FILTROS PROTECTORES – UV, SKYLIGHT, HAZE, NC – Usar ou não usar? Eis a questão!



Nikon NC / B+W UV-Haze 1x / B+W KR-1,5 Skylight 1,1x


A questão do uso de filtros com a simples finalidade de protecção das ópticas das objectivas é certamente uma das questões mais polémicas e que constitui um dilema para muitos fotógrafos.
A dúvida existencial subjacente a esse dilema é o facto de saber até que ponto estes filtros degradam a qualidade da imagem. Provavelmente, depois de ler este artigo, vai chegar à conclusão que tudo depende e é puramente uma questão de escolha pessoal!
Todos sabemos que existem filtros de vários tamanhos e preços podendo os mais baratos custar pouco mais de meia dúzia de euros e os mais caros quase uma centena de euros.
Pois bem, esses preços variam por algum motivo mais além, claro, da questão de se pagar o nome da marca sob que são comercializados. Nem todos são construídos da mesma maneira nem com os mesmos revestimentos e materiais.
Portanto, se quisermos colocar um filtro protector nas nossas objectivas é por aqui que devemos começar a escolher. Não quer isto dizer que “caro” seja sinónimo de bom, mas devemos ter sempre presente que um bom filtro seguramente será caro! Por outro lado não devemos esquecer que por melhor que seja o filtro estamos a acrescentar mais um elemento à frente da nossa objectiva, bem assim como um espaço com ar pelo que a qualidade da imagem nunca poderá ser igual!
Mas, mesmo assim, usando um bom filtro, provavelmente pela simples observação do resultado final a “olho nu” nem sequer dará para nos apercebermos das diferenças.
Pessoalmente gosto e uso os da B+W e da Nikon, mas há outras opções de idêntica qualidade.
Claro que temos que adequar o filtro que compramos à objectiva onde o vamos usar. Isto é, se possuímos uma objectiva de bom recorte e nitidez (também caras pelo motivo de usarem boas ópticas) e se queremos usar um filtro protector devemos escolher um que não degrade essa qualidade de imagem. Por outro lado, se temos uma objectiva de menor recorte e nitidez, não é por lhe colocarmos um excelente filtro que essas características se alteram e, por isso, talvez se possa investir num mais económico.
Mas se é certo que estes filtros não melhoram a qualidade da imagem e se, na melhor das hipóteses, somente não a pioram, então porquê usá-los?
Basicamente por uma questão de protecção do elemento óptico frontal das objectivas. Vamos aqui esquecer o outro dilema existente à volta do uso dos filtros e que se refere à protecção das ópticas em caso de queda. Essa, sinceramente, acho que é uma discussão inútil, pois as quedas nunca são iguais e se numas o filtro pode ajudar a proteger noutras, em caso de se partir, pode acontecer o contrário e ser o próprio filtro a riscar a objectiva… de qualquer maneira, como isso já não decorre duma utilização normal e se calhar numa queda um risco na lente pode ser o mal menor, vamos esquecer esta questão.
O facto de serem UV ou Skylight – específicos para reduzir os raios ultra violetas (a diferentes altitudes) - ou NC (neutral color) pouca relevância tem se estivermos a usar câmaras digitais uma vez que os sensores já possuem protecção contra os raios de UV sendo, por isso, bastante insensíveis aos mesmos (evitando o tom demasiado azulado nas fotografias). Basicamente este tipo de filtros, quando usados em câmaras digitais só serve de protecção para as lentes. Qualquer um deles pode ser usado com esta finalidade por dois motivos: Primeiro porque não “cortam” a passagem nem diminuem a quantidade de luz que atinge o sensor, ou seja, não existe qualquer perda de f/stops. Em segundo porque não alteram as cores. Caso contrário ao que acontece, por exemplo, com o uso de filtros polarizadores.
Em relação aos filtros apresentados na imagem do topo deste artigo existem algumas diferenças entre eles. Apesar de todos poderem ser usados como filtros protectores nem todos são neutros. O mais neutro é o Nikon NC (à esquerda na imagem) segue-se o B+W UV-Haze (ao centro) e por ultimo o B+W Skylight 1,1x (à direita) que já introduz um pouco de tons amarelados à imagem apesar de não reduzir a quantidade de luz que por ele passa (aliás esse facto, se observada com atenção a fotografia, é visível!). Na realidade, destes três tipos de filtros só o Nikon NC (Neutral Color) é que deveria chamar-se verdadeiramente filtro protector pois nada mais faz além de proteger as ópticas das objectivas!
Pessoalmente nem sempre uso filtros de protecção, mas há situações em que não os dispenso. Tudo depende do que vamos fotografar e acima de tudo onde! Por exemplo, se for fotografar um rali de automóveis ou uma prova de saltos de equitação, sítios onde existe imensa poeira espalhada pelo ar, não os dispenso. Basicamente pela posterior facilidade de limpeza!Rapidamente se chega também à conclusão que é mais fácil limpar as poeiras num filtro que no elemento óptico frontal da objectiva. Mais, se ao limpar as poeiras riscarmos um filtro, facilmente o pudemos substituir enquanto que se for a óptica provavelmente vamos ficar com ela assim mesmo pois é muito mais onerosa a sua substituição.

