Vem experimentar as novas objetivas SP 35mm e SP 45mm da TAMRON!



Hoje tenho uma boa notícia para partilhar com os leitores! 
Pela Robisa (representante da marca Tamron em Portugal) foi-me entregue a mala "Touch & Try" contendo objectivas SP 35mm e SP 45mm f/1.8 Di VC USD.
Durante aproximadamente 1 mês, através desta campanha de divulgação da Tamron, este equipamento estará comigo de forma a poder proporcionar, a quem estiver interessado, a possibilidade de testar/experimentar estas duas novas objetivas da gama Super Performance da marca. 
(Simultaneamente, estarei disponível, para explicar, se assim quiserem, o que entenderem por necessário durante uma manhã, tarde ou apenas o tempo que acharem suficiente...)
Local: a combinar nas proximidades do Porto ou mais a Norte...
Versões disponíveis: Encaixe Canon ou Nikon.
Esta é uma oportunidade de ter um contacto mais demorado, completamente gratuito, com estas luminosas objectivas.
Para reservar/agendar uma data, individualmente ou em grupo, os interessados deverão entrar em contacto para o meu endereço eletrónico: jose.loureiro@gmail.com
Ademais, da minha parte, estarei disponível e terei todo o gosto em aproveitar, também, a oportunidade para conhecer os leitores que estiverem interessados em fotografar/experimentar estas objectivas da nova gama SP.
Certamente, haverá sempre tempo para "dar duas de conversa" e trocar algumas ideias! 

Óbidos | Através da Ultra-grande-angular SP 15-30mm


A Vila medieval de Óbidos é um daqueles lugares que nunca nos cansamos de visitar!
Este fim de semana, em viagem de regresso a casa, mais uma vez, aproveitei para, por lá, fazer uma breve paragem. O dia estava "cinzentão" e as pequenas ruas apinhadas de turistas... não era a melhor altura para fotografar a Vila mas, mesmo assim, ainda aproveitei para fazer uns rápidos registos do colorido casario...
Das várias objetivas que tinha na mala escolhi a Ultra-grande-angular SP 15-30mm. Uma objetiva que tem um desempenho muito bom com câmaras FX! Praticamente isenta de distorções* e capaz de captar uma porção de cenário muito ampla é a escolha aconselhada para situações em que dispomos de pouco espaço para fotografar e/ou pretendemos registar planos globais.
*(Contudo, de forma a evitar/minimizar a natural vista de "fuga de linhas para o infinito", quando utilizamos este tipo de objetivas devemos, sempre que possível, tentar centrar/alinhar as linhas do cenário (paredes, construções, muros, etc.) com a visualização de grelha da nossa câmara. Por vezes, um pequeno ajuste, inclinando para cima ou para baixo a posição da objetiva, sem sequer prejudicar o enquadramento, é o suficiente para evitar essa situação.)   


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 30mm, 1/40 seg., f/16, ISO 100


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 30mm, 1/40 seg., f/14, ISO 100


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 30mm, 1/640 seg. (-0,3Ev), f/5.6, ISO 100


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 22mm, 1/125 seg. (-0,3Ev), f/11, ISO 100


Uma vez que o "turismo" em Portugal parece "estar na moda" e em alta, sabendo que o Blog também recebe a visita regular de muitos leitores estrangeiros, por que não dedicar-lhes hoje, simpaticamente, estas imagens e esperar que possam despertar interesse para uma visita ao nosso País! 
Além desta, existem muitas outras belíssimas Aldeias Históricas e paisagens à espera de serem descobertas!

Arte Fotográfica #88



Um novo número da revista Arte Fotográfica acaba de ser lançado.
Cá fica a versão Online para ver/ler durante a semana!

Macrofotografia "no Estúdio"


Há dias publiquei aqui no Blog um artigo sobre Macrofotografia "no terreno".
Esta semana, ficamos com uma diferente abordagem ao mesmo tema: Em Estúdio! Utilizando, exatamente, a mesma câmara e objetiva. O objeto das fotografias é o mesmo (insetos) mas a maneira de efetuar este tipo de registo é diferente...   
Conseguir este tipo de Macrofotografias, em Estúdio, é relativamente simples. Depois de configurada a iluminação e a correta exposição na câmara, posso dizer que, apenas é preciso paciência... 
Estes insetos foram fotografados vivos e, por isso, naturalmente, não sossegam muito tempo no mesmo sítio!
Por várias vezes dei comigo a tentar apanhar os que voam, pelas paredes do Estúdio! No caso da Vespa, quando nã
o descobria rapidamente onde estava,  o maior receio era que voltasse com intenções "vingativas"!* 


Vespula vulgaris (Vespa-comum)
Nikon D500 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di Macro 1:1 VC USD (F017) + Metz Mecastudio TL 300 (x2) + Iluminação Contínua (1 softbox - 2 sombrinhas)
@ 1/80 seg., f/29, ISO 100, Exp. M



A ideia do artigo de hoje era ficarmos apenas com umas fotografias de exemplo para ver... Mas, pronto, como o que custa é começar.... Vamos lá escrever, então, mais um pouco!

Satisfazendo a curiosidade dos mais curiosos (passo o pleonasmo) em saber como "se fazem" este tipo de fotografias, passo a enumerar, adiante, alguns factores importantes a considerar. 
Uma forma de conseguir que os insetos nos dêem algum tempo extra para os fotografar em Estúdio antes de se moverem consiste  em baixar a sua temperatura corporal. Como é sabido, os insetos ficam mais ativos com o calor. Então como é que conseguimos isso? Muito simplesmente colocando-os em pequenos frascos fechados no frigorifico durante cerca de 20 minutos (se for mais tempo, mesmo que algumas horas, podem estar descansados que não morrerão). Isto fará com que a atividade dos pequenos bichos fique, temporariamente (durante uns dois ou três minutos), mais reduzida. Durante esse tempo aproveitamos para fotografar!
Quando se fotografam insectos (e outro temas), em Estúdio, convém, de facto, controlar bem uma série de aspetos. Por exemplo, contrariamente à fotografia "no terreno", em ambiente controlado, por possuirmos melhores condições, temos de ser mais rigorosos com o enquadramento, com a iluminação, com a profundidade de campo... (as imagens apresentadas, captadas com uma relação de reprodução aproximada de 1:1, representam fotos únicas). Apesar do recurso a aberturas de diafragma pequenas (f/22; f/29,...) a profundidade de campo que dispomos é reduzida! Quando se começa a fotografar com relações de reprodução desta ordem ou superior, para compensar a falta de profundidade de campo, teríamos que recorrer à técnica de "juntar" várias fotografias captadas em diferentes planos fazendo depois uma única composição. Essa técnica chama-se "Stack Images" e consiste na junção de 2, 3, 20, 400 (sim, quatrocentas),... ou mais fotos, numa só, em posterior edição!


