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Depois da tempestade...


Castelo de Santa Maria da Feira
Nikon D2x + Nikkor 24-70mm f/2.8 + BW-CPL
@ 24mm, f/5.6, 1/125 Seg., ISO 100, Medição Matricial

A fotografia de exteriores, como todos sabemos, tem uma dependência directa e intrínseca das condições atmosféricas.
Andar com uma câmara fotográfica num dia de fortes chuvadas a fotografar ao ar livre não fará grande sentido mas.... Uma das boas alturas para fotografar surge logo depois dum forte aguaceiro quando alguns raios de sol iluminam o motivo.
A explicação para tal facto reside na isenção de poeiras uma vez que a chuva faz com que se depositem no solo. Dessa forma, a luz do sol não encontra obstáculos, nem é refracionada, pelos milhões de poeirentos grãos que pairam no ar, tornando as cores mais intensas. Uma das cores mais afectadas pelo fenómeno parece ser o azul do céu (uma das cores de mais baixa frequência do espectro visível pelo ser humano) mas todas as restantes cores ficam, também, realçadas. Inclusivamente, o branco (que não é uma cor do especto visível pois não tem nenhum comprimento de onda próprio) parece "mais branco"! De igual modo e pelo mesmo motivo, os contornos dos objectos (telhados, paredes, etc.) parecem visivelmente mais nítidos e recortados!
Esta fotografia é um exemplo duma dessas alturas em que a iluminação natural (depois dum forte aguaceiro) nos brinda com umas cores profundas e saturadas. Claro que esse efeito foi realçado  devido à utilização do Filtro Polarizador e  com uma pequena ajuda em pós-produção...

Ao pormenor: Objectos do nosso quotidiano ampliados entre 6 a 9 vezes!




Fósforo



Folha de papel rasgada



Lápis de cor



Fita Métrica




Lasca de Madeira




Linha de costura




Agulha de costura



Fio eléctrico



Caneta


As fotografias acima não são mais que uma "pequena brincadeira" com alguns objectos que diariamente utilizámos. Objectos esses, bem conhecidos do nosso quotidiano...
No entanto, a "extrema" Macrofotografia, em que ampliámos a realidade entre cerca de 6 a 9 vezes, permite-nos descobrir pormenores curiosos invisíveis a "olho nu"!

Para captar as imagens (constituídas por fotografias únicas, sem composição) foi usada uma câmara Nikon D2x acoplada a anel de extensão PK-13, um Macro-Bellows Nikon PB-6 e Nikkor 50mm f/1.4 (conjunto ao lado).
Esta base/plataforma para Macro-Bellows pode ser vista em pormenor aqui. (abre em novo link).
Nenhuma das fotografias tem “crop” (cortes) correspondendo ao seu tamanho tal como foi fotografado. A relação de reprodução varia de imagem para imagem mas o aumento conseguido, como acima ficou dito, situa-se entre as 6 e as 9 vezes o tamanho real em formato FX. No caso do formato DX  – como foi o caso – essa relação de ampliação corresponde a cerca de 9 a 13 vezes).

O comprimento total dos objectos a fotografar (como se pode, de resto, facilmente confirmar pelo exemplo da Fita métrica), não pode ultrapassar os 6mm sob pena de não caberem no fotograma!
Por seu lado, a profundidade de campo, como também podem reparar, neste tipo de fotografia, na maior parte dos casos não chega a 1mm! Daí que, neste tipo de fotografia, seja frequente o recurso a programas que permitam a "composição" de várias fotografias de modo a conseguir (com essa composição) uma maior profundidade de campo. Basicamente, captam-se várias fotografias em diferentes pontos do objecto (planos) e em posterior edição "unem-se" os planos devidamente nítidos de cada uma das fotos. Chegam a fazer-se composições de 300 ou mais fotografias numa só!

Fotografar objectos com este factor de ampliação ou, melhor dizendo, com esta relação de reprodução implica, também, ter trabalhar com aberturas de diafragma muito pequenas. Na realidade, apesar de terem sido seleccionadas, na objectiva, aberturas de diafragma entre os f/8 e f/11 (a 50mm), devido ao comprimento total do tubo de extensão + fole, com a inerente diminuição de passagem de luz, elas correspondem a ínfimas aberturas efectivas….

Para minimizar aberrações cromáticas, todos os objectos foram fotografados sob uma ténue iluminação difundida através duma caixa de luz no tecto auxiliada pela projecção (contra cartão K-Line branco) dos dois pequenos led’s que fazem parte da base da plataforma ao lado ilustrada. Como Pano de fundo foi usado tecido de algodão de cor preto de modo a absorver e a reduzir ao máximo os reflexos de luz. Torna-se extremamente difícil de controlar e evitar de forma eficaz as reflexões de luz quando fotografamos objectos metálicos com este nível de relações de reprodução! Vejam o exemplo da agulha de coser...!

Ao lado:
Servindo de comparação com a fotografia do topo (em que a cabeça do fósforo, por si só, ocupa todo o fotograma), eis um exemplo da ampliação máxima conseguida utilizando somente uma objectiva Macro convencional com um factor de relação de reprodução de 1:1 (tamanho real dos objectos - em sensores FX).
Como se observa, as diferenças de "preenchimento" do fotograma para as conseguidas com os "Bellows" são bem grandes! 

Recordando a exposição "Retratos" (2011)



Para quem não teve oportunidade de visitar a exposição que levei a efeito no CHPM em 2011...
Ontem publiquei no FB uma das fotografias que fizeram parte dessa mostra fotográfica.
Hoje, cá fica outra!

Dicas de Photoshop - Como saturar/realçar as cores duma fotografia



Um dos problemas que frequentemente enfrentamos quando fotografamos em exteriores prende-se com a falta de condições ideais de luz.

