempo mas, por acaso, este não é o primeiro contacto que tenho com uma destas unidades. Tive oportunidade de experimentar uma, pela primeira vez, nas terras transmontanas durante um Workshop em Vinhais (Bragança), por volta da altura em que tinham sido lançadas. Na altura gostei, e como costumamos querer aquilo que gostamos (pena não poder ser assim com tudo...) cá está a nova menina!  
  
E, como de costume, sempre que chega uma nova objetiva lá saio para fotografar.... Muitas vezes, como foi o caso, apenas para aproveitar este pimeiro contacto para somente "disparar por aí" sob diferentes condições/regulações para depois ir interpretando e formando opinião com base nos resultados obtidos. 
Neste caso, uma vez que esta SP 45mm tanto pode ser utilizada em câmaras FX como DX, utilizei-a com os dois formatos. Quando acoplada numa câmara de sensor de formato FX, (como é o caso da foto acima), retrata a realidade de maneira muito similar à que a observamos.
Depois, é com fotos de teste como esta que se vão reparando em pormenores como a capacidade de registar detalhes, distorções, aberrações cromáticas, cor,.... enfim, partilho apenas porque gostei da simplicidade desta foto!


Mas, por acaso, esta 45mm, face à sua pequena distância de focagem mínima (de apenas 29 cm), também é um caso a considerar para quem utiliza câmaras com sensor de formato DX e goste de registar detalhes. Também testei essa capacidade com uma câmara de formato FX mas, neste caso, não penso que se consiga, de todo, substituir uma objectiva Macro.
Como podem ver na imagem ao lado, apesar de se tratar duma 45mm, a objectiva é grande (quer em comprimento - 91,7mm, quer em diâmetro - 80,4mm). O parasol faz parte integrante do "Pack"!
Tratando-se duma objectiva luminosa, claro está que tinha de testar a caparcidade de registo de detalhes a pena abertura... numa das fotografias  mais abaixo pode ser visto o resultado. Fotografando a pouca distância do objecto, a f/1.8, a proundidade de campo é reduzissíma!



Retomando o que acima dizia, quando utilizada com câmaras DX, conseguem-se resultados interessantes... "quase" macros.


Em baixo, alguns exemplos de fotografias (sem qualquer crop) captadas com a SP 45mm acoplada a uma câmara DX. As imagens ilustram a capacidade de registo de detalhes, em assuntos bem pequenos, que é realmente excelente:

Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D500
f/6.3; 1/600 seg.; ISO 500

Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D500
f/1.8; 1/320 seg.; ISO 100

Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D500
f/4; 1/60 seg.; ISO 100

Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D500
f/6.3; 1/320 seg.; ISO 400

As importações, os Correios... e a nossa Alfândega!


Ilustração de Artur Ferreira

Tendo presente e a propósito, até, da recente questão da saída do Reino Unido (Brexit) aproveito hoje para, de modo (relativamente...) exaustivo, vos contar algo que todos devemos ter presente quando decidimos comprar/
importar artigos de países fora da Europa ou mesmo, dentro dela, de alguns países que não fazem parte do acordo Schengen.
É vulgar, hoje em dia, pelas facilidades conferidas pela Internet, sermos tentados a comprar "online" acessórios e mesmo câmaras fotográficas vindas do estrangeiro.
Bom, dependendo do país donde são comprados, há que ter em conta, no caso de países fora do acordo Schengen, os custos acrescidos da carga tributária (alfândega) que sobre eles vai incidir quando entrarem no nosso país e as inerentes burocracias até que o artigo comprado (ou oferecido) chegue a nossa casa. Ou seja, antes de tudo o mais, é preciso fazer contas... porque o artigo pode até ficar mais caro do que comprado numa loja física no nosso país, onde pagando todos os impostos se contribui, também, para a sustentabilidade do comércio nacional.
Sobre isto, já agora, esclareço que a nossa legislação isenta compras (até ao valor de €22,00, incluindo portes) quando feitas em países fora da UE (ou mesmo na UE em países em relação aos quais não exista a "livre circulação de bens") do pagamento de impostos e taxas.
Acima desse valor (€22,01), pagar-se-á o respectivo IVA, taxas administrativas da alfândega e dependendo do artigo, taxas adicionais. Contas por alto, pode acrescentar-se até cerca de 30% do valor... isto para não haver surpresas...!
Para melhor esclarecimento aqui fica a fundamentação legal onde poderão ser tiradas estas e outras dúvidas  - 
INFORMAÇÃO ÚTIL PARA O DESALFANDEGAMENTO DE ENCOMENDAS POSTAIS (abre em novo Link) >>