Graphosoma lineatum (Percevejo-das-riscas)
Nikon D500 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di Macro 1:1 VC USD (F017) + Metz Mecastudio TL 300 (x2) + Iluminação Contínua (1 softbox - 2 sombrinhas)
@ 1/40 seg., f/29, ISO 100, Exp. M



Como devem ter reparado nas legendas das imagens, iluminação é coisa que não falta!
Bom, uma das dificuldades em fotografar este pequenos insetos no seu ambiente natural reside na correta e eficaz iluminação. Mesmo com a utilização de "Softbox's" e de Refletores, em exteriores é, muitas vezes, difícil de conseguir uma iluminação homogénea. Regra geral, o abdómen dos "nossos bichinhos" fica sub-exposto...


???
Nikon D500 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di Macro 1:1 VC USD (F017) + Metz Mecastudio TL 300 (x2) + Iluminação Contínua (1 softbox - 2 sombrinhas)
@ 1/40 seg., f/22, ISO 100, Exp. M



Em Estúdio, utilizando iluminação combinada (strobs e contínua) facilmente eliminamos esse problema. No caso destes exemplos, a iluminação proveio de 5 diferentes direções: diretamente por cima dos insetos (iluminação contínua via Softbox); da parte de trás a 45ª da esquerda e direita (iluminação contínua via sombrinhas) e de frente a 45º via Strobs (utilização de clarões com pouca potência).
Contudo, porque não há bela sem "senão", temos de prestar cuidado ao excesso de iluminação... nomeadamente, aos reflexos e brilhos em demasia que facilmente as carapaças destes insetos provocam. Pessoalmente, acho aceitável algum brilho provocado pela iluminação mas "brancos estourados" ou brilho em demasia estão fora de questão!


Pyrrhocoris apterus
Nikon D500 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di Macro 1:1 VC USD (F017) + Metz Mecastudio TL 300 (x2) + Iluminação Contínua (1 softbox - 2 sombrinhas)
@ 1/40 seg., f/25, ISO 100, Exp. M



Quando fotografo insetos em Estúdio tento incorporar o elemento natural onde é habitual os vermos. Assim, quando procedo à recolha dum inseto tento, sempre que possível, trazer também parte da vegetação (caule, flor, folha...) onde o mesmo se encontre.
Depois, além disso, dependendo do propósito (ou gosto) podemos incluir, como pano de fundo, desde uma tela de cor uniforme a um vaso com plantas o que vai "disfarçar" o ar "artificial" de fotografia de Estúdio e transmitir um ambiente "mais natural" às fotografias. As plantas não precisam de ser colocadas muito afastadas dos insetos (dada a proximidade a que estamos a fotografar - a escassos centímetros da frente da objetiva - mesmo utilizando aberturas de f/22 ou mais, tudo o que esteja a cerca de meio metro de distância ficará desfocado e criará um fundo limpo).
Em alternativa, poderá ser utilizada uma imagem com tons verdes (ou outros) que, desfocados, transmitem igual ideia da fotografia ter sido captada ao "ar livre". 
Como exemplo, nesta última imagem utilizei, como "pano de fundo", uma página de jornal com publicidade a artigos de jardim...   


Sempre que fotografamos Vida Selvagem devemos, previamente, tentar informar-nos acerca daquilo que vamos fotografar pois, quer "no terreno" ou até mesmo "no Estúdio", esses conhecimentos, podem revelar-se úteis. Não só porque nos permitirão, mais facilmente, saber como e quando fotografar determinada espécie mas, também, nalguns casos, estar alerta para eventuais perigos. Por exemplo, em relação aos insetos e outros animais de um modo geral (repteis, anfíbios,...), como curiosidade e alerta, convém saber que a natureza, nomeadamente as criaturas que a habitam, nos avisam para tal situação. Como? Basta estar atento... As cores são o primeiro sinal! 
Amarelo, vermelho e preto, designadamente, combinadas entre si, são as cores de aviso de perigo mais comuns! Assim, combinações de cores como: vermelho e amarelo; vermelho e preto; vermelho, amarelo e preto ou, até, preto e branco, todas significam: Perigo! 
Esta característica dos insetos, entre outros animais, anunciarem, através da cor, a sua perigosidade denomina-se "Aposematismo" e serve para avisar que não são comestíveis ou que são portadores de venenos que podem usar...

Para variar, Fotografia Noturna! O Cais da Ribeira (Porto)


Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD 
@ 15 seg., f/13, ISO 50



Estes últimos tempos tem servido para "matar saudades" e recuperar o gosto pela fotografia dalguns temas que não tenho feito com muita frequência... Um deles? Fotografia Noturna! 
Assim, num dos dias da passada semana, aproveitando os fins de tarde mais amenos que temos tido, decidi fazer um passeio noturno pela cidade do Porto. 

A ideia que me levou a fazer esta "saída" era a de testar a nova Tamron SP 45mm f/1.8 em meio citadino e captar, por isso, umas fotografias nas estreitas ruas da cidade, nomeadamente, nos acessos à zona ribeirinha... Todavia, como mais à frente explicarei, nada disso aconteceu...!
Neste tipo de saídas é sempre bom contar com alguma companhia (por várias razões: segurança, ajuda no transporte do equipamento... Claro que tem de ser pessoa que goste de fotografia e que tenha consciência que este tipo de tema, por vezes, implica bastante dispêndio de tempo). Assim, convidei um amigo para esta sessão noturna.
Chegados à cidade, "descarregamos" o carro e lá partimos nós, a pé, "carregados" com os sacos/mochila contendo as câmaras, as objetivas, os cabos disparadores... e os essenciais tripés na mão. Acabámos por optar pela travessia do tabuleiro superior da Ponte D. Luís I e ir diretos a um excelente "spot" que a cidade oposta à Invicta nos oferece e que permite uma visão soberba sobre o rio Douro e a zona ribeirinha do Porto: A vista a partir do Mosteiro Serra do Pilar (sito na cidade de Vila Nova de Gaia).