Sob certas condições atmosféricas, nomeadamente em dias chuvosos ou encobertos, é “normal”, dada a temperatura e a qualidade da luz ambiente (sem recorrer ao acerto do “equilíbrio de brancos”), que as cores fiquem esbatidas e as fotografias com aspecto "deslavado", quase monocromático sem qualquer vivacidade. Nessas situações as cores finais da fotografia não correspondem às cores “reais” do que fotografamos ou que, pelos menos, esperaríamos obter… As cores ficam, assim, afectadas pela qualidade da luz que incide sobre os objectos ou sobre o cenário.

No entanto, em certas fotografias, a simples correcção posterior (caso fotografemos em RAW) do equilíbrio de brancos não é o suficiente para conseguir repor as cores de forma vibrante. Somente as corrige para o seu tom natural mas não compensa a qualidade e a pouca incidência de luz….

Então o que fazer para transformar essas capturas em fotografias com tons vibrantes e coloridos?
Hoje em dia, fotografando no formato digital, a resposta é simples! Recorrer à edição digital!

Existem variadíssimas formas de corrigir, em posterior edição, este problema.
Além disso, algumas das ferramentas, que adiante descreverei, possibilitam também realçar as cores e tons duma fotografia de modo a torná-los mais vibrante mesmo quando o resultado inicial já é satisfatório. Consegue-se, dessa maneira, um efeito mais acentuado.

Embora os “passos” dados não corresponderem à sequência mais correcta e usual, na imagem do topo (que serve apenas para ilustrar este artigo), podem verificar as diferenças dos resultados antes e depois da edição digital.

Falta agora responder à pergunta: Onde encontar e como usar tudo isso no Photoshop?
Pois bem, a resposta é simples: Na barra existente no topo do CS seleccionamos Image » Adjustments e lá estão eles todos!


Então, cá ficam algumas explicações acerca das ferramentas que podem experimentar usar...

Hue/Saturation e Vibrance
  • As mais imediatas são, certamente, as usuais Hue/Saturation e Vibrance. A primeira incide directamente sobre o grau de saturação de cores da imagem ao passo que a segunda é mais subtil e dentro dum determinado grau de saturação, introduz mais ou menos vivacidade nas cores. Dentro da saturação, a menos que já estejam habituados ou que a fotografia o necessite mesmo, não aconselho a utilização do “Hue”: Isto afecta toda a matiz das cores conseguindo transformar por exemplo azuis em verdes ou laranjas… Mas, além destes existem ainda mais algumas ferramentas que o CS disponibiliza e que nos ajudam a realçar as cores conseguindo fotos mais apelativas. No entanto, tendo sempre presente que "cada caso é um caso", todos estas ferramentas de correcção do Photoshop podem ser usadas tanto isoladamente como em conjunto. Os controles de saturação e vivacidade, como já referi, são os mais imediatos e mais simples de usar. Todavia, produzem um efeito sobre toda a fotografia. Ou seja, saturam ou avivam de igual modo e na mesma proporção todas as cores que compõem a foto.
Brightness/Contrast
  • Depois, segue-se o controlo sobre o Brightness/Contrast. Embora não pareça, ao aumentar-mos a quantidade de Brilho e Contraste estamos a avivar as cores e, acima de tudo, a acentuar as diferenças entre as várias tonalidades.
Curves
  • De igual modo, outro método de conseguir análogo efeito é usar a ferramenta Curves. Seleccionando esta opção, fazendo a tradicional forma de "S" consegue-se aumentar o contraste geral da imagem.
HDR toning
  • Quem possuir o CS 5 tem à sua disposição uma nova ferramenta: O HDR toning. Trata-se duma novidade face às anteriores versões do Photoshop que, de maneira muito simples (não sendo usado de modo exagerado de modo a tornar irrealistas as imagens), permite um bom controle sobre as cores, saturação, contraste... Além disso, possui uma série de efeitos pré-configurados.
Replace color
  • Existem ainda mais uma série de pequenos acertos que podemos fazer essencialmente sobre uma determinada cor que ocupe uma área em concreto da imagem. Por exemplo, escurecer um céu de modo a tornar o azul mais profundo e intenso através da ferramenta Replace color. Escolhendo esta ferramenta e seleccionando o azul do céu podemos trabalhar essa área (cor) da imagem. Esta ferramenta permite “trocar” uma determinada cor em concreto através da modificação da sua intensidade e luminosidade. Afectará, caso não seleccionemos somente um determinada área, toda a imagem mas, no caso de cores dominantes afectará de modo mais visível somente a cor seleccionada.
Selective color
  • Ainda idêntico, mas produzindo efeito global sobre a mesma cor, podemos usar o a ferramenta Selective color. Desse modo conseguem-se ajustes selectivos sobre uma determinada cor nomeadamente sobre a proporção de cada uma das cores que a compõem.
Nada como experimentar!


Orquídea Branca (Fotografia de Estúdio)
Nikon D300 + Micro Nikkor 60mm f/2.8
Exposição Manual @ f/16,  1/2 Seg., ISO 200, Medição pontual


Esta bela Orquídea Branca foi fotografada, em contraste, sobre um dos planos de fundo que mais gosto: O preto! Esta técnica, além de destacar e valorizar o aspecto tridimensional, permite captar com detalhe as várias gradações de cor sem "estourar os brancos".
Mas, é somente um exemplo do tipo de imagens que podemos criar em Estúdio.
Sem mais, serve de "aperitivo" para um próximo artigo onde vou tentar explicar alguns conceitos, as principais dificuldades e dar algumas dicas acerca do tema!