Bem, prólogo à parte, através da narrativa que segue vou contar aos leitores a minha (má... péssima, talvez) 
experiência com o desalfandegamento de um artigo que me foi oferecido com origem num país europeu não pertencente, ainda, ao rol de países em que vigora o acordo Schengen (Turquia).
Não sou, tipicamente, uma pessoa que costume “desabafar”... mas há situações que nos tiram do sério e, quem sabe, a minha experiência pessoal possa ajudar alguém.... bem a propósito pedi ao amigo e bem conhecido caricaturista nacional, Artur Ferreira, um Carton que, de forma excelente, ilustra a experiência e o cerne deste artigo!
Bom, como já estão a adivinhar, a situação tem a ver com os nossos correios e o processo de desalfandegamento de um objecto vindo, neste caso de país europeu, mas ainda não pertencente à CEE.
Bom, tudo começa quando, gentilmente, pelo próprio fabricante, me foi oferecido para testes um equipamento (acessório) fotográfico que, por ser inovador eu próprio tinha interesse em testar e partilhar a opinião com os caros leitores. Até aqui tudo bem...
Os problemas começam quando a encomenda chega ao nosso país e vai parar à Alfândega.
Após 6 dias de aí ter chegado, pelos CTT Internacional foi-me remetida a tradicional "Declaração para autorização de desalfandegamento" e solicitado o NIF. De imediato foi satisfeito o pedido mais informando eu, desde logo, que se tratava duma oferta.
No entanto, após satisfeito o que me haviam solicitado, recebo um novo email pedindo um "Print screen" com os dados da compra ou do pagamento efetuado.
Nesta altura começo a verificar que reina a anarquia e a desorganização naquela entidade pois cada email que recebia vinha assinado por diferente funcionário (excluindo aqueles que não vinham assinados, o processo foi tratado por cerca de meia dúzia de diferentes funcionários) e rapidamente se percebe que, além das respostas automáticas, as restantes também o são ou demonstram uma total falta de atenção ou capacidade de discernimento por parte de quem as lê e responde...!
Então, tendo dito que se trata duma oferta como é possível enviar um “Print Screeen” da compra ou comprovativo Paypall com o valor pago?!
Adiante, percebi que era um beco sem saída e solicitei ao fabricante o envio duma fatura proforma (resolução sugerida por um outro funcionário dos CTT internacional aquando de telefonema que fiz a tentar saber como resolver a questão... (Hã! Telefonemas para o indicativo 707.... demorados e pagos a custo acrescido!).
Lá enviei a fatura proforma, pensando que estaria tudo resolvido.... Errado!!!
Mais uns dias se passam e, espanto meu, nova comunicação: O que faltava? O valor dos portes de correio pagos! Pergunto: Porque não me solicitaram isso na altura que pediram a fatura proforma???? Resultado: mais um email ao fabricante solicitando desculpas pelo incómodo e que me enviasse uma nova fatura Proforma com o valor dos Portes de correio discriminados!
E, mal chegou (logo no dia seguinte), nova comunicação aos CTT internacional remetendo a malfadada fatura Proforma com a discriminação dos portes de correio.
Passam mais uns dias e... nada! Decido, novamente, gastar mais algum tempo e $$$ e ligar para os CTT Internacional. 

Desta vez, informo a funcionária que me atende de tudo o que já me havia sido solicitado e que tinha satisfeito sempre quase de imediato o que iam pedindo. Espanto meu, a mesma, após averiguar com os colegas da situação em concreto diz-me em tom sabedor: “Neste caso, é melhor o Sr. remeter-nos uma Declaração de Honra dizendo que se trata efetivamente duma oferta e qual o valor da mesma.”
“Sinceramente (disse-lhe eu em tom de desabafo), já não percebo....Então se desde o primeiro dia comuniquei que se tratava duma oferta, e nessa circunstância me solicitaram uma fatura Proforma com um valor comercial, que sentido faz agora eu ter de declarar o valor...? ” 
Enfim, vi que não mais valia a pena discutir e lá remeti a “Declaração de Honra” com o valor (do objecto e do valor dos portes) e sosseguei... até receber nova comunicação!
Dizia:
“Informamos que após análise da documentação enviada verificámos o seguinte:
- Falta o documento comprovativo dos portes de envio. Se os mesmos foram gratuitos, poderá expressá-lo no corpo do e-mail de resposta.”