Aí chegados, ainda cedo, ou melhor, ainda antes da chamada "Golden hour" (aqueles pequenos minutos que antecedem o pôr do sol e que permitem capturas já com a iluminação artificial noturna mas aproveitando, também, alguma da luz existente para colorir as fotografias) e que esperávamos, nada mais restou que desfrutar a paisagem e ir "dando duas de conversa"! 




Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD 
@ 25 seg., f/13, ISO 100


Durante a espera fomos, também, constatando a quantidade de turistas que visitavam e fotografavam o (e do) local, enquanto ocorria o gradual escurecimento do dia. Em todo o caso, com o céu parcialmente encoberto e a paisagem envolta por alguma neblina, esta não era a melhor altura para a captura de boas fotos diurnas, principalmente, ao "infinito". Esta situação, inevitavelmente, por muito boa que seja a objetiva/câmara com que estamos a fotografar, provoca sempre alguma perda de detalhes do que está mais distante...
Após o pôr do sol, o cenário muda de cores! 
Este segundo exemplo, captado, precisamente, na mesma localização da primeira fotografia que ilustra este artigo, apesar da alteração de sensibilidade ISO, já necessitou de mais tempo de exposição. Obviamente que na primeira também se poderia optar por utilizar o ISO 100 mas, reduzindo a sensibilidade para metade, conseguimos "compensar" a falta da utilização de filtros ND (a intenção reside em prolongar o tempo de exposição de modo a suavizar o movimento da água do rio). 



Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 15mm, 15 seg., f/13, ISO 100


Bom, como disse no início, a altura era para fotografar com a "nova" 45mm, uma objetiva talhada para este trabalho face à isenção de distorções de linhas. No entanto, sabendo que tínhamos programado fotografar a zona ribeirinha vista a partir de Gaia, levei também comigo a Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD. Uma objectiva que permite capturas de cenários englobando uma maior porção de cenário. Além disso, também, é excelente na maneira como consegue registar com detalhe os elementos distantes.
É certo que, com este género de objetivas (Ultra-Grande angulares), teremos de contar com a "normal" fuga de linhas para o infinito. Enfim, traz-nos uma perspetiva diferente que, acaba por não ser arquitetonicamente a mais correta mas que compensa com a "quantidade" de cenário e perspetiva global que permitem registar. 
Ambas a objectivas utilizadas para captar as fotos (a Tamron SP 45mm f/1.8 e a Tamron SP 15-30mm f/2.8) são próprias para a utilização com o formato de sensor FX e preparadas, opticamente, para a utilização com câmaras de alta resolução de imagem. No caso, os 36Mp da Nikon D800, permitem ampliações enormes e quer uma, quer a outra, são brilhantes e estão à altura do desafio! Ampliadas para o tamanho real, nas fotografias ficou registado e é possível observar com detalhe todos os pormenores, mesmo os mais distantes!
  



Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 24mm, 13 seg., f/9, ISO 100


Caída a noite e registada que estava a paisagem urbana a partir da Serra do Pilar, era altura para pegar "nas trouxas" e seguir ruelas abaixo até ao Cais de Gaia.
Vista daqui, a zona ribeirinha do Porto, ganha uma nova perspetiva. Deixamos a vista global (quase aérea) para passarmos a uma abordagem mais próxima e intimista. 



Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD 
@ 30 seg., f/10, ISO 100


Sem dúvida, as cores da iluminação desta parte da cidade são surreais! O rio fica "banhado" de cor!
Aproveito, nesta altura, para dizer a quem gosta de fotografar cenários noturnos como este (caso utilizem o formato de gravação de ficheiros JPG), que devem ter um cuidado especial com a regulação do equilíbrio de brancos (WB) da câmara. Ou seja, deverão ter o cuidado de seleccionar o modo "iluminação incandescente" ou regular manualmente o WB de modo a "arrefecer" a luz (regular para cerca de 2500 ~ 3000º K). Caso contrário, as imagens tenderão a ficar com um tom excessivamente "amarelado" o que as torna desagradáveis e de difícil leitura.  
Este, é um dos erros mais comuns observados nas fotografia que por aí vemos publicadas na Web apesar de ser de tão fácil resolução...
Caso fotografem em "RAW" não terão, de todo, de se preocupar com isso pois, em posterior edição, escolherão a temperatura de cor adequada. 
Aliás, não só por isso mas, principalmente, pela grande diferença de valores de exposição existentes neste tipo de cenário (entre sombras e altas luzes), esta é uma das alturas em que devemos, sempre que possível, fotografar em "RAW". Ponto! 
Isso fará toda a diferença na posterior edição das imagens, nomeadamente, na recuperação e equilíbrio entre as altas luzes e sombras.


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 30mm, 13 seg., f/9, ISO 100



Já que estamos a falar de "erros", relembro outro (que, mesmo sabendo disso, por esquecimento, me aconteceu nesta sessão de fotografias e me obrigou a repetir uma ou duas fotografias) e que tem a ver com os sistemas de estabilização das objectivas.
Se estivermos a efetuar capturas, deste género, com a câmara fixa no tripé, com a utilização de espelho levantado, cabo disparador... não faz sentido ter o sistema de estabilização das objectivas activo! Aliás o que vai acontecer, no caso de não o desligarmos, é que vamos ficar com fotos tremidas! Podem ver aqui o porquê >> 

De igual modo, sempre que observo alguém a fotografar em tripé, comummente verifico que pouco são aqueles que tapam o óculo do visor da câmara... (podem ver aqui de que forma isso influência a exposição)
E pronto, cá ficou o relato de como passar uma agradável noite a fotografar com algumas "dicas" à mistura para aqueles que nunca o fizeram, quem sabe, experimentarem nos dias mais dias quentes que por aí vem! 

Macrofotografia "no terreno" com a Nikon D500 e a Tamron SP 90mm Macro 1:1 (F017)

Bem.... já andava com saudades de "fazer" algumas Macro!
Assim, um destes dias lá foi....sem grandes complicações e sem grandes preparativos, apenas levei comigo uma câmara, uma objetiva, um Flash externo e uma pequena softbox!


HORVATHIOLUS SUPERBUS
Nikon D500 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di Macro 1:1 VC USD (F017) + SB-900 (c/mini Softbox): @ 1/60 seg., f/29, ISO 400


Para ser franco, penso que esta foi a primeira vez que utilizei a Nikon D500 em Macrofotografia... assim, não sei se a curiosidade maior era testar a câmara, neste tema, ou fotografar com o modelo mais recente da objetiva 90mm Macro da Tamron (nova série SP) que, apesar de já a ter há algum tempo, ainda não tem sido muito usada...

Comparativamente com o anterior, este novo modelo da SP 90mm (F017), apesar de não acrescentar mais nitidez de imagem (porque, quanto a isso, já todos os anteriores modelos 90mm Macro da marca eram excelentes), acaba por ser mais agradável de utilizar para fotografar. Uma das diferenças (significativa) reside numa melhor aquisição de focagem. Além dessa, também, o sistema de estabilização foi melhorado em relação ao anterior modelo e ajuda na captura de fotografias sem tripé (como foi o caso de todos os exemplos que ilustram este artigo).

Preferencialmente, com o objetivo de conseguir fotografias mais nítidas, deveríamos efetuar este tipo de fotografia com recurso a tripé. O problema e que, tal técnica, traduz-me duma diminuição, por um lado, da liberdade de movimentos e, por outro, pela perda de oportunidades... enquanto posicionamos o tripé os insetos, já eram!

Por isso, se pretendermos fotografar, com este tipo de objectivas Macro, Vida Selvagem, nomeadamente, pequenos insetos, existem dois factores que são sempre bem-vindos e deverão ser considerados na altura da escolha duma objetiva: Um eficaz sistema de estabilização e a escolha preferencial duma objectiva de maior distância focal sobre uma de menor distância focal. Quanto ao primeiro (sistema de estabilização), já acima ficou explicado porquê. Quanto ao segundo aspeto, embora a relação de reprodução (nível de "ampliação") que vamos conseguir com uma 60mm ou uma 90mm seja igual, as objetivas de maior distância focal permitem fotografar com maior distância de trabalho tendo, por isso, com a vantagem de não afugentar os insetos.
   


ASILIDAE ? (MOSCA ASSASSINA) (?)
Nikon D500 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di Macro 1:1 VC USD (F017) + SB-900 (c/mini Softbox): @ 1/60 seg., f/29, ISO 400



Em utilização "no terreno", mesmo em zonas sombrias do bosque onde me encontrava, um dos aspetos que mais me agradou no "upgrade" do modelo antigo (F004) para o novo (F017) foi, precisamente, a significativa melhoria na eficácia de aquisição de focagem. Mesmo em condições de pouca luz, o que é normal acontecer frequentemente neste tipo de fotografia, a objectiva consegue adquirir focagem de maneira precisa e correta! 
Em conjunto com a câmara que utilizei (a Nikon D500) a tarefa de efetuar capturas deste tipo acaba por ser simplificada! 



GLAUCOPSYCHE MELANOPS (PINTINHAS)
Nikon D500 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di Macro 1:1 VC USD (F017) + SB-900 (c/mini Softbox): @ 1/160 seg. (-0,3Ev), f/29, ISO 400


Para a captura das fotografias acima utilizei (apenas) um Flash externo (Nikon SB-900) montado diretamente na sapata da câmara com uma pequena Softbox (23x23cm). Pessoalmente, prefiro a utilização de um ou mais Flashs externos, ligados por cabo e/ou triggers, montados fora da câmara e direcionados a 45º para o que estamos a fotografar mas, sem ajudante, e sem tripé, isso não é exequível... não há mãos para tudo!


NEPHROTOMA QUADRIFARIA (?)
Nikon D500 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di Macro 1:1 VC USD (F017) + SB-900 (c/mini Softbox): @ 1/60 seg., f/20, ISO 400


Ainda assim, cá fica esta última fotografia como exemplo duma captura segurando o Flash com a Softbox numa mão e a câmara apenas com a outra! 
A vantagem, sobre a utilização do Flash montado diretamente na câmara, reside numa melhor iluminação e, consequentemente, menos sombras. Neste caso, a Softbox foi colocada a cerca de 45º, lateralmente, ao nível da folha eliminando-se, assim, a sombra provocada pelo inseto caso a iluminação proviesse dum plano superior (ex: sapata da câmara). 

Colorir fundos em Estúdio



Nikon D800 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Metz Mecastudio TL 300 (x2)
@ f/16; 1/40 seg.; ISO 100; Exp. Manual
C/refletor de cor prata como fundo 

Por vezes, tenciono publicar determinados artigos que, muitas vezes pela oportunidade (ou porque, simplesmente, me lembro) penso terem interesse para os leitores. Todavia, cada artigo que publico não surge do imediato e, muita vezes, quer pelas fotografias que se tornam necessárias, quer pela elaboração do texto que as deve acompanhar, acabam por ficar em "banho maria" esquecidos pelo tempo... O artigo de hoje é, precisamente, um desses exemplos! Mas, como o assunto continua a ser atualmente válido e como mais vale tarde que nunca, cá fica!
Não pretendendo ser um artigo verdadeiramente técnico, partilho hoje com os leitores o resultado de algumas experiências levadas a cabo com o fundo reflectivo que, há já uns tempos, levei para o Estúdio para fotografar pequenos objetos e donde podem tirar alguma ideias, designadamente, a maneira de conseguir diferentes resultados com o mesmo fundo
Para testar, nada melhor que escolher um objeto que representasse uma série de dificuldades ao ser fotografado sobre um fundo reflectivo de cor preta.
No entanto, o fundo é só um dos elementos que se pode usar para conseguir o efeito de reflexo (ou de espelho). Pode, por isso, ser complementado com outros acessórios ou jogos de luz de modo a obter variados resultados finais. E é apenas isso que visa demonstrar este artigo.
Sendo um "fundo reflectivo" reflectirá tudo aquilo que estiver no seu caminho.
Ao logo das imagens que se seguem poderão observar as diferenças da cor de fundo conseguidas através da simples mudança de superfícies refletoras de diferentes cores.  