Tristemente, passados 6 dias, para aí uns 20 emails (incluído as respostas automáticas) e duas chamadas telefónicas chego à conclusão que voltamos ao início de todo o processo...!!!!!
Então não é que, tal como lhe tinha dito, desde o meu primeiro email, havida sido uma oferta e que não tinha pago nada pelos objecto ou pelos portes???!!!

Nesta altura, pensava cá para mim: "A seguir temo que me peçam, novamente, o "Print sreen" com o valor da compra!!!!"
Bem, chegado a este ponto, já dá para ter a noção de como é completamente surreal a experiência de ter de lidar com os CTT Internacional. Mas a estória não fica por aqui...
Não ponho em causa as burocracias necessárias para desalfandegar e controlar fiscalmente os objetos que entram no nosso país mas sim a falta de concertação e de entendimento que tem os vários funcionários daquela empresa, na qual, tudo parece “rolar” sem regras, responsabilidades e sem alguém que pareça saber descortinar e resolver as questões regularmente!

Atrevo-me a deixar a sugestão: Porque não atribuir cada processo de desalfandegamento a um determinado funcionário e ser sempre o mesmo a responder perante o cliente e a instruir toda a documentação que necessitam?
No entretanto, o tempo vai passando e os clientes vão perdendo a boa postura que a custo vão tentando ter nas respostas (desnecessárias) que vão dando àquela empresa!

Continuando... isto já parece uma daquelas infindáveis telenovelas... 
Mais uns dias se passam e, tendo remetido tudo o que, mais uma vez, haviam solicitado, eis que a informação no site dos CTT destinada ao seguimento de encomendas, lá retira a informação de "Documentos não Ok". 
Desta vez parecia que, finalmente, iria receber o artigo!
Errado! Apenas um dia depois, recebo mais um email solicitando que fosse discriminado o artigo em causa e o seu valor real...! E lá passou novamente a constar a 1ª informação e a menção dum 2º aviso:

Pimba! Voltamos ao início!
Mais um telefonema para a CTT internacional e eis que me é dito que a Autoridade Tributária não concordava com o valor que o fabricante tinha indicado e que eu, por indicação dos CTT, tinha, sob compromisso de honra dito ser o correto. Bom, na verdade o que eu declarei foi que aquele havia sido o valor que o fabricante atribuiu ao mesmo. Isto é, tratar-se-ia dum valor simbólico ou apenas de custo de produção uma vez que o equipamento em causa havia sido oferecido e não era comercializado nem seria, como declarei, para comercialização por mim em Portugal.
Rapidamente fiquei a saber que isso de nada interessa às nossas Finanças...
Nova sugestão dos CTT para desbloquear a situação: Declarar um novo valor mais alto!
Aí, disse eu: 
- "Alto lá! Então se eu declaro, inicialmente, um valor comercial numa "Declaração de Honra" vou agora declarar um diferente...?" Perguntei!
- "Das duas uma: Ou menti aquando da primeira declaração de valor ou mentia agora se o fizesse, respondi! Então a as falsas declarações? Já não interessavam?"
Também, quando a isto, depreendi pela resposta do outro lado que o que interessava era a Autoridade Tributária ter um valor para aplicar a carga tributária.
Assim, nova sugestão me foi dada: 
-"O senhor não tem de enviar nova Declaração de Honra... basta ver por aí na internet um preço para esse objecto e indicar mais ou menos esse valor. Pode chamar-lhe apenas "Declaração de valor". 
Já com duvidas sobre o que deveria fazer, uma vez que, sinceramente, a solução apontada não colhia a minha simpatia, perguntei:
-"Então e se eu não concordar e nada fizer? O objeto é devolvido ao remetente? E tem custos?"
Bom, lá me foi explicado que se não fosse desbloqueada a situação o objecto era devolvida ao remetente, sem custos para qualquer das partes. Será???
No entanto, foi-se sempre indicada como melhor solução a de "dar" um valor mais alto ao objecto. Presumi, então, que esta seria a questão fulcral - atribuir um "valor comercial"! 