Nikon D800 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Metz Mecastudio TL 300 (x2)
@ f/16; 1/30 seg.; ISO 100; Exp. Manual
C/cartolina de cor bege como fundo


Para o exemplo acima foi utilizada uma folha de cartolina bege para refletir a luz emitida pelos duas softbox's transformando-se, assim, o fundo negro num tom mais acizentado dada a mistura com a tonalidade mais clara emitida pela cartolina.





Uma das soluções para "aquecer" um pouco a luz emitida pelos Strobs pode ser conseguida através do simples processo de cobrir a superfície original difusora com papel vegetal. No entanto, há que considerar regular a potência do clarão tendo em conta a "perda" de luz que o método implica.






Nikon D800 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Metz Mecastudio TL 300 (x2)
@ f/16; 1/30 seg.; ISO 100; Exp. Manual
C/cartolina de cor laranja como fundo 


Imediatamente acima, neste exemplo (não muito feliz mas que coloco só para verem até que ponto a utilização de qualquer fundo onde se projete luz pode modificar a cor...) pode ver-se o resultado do fundo original de cor negra quando utilizada uma cartolina de cor laranja. Claro está que esta interferência da cor utilizada vai refletir-se não só no fundo mas, também, no próprio objeto que fotografamos pelo que há que ter em conta esse factor...





Nestas imagens pode observar-se facilmente a influência decorrente da utilização da cartolina de cor laranja para projetar a luz recebida das Softbox's sobre o fundo negro.


Nikon D800 + Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Metz Mecastudio TL 300 (x2)
@ f/16; 13 seg.; ISO 100; Exp. Manual
Apenas C/luz de modelação dos Strobes 

Por último, um exemplo duma iluminação muito suave conseguida apenas com recurso à luz modeladora das Sotbox's sem emissão de ""luz Flash" combinada com uma exposição longa (13 seg.).



(Se ficaram curiosos pelo motivo de nesta última fotografia o topo da tampa da caneta estar "manchada" de cor vermelha, cá fica a explicação do porquê!

Esse (os reflexos) são um dos motivos porque temos de ter um especial cuidado com o que está à nossa volta (ou mesmo da maneira como nos vestimos...) quando fotografamos. Principalmente em Estúdio! Claro que, este caso, seria de simples resolução na edição... mas, propositadamente assim deixei ficar para exemplo).
E, pronto, cá ficam algumas ideias!

Tamron Lens - 45mm | Sample series #1


Ponte Velha de Castro Laboreiro (Melgaço)
Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD
(@ 1/6 seg., f/16 (-0,7 EV), ISO 50, VC-On - s/tripé)

Durante um casual passeio pelas belíssimas terras do Alto Minho, aconteceu passar em Castro Laboreiro.
Bem visível da estrada (mais propriamente da ponte, paralela, que passa sobre o rio), podemos observar esta paisagem com a Ponte Velha (setecentista ?) desativada.
Sem querer alongar-me nas palavras, passo a explicar o motivo que me levou a partilhar esta fotografia... 
Certamente que, pelo menos aos mais atentos, não escapou da leitura dos dados Exif um pormenor que expressamente neles está inscrito... O facto da fotografia ter sido captada com uma velocidade de obturação muito baixa (1/6 seg.) sem recurso a tripé (isto, apenas, porque não tinha nenhum comigo)!
Pois bem, este foi um teste à capacidade de estabilização de imagem (sistema VC) da nova objectiva com que tenho andado a fotografar. 
Habitualmente, este tipo de objectivas de distância focal "normal" não necessitam de sistemas de estabilização, até porque, mesmo sem esses sistemas, permitem a captura de fotos com nitidez utilizando velocidades de obturação bastante baixas. Mas não tão baixas... A 1/6 seg. seria natural que a foto (sem utilização de tripé ou outro mecanismo de estabilização externo) ficasse "tremida".
Mas, e aqui está o porquê, no caso deste registo em concreto, essa funcionalidade foi uma mais valia. Claro está, que não precisava de ter captado a foto a ISO 50 e a f/16 e que qualquer alteração nesses valores poderia permitir obter uma velocidade de obturação muito mais elevada que os 1/6 seg. 
No entanto, perderia aquilo que queria registar: O arrastamento da água. Com valores de obturação mais "rápidos" a água que corre sob a ponte ficaria "congelada" e a foto menos interessante.
Como diz o provérbio, "Uma imagem vale mil palavras". Portanto, para melhor explicar a diferença, entre um tipo de captura e o outro, cá fica:

Resumindo: Uma funcionalidade (VC) que supostamente não é imprescindível neste tipo de objetivas mas que, neste tipo de situações (entre outras), poderá ser útil!     

A estreia duma nova objectiva! Para variar... Tamron!


Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D800
f/5.6; 1/800 seg. (-0,3 Ev); ISO 100



A  Robisa (representante da Tamron em Portugal) enviou-me, há alguns dias, uma nova objetiva para utilização pessoal: A Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD.
Lançada conjuntamente com a sua "pima" SP 35mm f/1.8, esta SP 45mm faz parte do grupo das primeiras objectivas que foram comercializadas pela marca respeitando os padrões de exigência e o design da "nova era" de objetivas da Tamron. 
Já lá vai algum tempo mas, por acaso, este não é o primeiro contacto que tenho com uma destas unidades. Tive oportunidade de experimentar uma, pela primeira vez, nas terras transmontanas durante um Workshop em Vinhais (Bragança), por volta da altura em que tinham sido lançadas. Na altura gostei, e como costumamos querer aquilo que gostamos (pena não poder ser assim com tudo...) cá está a nova menina!  
  