Assim, numa nova tentativa, lá satisfiz o sugerido e enviei a tal "Declaração de Valor" de acordo com uma pesquisa efetuada, fazendo acompanhar a mesma, do "Link" onde se podia, inclusivamente, ver o preço daquele artigo no estrangeiro... 
Também isso não chegou, não resolveu nada e, assim, recebi nova comunicação:

"Exmo. Senhor
José Loureiro,

Lamentamos, contudo sem a documentação solicitada pela Autoridade Tributária e Aduaneira, não nos será possível dar seguimento processo de desalfandegamento em questão.
Na ausência dos documentos em questão, que lhe estão a ser solicitados, questionamos se pretende solicitar a devolução do objeto ao remetente.
Ficamos a aguardar a informação solicitada."


Uma vez que já havia passado mais de um mês desde o envio e, nesta altura já lá iam cerca de 30 comunicaç
ões por email (solicitações/respostas) e umas 4 ligações por telefone para os CTT internacional, achei que já chegava!

Controlando o impeto de responder de forma menos polida e educada, escrevi apenas:

"Caros Senhores
CTT Internacional

Lamentavelmente, digo eu, venho por este meio informar V. Exas. que, sim, pretendo a devolução do objecto ao remetente.
Digo-o, porque, sinceramente, após uma infindável troca de comunicações escritas e telefonemas com essa entidade, fui enviando aquilo que me era pedido e sugerido para "desbloquear a situação". Contudo, parece que nunca foi o correto ou suficiente...
Assim, não sabendo o que mais pretendem (penso, neste momento, que voltamos ao início e cegamente a Alfândega pretende novamente o envio duma fatura de compra que eu não tenho, por se tratar duma oferta como venho dizendo desde o início), sinto que chegamos a um verdadeiro impasse... Assim, para que não percamos mais tempo, eu, os CTT e a Alfândega dou por finda esta triste experiência.
Peço desculpa pelo desabafo...

Atentamente,
José Loureiro"



E assim foi...!
Isto é... parece-me que novos episódios se seguirão. Isto porque, ainda hoje (3 de abril de 2017), recebi nova comunicação dos CTT Internacional dizendo que o pedido de devolução ao remetente "foi reencaminhado internamente, a fim de ser analisado".
Desconheço o que por aí mais venha...!!!!!
Em todo o caso, fica  partilha desta minha experiência e o alerta para quem tenha que lidar com situações análogas, embora, segundo relatos que vou lendo, as "coisas", na nossa Alfândega, parecem não obedecer a um padrão e o fator "sorte" não ser de desprezar...

Lançamento - PELIKULA #5 | Exposição Coletiva de Fotografia




Para ver e ler (clicando na imagem, abre em novo Link) cá fica, então, este recheado e novo número do Photo Album PELIKULA! 
Tal como aconteceu em anos anteriores, o lançamento da revista contou com a presença de muitos dos autores participantes e de muito público em geral.
Esta edição "2017" não fugiu à regra e, aproveitado o facto de ter sido apoiada e patrocinada pela Delegação da Ordem dos Médicos do Porto e pela FNAC, desta vez, teve lugar nas belíssimas instalações da Delegação da Ordem dos Médicos do Porto.





Perante uma sala cheia, assistiu-se à tradicional visualização projetada da revista, página a página, intercalada com alguns, sempre culturais, momentos de poesia.
Mas a tarde não se ficou por aqui... seguiu-se, numa sala contígua, um simpático "Porto de honra" a acompanhar a inauguração duma Exposição coletiva de trabalhos dos fotógrafos participantes nesta edição onde podem ser vistas, em versão impressa, algumas das fotografias que fazem parte da revista deste ano.
Relembro, para quem eventualmente esteja interessado em visitar a exposição, que a mesma estará patente ao público até ao próximo dia 2 de abril naquelas instalações (Rua Delfim Maia, 405 - Porto).
E, agora, resta esperar pelo próximo número!

PELIKULA #5 | E aí está mais uma edição!




Na tradição de anos anteriores, mais um novo número deste Photo Album, de periodicidade anual, em que tenho tido o prazer de participar, será divulgado.
Desta vez, o lançamento terá lugar no edifício da Ordem dos Médicos, sito na Rua Delfim Maia, 405 - Porto, pelas 15H00.

Este ano, a apresentação da revista será seguida, no mesmo local, da inauguração duma exposição coletiva de um quadro por cada fotógrafo participante.
Também, como de costume, a entrada será livre e gratuita.
Que mais resta dizer.... compareçam!

Primeira etapa do Campeonato Nacional de Trial 4x4 de 2017 - Valongo

Realizou-se no passado domingo a prova inaugural do Campeonato Nacional de Trial 4x4 deste ano.
Com uma moldura de público muito interessante e com 36 equipas inscritas, o dia da prova foi bastante agitado!
Desse dia, deixo-vos hoje algumas "fotografias soltas" do prólogo realizado durante a parte da manhã e da prova que teve início pelas 14H30.
Este ano, decidi levar para fotografar o prólogo uma objectiva muito pouco convencional para este tipo de eventos: A pequena Samyang 8mm Fisheye. Assim, as fotografias, que facilmente identificarão, tem um carácter muito peculiar e "fogem" um pouco à "tradicional" forma de fotografas este tipo de provas desportivas. Além do mais não é simples a captura de imagens neste tipo de situação com uma Fisheye. O motivo? Mais abaixo (na primeira fotografia) podem ver a distância a que temos de fotografar! A escassos 2 a 3 metros do local de passagem das máquinas!
Já da parte da tarde, para a prova, a Tamron SP 90mm foi a escolha. 
As condições de luz no dia não foram as melhores... Um misto de céu encoberto por carregadas nuvens, com abertas de fortes raios de sol a reflectirem intensamente no metal dos veículos... mas lá se foram tirando umas fotos! 


Trás-os-Montes e Alto Douro Vinhateiro | As paisagens - Murça a Vila Flor


Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD + Nikon D800
@ 28mm; f/14; 1/80 seg.; ISO 100; Exp. Manual


Na esperança de poder ver e fotografar o bonito cenário dos montes cobertos pelo manto branco das amendoeiras em flor, lá parti, este fim de semana, rumo à simpática região de Trás-os-Montes. Cedo demais... apesar do bom tempo que se tem feito sentir nos últimos dias, as amendoeiras ainda não floriram, por completo... penso que a altura mais oportuna será daqui a uma ou duas semanas...




Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Nikon D800 
@ f/18; 1/60 seg.; ISO 100; Exp. Manual



No entanto, já que o equipamento seguia na mala do jeep, lá se foram fazendo umas paragens, ora aqui, ora ali, para captar umas fotografias.
Desde o serpentear das vinhas através dos socalcos, a alternados planaltos geometricamente revestidos de oliveiras ou amendoeiras, há sempre um ou outro ponto fotograficamente apelativo neste trajeto que ladeia entre Murça a Vila Flor!  
Desta vez, contrariamente à última em que visitei esta zona, havia sol e céu azul! Isso permite captar as cores do local retratando-as com o respetivo contraste e saturação.   
Esta é uma das poucas alturas em que fotografo fora de Estúdio com a Nikon D800 e com a Tamron SP 15-30mm. Conjugando a sua grande amplitude angular e o facto de ser uma objectiva FX (Full frame) tornam-na a objetiva ideal para captar cenários tão amplos e vastos como os que encontramos para estes lugares.
No entanto, por vezes, o grande ângulo de cobertura da 15-30mm é excessivo e temos, por isso, de recorrer a objetivas doutras distâncias focais menos amplas... isso é o caso, por exemplo, da fotografia acima em que não havia interesse em captar a zona envolvente às pequenas árvores de modo a relevar apenas essa parte do cenário.



Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD + Nikon D800
@ 30mm; f/14; 1/80 seg.; ISO 100; Exp. Manual


Com o sol a brilhar, vistas ao longe, as serras com os seus tons dourados da terra acabada de revolver destacam-se da demais paisagem. Depois, uma pequena nuvem que passa, acaba por fazer o resto do trabalho e colocar parcialmente em relevo certas partes em contraste com as restantes... mas isso é... quando acontece!  

Novos lançamentos Tamron: SP 70-200mm f/2.8 Di VC USD G2 e SP 10-24mm Di II VC HLD






Mais duas objetivas se juntam, agora, à "Nova era" de objetivas da gama SP (Super Performance) da Tamron.

Ao longo do tempo a marca tem vindo a lançar novas objectivas ou a renovar os modelos já existentes de acordo com os padrões de design e exigências definidas para esta "nova era".