E, como de costume, sempre que chega uma nova objetiva lá saio para fotografar.... Muitas vezes, como foi o caso, apenas para aproveitar este pimeiro contacto para somente "disparar por aí" sob diferentes condições/regulações para depois ir interpretando e formando opinião com base nos resultados obtidos. 
Neste caso, uma vez que esta SP 45mm tanto pode ser utilizada em câmaras FX como DX, utilizei-a com os dois formatos. Quando acoplada numa câmara de sensor de formato FX, (como é o caso da foto acima), retrata a realidade de maneira muito similar à que a observamos.
Depois, é com fotos de teste como esta que se vão reparando em pormenores como a capacidade de registar detalhes, distorções, aberrações cromáticas, cor,.... enfim, partilho apenas porque gostei da simplicidade desta foto!


Mas, por acaso, esta 45mm, face à sua pequena distância de focagem mínima (de apenas 29 cm), também é um caso a considerar para quem utiliza câmaras com sensor de formato DX e goste de registar detalhes. Também testei essa capacidade com uma câmara de formato FX mas, neste caso, não penso que se consiga, de todo, substituir uma objectiva Macro.
Como podem ver na imagem ao lado, apesar de se tratar duma 45mm, a objectiva é grande (quer em comprimento - 91,7mm, quer em diâmetro - 80,4mm). O parasol faz parte integrante do "Pack"!
Tratando-se duma objectiva luminosa, claro está que tinha de testar a caparcidade de registo de detalhes a pena abertura... numa das fotografias  mais abaixo pode ser visto o resultado. Fotografando a pouca distância do objecto, a f/1.8, a proundidade de campo é reduzissíma!



Retomando o que acima dizia, quando utilizada com câmaras DX, conseguem-se resultados interessantes... "quase" macros.


Em baixo, alguns exemplos de fotografias (sem qualquer crop) captadas com a SP 45mm acoplada a uma câmara DX. As imagens ilustram a capacidade de registo de detalhes, em assuntos bem pequenos, que é realmente excelente:

Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D500
f/6.3; 1/600 seg.; ISO 500

Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D500
f/1.8; 1/320 seg.; ISO 100

Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D500
f/4; 1/60 seg.; ISO 100

Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + Nikon D500
f/6.3; 1/320 seg.; ISO 400

As importações, os Correios... e a nossa Alfândega!


Ilustração de Artur Ferreira

Tendo presente e a propósito, até, da recente questão da saída do Reino Unido (Brexit) aproveito hoje para, de modo (relativamente...) exaustivo, vos contar algo que todos devemos ter presente quando decidimos comprar/
importar artigos de países fora da Europa ou mesmo, dentro dela, de alguns países que não fazem parte do acordo Schengen.
É vulgar, hoje em dia, pelas facilidades conferidas pela Internet, sermos tentados a comprar "online" acessórios e mesmo câmaras fotográficas vindas do estrangeiro.
Bom, dependendo do país donde são comprados, há que ter em conta, no caso de países fora do acordo Schengen, os custos acrescidos da carga tributária (alfândega) que sobre eles vai incidir quando entrarem no nosso país e as inerentes burocracias até que o artigo comprado (ou oferecido) chegue a nossa casa. Ou seja, antes de tudo o mais, é preciso fazer contas... porque o artigo pode até ficar mais caro do que comprado numa loja física no nosso país, onde pagando todos os impostos se contribui, também, para a sustentabilidade do comércio nacional.
Sobre isto, já agora, esclareço que a nossa legislação isenta compras (até ao valor de €22,00, incluindo portes) quando feitas em países fora da UE (ou mesmo na UE em países em relação aos quais não exista a "livre circulação de bens") do pagamento de impostos e taxas.
Acima desse valor (€22,01), pagar-se-á o respectivo IVA, taxas administrativas da alfândega e dependendo do artigo, taxas adicionais. Contas por alto, pode acrescentar-se até cerca de 30% do valor... isto para não haver surpresas...!
Para melhor esclarecimento aqui fica a fundamentação legal onde poderão ser tiradas estas e outras dúvidas  - 
INFORMAÇÃO ÚTIL PARA O DESALFANDEGAMENTO DE ENCOMENDAS POSTAIS (abre em novo Link) >>

Bem, prólogo à parte, através da narrativa que segue vou contar aos leitores a minha (má... péssima, talvez) 
experiência com o desalfandegamento de um artigo que me foi oferecido com origem num país europeu não pertencente, ainda, ao rol de países em que vigora o acordo Schengen (Turquia).
Não sou, tipicamente, uma pessoa que costume “desabafar”... mas há situações que nos tiram do sério e, quem sabe, a minha experiência pessoal possa ajudar alguém.... bem a propósito pedi ao amigo e bem conhecido caricaturista nacional, Artur Ferreira, um Carton que, de forma excelente, ilustra a experiência e o cerne deste artigo!
Bom, como já estão a adivinhar, a situação tem a ver com os nossos correios e o processo de desalfandegamento de um objecto vindo, neste caso de país europeu, mas ainda não pertencente à CEE.
Bom, tudo começa quando, gentilmente, pelo próprio fabricante, me foi oferecido para testes um equipamento (acessório) fotográfico que, por ser inovador eu próprio tinha interesse em testar e partilhar a opinião com os caros leitores. Até aqui tudo bem...
Os problemas começam quando a encomenda chega ao nosso país e vai parar à Alfândega.
Após 6 dias de aí ter chegado, pelos CTT Internacional foi-me remetida a tradicional "Declaração para autorização de desalfandegamento" e solicitado o NIF. De imediato foi satisfeito o pedido mais informando eu, desde logo, que se tratava duma oferta.
No entanto, após satisfeito o que me haviam solicitado, recebo um novo email pedindo um "Print screen" com os dados da compra ou do pagamento efetuado.
Nesta altura começo a verificar que reina a anarquia e a desorganização naquela entidade pois cada email que recebia vinha assinado por diferente funcionário (excluindo aqueles que não vinham assinados, o processo foi tratado por cerca de meia dúzia de diferentes funcionários) e rapidamente se percebe que, além das respostas automáticas, as restantes também o são ou demonstram uma total falta de atenção ou capacidade de discernimento por parte de quem as lê e responde...!
Então, tendo dito que se trata duma oferta como é possível enviar um “Print Screeen” da compra ou comprovativo Paypall com o valor pago?!
Adiante, percebi que era um beco sem saída e solicitei ao fabricante o envio duma fatura proforma (resolução sugerida por um outro funcionário dos CTT internacional aquando de telefonema que fiz a tentar saber como resolver a questão... (Hã! Telefonemas para o indicativo 707.... demorados e pagos a custo acrescido!).
Lá enviei a fatura proforma, pensando que estaria tudo resolvido.... Errado!!!
Mais uns dias se passam e, espanto meu, nova comunicação: O que faltava? O valor dos portes de correio pagos! Pergunto: Porque não me solicitaram isso na altura que pediram a fatura proforma???? Resultado: mais um email ao fabricante solicitando desculpas pelo incómodo e que me enviasse uma nova fatura Proforma com o valor dos Portes de correio discriminados!
E, mal chegou (logo no dia seguinte), nova comunicação aos CTT internacional remetendo a malfadada fatura Proforma com a discriminação dos portes de correio.
Passam mais uns dias e... nada! Decido, novamente, gastar mais algum tempo e $$$ e ligar para os CTT Internacional. 

Desta vez, informo a funcionária que me atende de tudo o que já me havia sido solicitado e que tinha satisfeito sempre quase de imediato o que iam pedindo. Espanto meu, a mesma, após averiguar com os colegas da situação em concreto diz-me em tom sabedor: “Neste caso, é melhor o Sr. remeter-nos uma Declaração de Honra dizendo que se trata efetivamente duma oferta e qual o valor da mesma.”
“Sinceramente (disse-lhe eu em tom de desabafo), já não percebo....Então se desde o primeiro dia comuniquei que se tratava duma oferta, e nessa circunstância me solicitaram uma fatura Proforma com um valor comercial, que sentido faz agora eu ter de declarar o valor...? ” 
Enfim, vi que não mais valia a pena discutir e lá remeti a “Declaração de Honra” com o valor (do objecto e do valor dos portes) e sosseguei... até receber nova comunicação!
Dizia:
“Informamos que após análise da documentação enviada verificámos o seguinte:
- Falta o documento comprovativo dos portes de envio. Se os mesmos foram gratuitos, poderá expressá-lo no corpo do e-mail de resposta.”

Tristemente, passados 6 dias, para aí uns 20 emails (incluído as respostas automáticas) e duas chamadas telefónicas chego à conclusão que voltamos ao início de todo o processo...!!!!!
Então não é que, tal como lhe tinha dito, desde o meu primeiro email, havida sido uma oferta e que não tinha pago nada pelos objecto ou pelos portes???!!!

Nesta altura, pensava cá para mim: "A seguir temo que me peçam, novamente, o "Print sreen" com o valor da compra!!!!"
Bem, chegado a este ponto, já dá para ter a noção de como é completamente surreal a experiência de ter de lidar com os CTT Internacional. Mas a estória não fica por aqui...
Não ponho em causa as burocracias necessárias para desalfandegar e controlar fiscalmente os objetos que entram no nosso país mas sim a falta de concertação e de entendimento que tem os vários funcionários daquela empresa, na qual, tudo parece “rolar” sem regras, responsabilidades e sem alguém que pareça saber descortinar e resolver as questões regularmente!

Atrevo-me a deixar a sugestão: Porque não atribuir cada processo de desalfandegamento a um determinado funcionário e ser sempre o mesmo a responder perante o cliente e a instruir toda a documentação que necessitam?
No entretanto, o tempo vai passando e os clientes vão perdendo a boa postura que a custo vão tentando ter nas respostas (desnecessárias) que vão dando àquela empresa!

Continuando... isto já parece uma daquelas infindáveis telenovelas... 
Mais uns dias se passam e, tendo remetido tudo o que, mais uma vez, haviam solicitado, eis que a informação no site dos CTT destinada ao seguimento de encomendas, lá retira a informação de "Documentos não Ok". 
Desta vez parecia que, finalmente, iria receber o artigo!
Errado! Apenas um dia depois, recebo mais um email solicitando que fosse discriminado o artigo em causa e o seu valor real...! E lá passou novamente a constar a 1ª informação e a menção dum 2º aviso:

Pimba! Voltamos ao início!
Mais um telefonema para a CTT internacional e eis que me é dito que a Autoridade Tributária não concordava com o valor que o fabricante tinha indicado e que eu, por indicação dos CTT, tinha, sob compromisso de honra dito ser o correto. Bom, na verdade o que eu declarei foi que aquele havia sido o valor que o fabricante atribuiu ao mesmo. Isto é, tratar-se-ia dum valor simbólico ou apenas de custo de produção uma vez que o equipamento em causa havia sido oferecido e não era comercializado nem seria, como declarei, para comercialização por mim em Portugal.
Rapidamente fiquei a saber que isso de nada interessa às nossas Finanças...
Nova sugestão dos CTT para desbloquear a situação: Declarar um novo valor mais alto!
Aí, disse eu: 
- "Alto lá! Então se eu declaro, inicialmente, um valor comercial numa "Declaração de Honra" vou agora declarar um diferente...?" Perguntei!
- "Das duas uma: Ou menti aquando da primeira declaração de valor ou mentia agora se o fizesse, respondi! Então a as falsas declarações? Já não interessavam?"
Também, quando a isto, depreendi pela resposta do outro lado que o que interessava era a Autoridade Tributária ter um valor para aplicar a carga tributária.
Assim, nova sugestão me foi dada: 
-"O senhor não tem de enviar nova Declaração de Honra... basta ver por aí na internet um preço para esse objecto e indicar mais ou menos esse valor. Pode chamar-lhe apenas "Declaração de valor". 
Já com duvidas sobre o que deveria fazer, uma vez que, sinceramente, a solução apontada não colhia a minha simpatia, perguntei:
-"Então e se eu não concordar e nada fizer? O objeto é devolvido ao remetente? E tem custos?"
Bom, lá me foi explicado que se não fosse desbloqueada a situação o objecto era devolvida ao remetente, sem custos para qualquer das partes. Será???
No entanto, foi-se sempre indicada como melhor solução a de "dar" um valor mais alto ao objecto. Presumi, então, que esta seria a questão fulcral - atribuir um "valor comercial"! 