Fazem já parte desta nova série as:

SP 35mm F/1.8 Di VC USD
SP 45mm F/1.8 Di VC USD
SP 85mm F/1.8 Di VC USD
SP 90mm F/2.8 Di MACRO 1:1 VC USD
SP 150-600mm F/5-6.3 Di VC USD G2 e ainda os teleconversores, compatíveis com as objetivas desta "nova era": Os TC-X14 e o TC-X20.





Quanto a este novo modelo da Tamron SP 70-200mm F/2.8 Di VC USD G2 (Modelo A025) o mesmo estará disponível no mercado português em fevereiro.

Segundo a marca, à excelente qualidade do modelo antecessor (e passo a citar o conteúdo do Press release que recebi), foi feita uma revisão minuciosa da conceção ótica, mecânica e eletrónica de maneira a aumentar a velocidade e precisão do foco automático, reforço do sistema de Compensação de Vibrações (VC) e diminuição do MOD. Novas funções incluem o revestimento eBAND para combate dos reflexos indesejados, construção à prova de humidade e resistência contra poeira, revestimento com fluorite e compatibilidade com teleconversores. O design da objetiva inclui um corpo baseado em metal para melhor manejo e facilidade de utilização.

O resultado desta evolução é o Modelo A025, que pela sua velocidade galopante expande a gama de expressões em fotografia de retratos, paisagens, desporto e fotojornalismo.

O design ótico deste novo modelo consiste em 23 elementos em 17 grupos. Elementos de vidro XLD (eXtra Baixa Dispersão) e LD (Baixa Dispersão) eliminam as aberrações cromáticas que tendem a ser proeminentes em teleobjetivas de alta velocidade. O que prevalece são imagens de alta qualidade, até mesmo na periferia do plano da imagem.

Esta nova teleobjetiva é totalmente compatível com teleconversores, permitindo um aumento do alcance para 1,4 a 2 vezes do original. Integrado está o sistema VC, que através de um mecanismo de bobina reforça a estabilização da imagem. Este sistema oferece três modos, incluindo um exclusivamente para acompanhamento de objetos em movimento. Os fotógrafos podem alternar entre os modos de acordo com as condições de captura.

O Modelo A025 está equipado com um motor ultrassónico de tipo anel USD (Ultrasonic Silent Drive), cuja resposta e controlo permitem um foco preciso e de alta velocidade. Com dois avançados microcomputadores de alta performance e algoritmo otimizado, a teleobjetiva melhora o desempenho geral do foco em comparação com modelos anteriores. Além disso, graças ao mecanismo de substituição de Foco Manual, os fotógrafos que capturem com AF podem de forma instantânea fazer ajustes com MF sem perder tempo a mudar de um modo para o outro.

Um produto da série SP, o Modelo A025 foi construído de acordo com rigorosos padrões de qualidade. Os padrões aplicam-se ao design ótico, design mecânico e aspeto exterior, bem como a áreas como robustez do produto e melhorias de funções individuais. Entre estas melhorias encontram-se revestimentos de proteção contra líquidos e óleos e maior resistência aos danos causados pelos efeitos de sujidades, poeira, humidade e dedadas.

Bom, tendo experimentado muito fugazmente a anterior versão, a minha opinião acerca da mesma era muito boa. Tanto mais que era uma das objetivas da marca que pretendia "juntar à minha mala". Portanto, mesmo sabendo que é difícil melhorar um produto que é excelente, acredito que a Tamron ainda nos consiga surpreender com as melhorias anunciadas!

Seguem as especificações:

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Distância Focal [mm] 70-200
Abertura Máxima F/2,8
Distância Mínima de Focagem [m] 0,95
Relação de Reprodução 1:6.1
Tamanho de Filtro [mm] 77
Peso [g] 1500g Canon / 1485g Nikon
Construção óptica: (Grupos-Elementos) 17 - 23
Ângulo de imagem 34°21’-12°21
Diafragma - nº de lâminas 9
Abertura Mínima  F/22
Diâmetro x Comprimento [mm] 88mm x 193,8mm





Passando agora à "nova" SP 10-24mm, pessoalmente, posso dizer que, tendo fotografado com o modelo anterior, e pelo que é dito pela marca, acredito que a margem para melhoria deste novo modelo é substancialmente maior do que em relação ao caso da 70-200mm.




O lançamento deste novo modelo prova que a tendência das marcas não é acabar com o formato DX (APS-C) mas sim renová-lo com objetivas capazes de acompanhar a exigência cada vez maior das novas câmaras com sensor daquele formato. Estou agora a lembrar-me, da minha nova D500... quem sabe, poderá haver oportunidade para testar... 