Assim, numa nova tentativa, lá satisfiz o sugerido e enviei a tal "Declaração de Valor" de acordo com uma pesquisa efetuada, fazendo acompanhar a mesma, do "Link" onde se podia, inclusivamente, ver o preço daquele artigo no estrangeiro... 
Também isso não chegou, não resolveu nada e, assim, recebi nova comunicação:

"Exmo. Senhor
José Loureiro,

Lamentamos, contudo sem a documentação solicitada pela Autoridade Tributária e Aduaneira, não nos será possível dar seguimento processo de desalfandegamento em questão.
Na ausência dos documentos em questão, que lhe estão a ser solicitados, questionamos se pretende solicitar a devolução do objeto ao remetente.
Ficamos a aguardar a informação solicitada."


Uma vez que já havia passado mais de um mês desde o envio e, nesta altura já lá iam cerca de 30 comunicaç
ões por email (solicitações/respostas) e umas 4 ligações por telefone para os CTT internacional, achei que já chegava!

Controlando o impeto de responder de forma menos polida e educada, escrevi apenas:

"Caros Senhores
CTT Internacional

Lamentavelmente, digo eu, venho por este meio informar V. Exas. que, sim, pretendo a devolução do objecto ao remetente.
Digo-o, porque, sinceramente, após uma infindável troca de comunicações escritas e telefonemas com essa entidade, fui enviando aquilo que me era pedido e sugerido para "desbloquear a situação". Contudo, parece que nunca foi o correto ou suficiente...
Assim, não sabendo o que mais pretendem (penso, neste momento, que voltamos ao início e cegamente a Alfândega pretende novamente o envio duma fatura de compra que eu não tenho, por se tratar duma oferta como venho dizendo desde o início), sinto que chegamos a um verdadeiro impasse... Assim, para que não percamos mais tempo, eu, os CTT e a Alfândega dou por finda esta triste experiência.
Peço desculpa pelo desabafo...

Atentamente,
José Loureiro"



E assim foi...!
Isto é... parece-me que novos episódios se seguirão. Isto porque, ainda hoje (3 de abril de 2017), recebi nova comunicação dos CTT Internacional dizendo que o pedido de devolução ao remetente "foi reencaminhado internamente, a fim de ser analisado".
Desconheço o que por aí mais venha...!!!!!
Em todo o caso, fica  partilha desta minha experiência e o alerta para quem tenha que lidar com situações análogas, embora, segundo relatos que vou lendo, as "coisas", na nossa Alfândega, parecem não obedecer a um padrão e o fator "sorte" não ser de desprezar...

Lançamento - PELIKULA #5 | Exposição Coletiva de Fotografia




Para ver e ler (clicando na imagem, abre em novo Link) cá fica, então, este recheado e novo número do Photo Album PELIKULA! 
Tal como aconteceu em anos anteriores, o lançamento da revista contou com a presença de muitos dos autores participantes e de muito público em geral.
Esta edição "2017" não fugiu à regra e, aproveitado o facto de ter sido apoiada e patrocinada pela Delegação da Ordem dos Médicos do Porto e pela FNAC, desta vez, teve lugar nas belíssimas instalações da Delegação da Ordem dos Médicos do Porto.





Perante uma sala cheia, assistiu-se à tradicional visualização projetada da revista, página a página, intercalada com alguns, sempre culturais, momentos de poesia.
Mas a tarde não se ficou por aqui... seguiu-se, numa sala contígua, um simpático "Porto de honra" a acompanhar a inauguração duma Exposição coletiva de trabalhos dos fotógrafos participantes nesta edição onde podem ser vistas, em versão impressa, algumas das fotografias que fazem parte da revista deste ano.
Relembro, para quem eventualmente esteja interessado em visitar a exposição, que a mesma estará patente ao público até ao próximo dia 2 de abril naquelas instalações (Rua Delfim Maia, 405 - Porto).
E, agora, resta esperar pelo próximo número!

PELIKULA #5 | E aí está mais uma edição!




Na tradição de anos anteriores, mais um novo número deste Photo Album, de periodicidade anual, em que tenho tido o prazer de participar, será divulgado.
Desta vez, o lançamento terá lugar no edifício da Ordem dos Médicos, sito na Rua Delfim Maia, 405 - Porto, pelas 15H00.

Este ano, a apresentação da revista será seguida, no mesmo local, da inauguração duma exposição coletiva de um quadro por cada fotógrafo participante.
Também, como de costume, a entrada será livre e gratuita.
Que mais resta dizer.... compareçam!

Primeira etapa do Campeonato Nacional de Trial 4x4 de 2017 - Valongo

Realizou-se no passado domingo a prova inaugural do Campeonato Nacional de Trial 4x4 deste ano.
Com uma moldura de público muito interessante e com 36 equipas inscritas, o dia da prova foi bastante agitado!
Desse dia, deixo-vos hoje algumas "fotografias soltas" do prólogo realizado durante a parte da manhã e da prova que teve início pelas 14H30.
Este ano, decidi levar para fotografar o prólogo uma objectiva muito pouco convencional para este tipo de eventos: A pequena Samyang 8mm Fisheye. Assim, as fotografias, que facilmente identificarão, tem um carácter muito peculiar e "fogem" um pouco à "tradicional" forma de fotografas este tipo de provas desportivas. Além do mais não é simples a captura de imagens neste tipo de situação com uma Fisheye. O motivo? Mais abaixo (na primeira fotografia) podem ver a distância a que temos de fotografar! A escassos 2 a 3 metros do local de passagem das máquinas!
Já da parte da tarde, para a prova, a Tamron SP 90mm foi a escolha. 
As condições de luz no dia não foram as melhores... Um misto de céu encoberto por carregadas nuvens, com abertas de fortes raios de sol a reflectirem intensamente no metal dos veículos... mas lá se foram tirando umas fotos!