Quanto ás características, segundo, também, o "Press release" que recebi, este novo modelo desta zoom ultra-grande angular 10-24mm F/3.5-4.5 Di II VC HLD (Modelo B023), na tradição da sua antecessora, destina-se, como já acima dito, apenas a câmaras DSLR com sensor APS-C.

O Modelo B023 é uma objetiva grande angular com uma gama focal excecionalmente ampla – a maior na sua classe, equivalente em 35mm é de 16mm até 37mm. A objetiva é ideal para fotografia urbana, paisagens, fotos de grupo e cenas casuais do dia-a-dia.

Em 2008, a Tamron lançou o SP AF10-24mm F/3.5-4.5 Di II LD Aspherical [IF] (Modelo B001), que ofereceu uma gama focal sem precedentes na sua classe. Concebida de acordo com os méritos dessa objetiva, a objetiva sucessora Modelo B023 incorpora uma performance ótica melhorada e novas funcionalidades.

Com avançadas tecnologias Tamron, incluindo sistema de estabilização de imagem VC (sigla para Vibration Compensation, ou Compensação de Vibração), construção resistente à humidade e revestimento com fluorite, e a primeira implementação do novo motor de regulação de binário HLD da Tamron, o Modelo B023 incorpora também um design atualizado inspirado no design da nova linha de produtos SP series.

O novo Modelo B023 integra uma gama focal de 10-24mm, a maior entre objetivas ultra-grande angular para câmaras DSLR APS-C. O fotógrafo pode desfrutar de diversas expressões panorâmicas com apenas esta objetiva, desde paisagens dinâmicas muito além do campo de visão humano, até vistas mais simples e casuais.

São 16 os elementos, separados por 11 grupos, que constituem o design ótico do novo Modelo B023. Elementos de lente especiais são utilizados numa configuração de elementos LD (Low Dispersion, Baixa Dispersão), XLD, vidro asférico moldado e lentes asféricas híbridas. A nova objetiva minimiza o aumento no tamanho do sistema ótico e combate de maneira eficiente uma variedade de aberrações na gama zoom, incluindo aberração cromática transversal e outras distorções que tendem a ser proeminentes nas objetivas grande angulares.

O revestimento BBAR (Broad-Band Anti-Reflection) e a conceção ótica cuidam dos reflexos interiores e minimizam o efeito nocivo dos raios de luz. Por outro lado, o sistema VC expande a liberdade do fotógrafo em cenários de fotografia portátil em espaços com pouca iluminação. O revestimento protetor de fluorite repele líquidos e óleos e a superfície da objetiva é mais fácil de limpar e menos vulnerável a danos causados por poeiras, humidade e dedadas.
Por último, segundo informações da marca, a "nova" SP 10-24mm f/3.5-4.5 Di II VC HLD (Modelo B023) será compatível com câmaras Canon e Nikon, e estará disponível no mercado português em março.


Especificações:

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Distância Focal [mm] 10-24
Abertura Máxima F/3,5-4,5
Distância Mínima de Focagem [m] 0,24
Relação de Reprodução 1:5.3
Tamanho de Filtro [mm] 77
Peso [g] 440g
Construção óptica: (Grupos-Elementos) 16 - 11
Ângulo de imagem 108°44’-60°2
Diafragma - nº de lâminas 7
Abertura Mínima  F/22-29
Diâmetro x Comprimento [mm] 83,6mm x 84,6mm


Arte Fotográfica #87 | janeiro 2017


Arte Fotográfica #87

E aí está a última edição da Arte Fotográfica!
Ao longo de vários meses, mais precisamente durante as últimas 6 edições, colaborei como colunista com esta revista/magazine. 
Agora, segundo palavras do próprio editor, a revista ficará em modo "congelado" até condições para novas edições...
Desconheço, em concreto, as razões que levaram a tal decisão mas lamento a "perda" deste meio de divulgação da fotografia e do trabalho de fotógrafos nacionais e internacionais... vamos esperar que seja, somente, um até breve!
Entretanto, aqui fica a divulgação deste nº #87: Para ler "on-line" ou encomendar a versão impressa.
Obs: clicar na capa da revista para ler (abre novo link onde poderão depois escolher a o modo de visualização em tela inteira)