Regressando aos filtros…
  • Vantagens: Protecção do elemento óptico frontal das objectivas, maior facilidade de limpeza
  • Desvantagens: maior probabilidade de reflexos e fantasmas; diminuição do recorte e contraste
Situações em que não podem de todo ser usados: Fotografia nocturna, à lua, nascer ou pôr-do-sol.No caso de se usarem filtros polarizadores devemos retirar o que serve de protecção, seja UV, Skylight, NC, e substitui-lo somente pelo polarizador. Deste modo não estamos a acrescentar mais uma camada de espaço com ar e outro elemento de vidro à frente da objectiva com o correspondente e inevitável aumento de perda do nível de nitidez.

Nova Nikon D300s

A Nikon anunciou no pretérito dia 30/7/2009 o lançamento de duas novas câmaras digitais. A pequena D3000 e a sucessora da D300 que vê, agora, acrescentada à designação a letra "S".
A comercialização em Portugal, de ambos os modelos, não deverá ocorrer antes de Setembro/Outubro do corrente ano. Quanto a preços, para já, na Nikon USA é anunciada a $1,799.95 (só corpo).
As inovações são uma mistura daquilo que já algum tempo se encontra disponível noutras câmaras e que parece ser uma nova tendência…ou será só moda? Falo obviamente da capacidade de gravar vídeo da qual foi pioneira a D90. Do ponto de vista tecnológico, apesar de não haver grandes novidades, foram melhorados alguns aspectos. A possibilidade de gravação simultânea em dois formatos de cartões de memória, a saber Compact Flash (CF) e Secure Digital (SD) entre outras, são algumas das diferenças para o anterior modelo.

Cá fica o vídeo promocional oficial desta câmara que mostra as inovações mais relevantes face à D300:




Além das inovações acima referidas o que mais mudou, e o que ficou igual, entre a Nikon D300 vs D300s?

(tabela efectuada segundo os dados oficiais disponibilizados pela Nikon)

Curioso o facto da Nikon continuar a "apostar" no formato DX! A prova disso está não só nesta câmara como também na nova objectiva Nikkor 18-200mm DX VR II anunciada na mesma data.
Quanto às diferenças existentes entre as D300, excluindo aquelas que referi no início, ou seja, a possibilidade de gravação de vídeo e o facto da versão nova “aceitar” cartões de memória SD, penso não haver outras dignas de relevo. De facto, é até um pouco estranho que a Nikon mantenha o mesmo sensor DX de 12.3Mp e não tenha aumentado a fasquia para os já “vulgares” 15Mp oferecidos pela concorrência mais directa há já algum tempo como é o caso da Canon EOS 50D.
O facto de passar a utilizar, simultaneamente, os formatos SD e CF não deixa de ser curioso e pode bem significar que a Nikon começa finalmente a “confiar” neste formato de cartões mais pequeno, mais vulgar e bem mais barato!

 Artigo relacionado:  Nikon D300 - 12Mp DSLR -Teste

Morcegos-de-ferradura (Estórias...!)


Morcego-de-ferradura – Minas do Pejão - Novembro/2008
Nikon D200 + Nikkor 80-400mm f/4.5-5.6 VR ED-IF AF-D
(@ 400mm; ISO 400; f/5.6; 1/60 Seg.)




Morcego-de-ferradura – Minas do Pejão - Novembro/2008
Nikon D200 + Nikkor 80-400mm f/4.5-5.6 VR ED-IF AF-D
(@ 230mm; ISO 400; f/5.3; 1/60 Seg.)



Por vezes, o engraçado na nossa “busca” por uma fotografia são os momentos que passamos para a captar, aquilo que aprendemos acerca do que fotografamos e as estórias que ficam para contar!
Pois bem, hoje, ao ver umas fotografias antigas, lembrei-me, precisamente, duma dessas situações.
Como documentam as fotografias, o motivo e o local onde ocorreu não é dos mais “habituais”. Trata-se de algo que muitos de nós, de modo mais ou menos manifesto, já tivemos oportunidade de observar mas que, provavelmente, poucos tiveram curiosidade e oportunidade de fotografar.
Embora para alguns estes pequenos animais sejam um pouco repugnantes a verdade que vistos a escassos centímetros não são assim tão horrendos…!
O contacto “in loco” com estes animais, curiosamente, causou-me menos impressão do que da maneira que estou habituado a vê-los – em imagens! Se repararem até têm pelo! A maneira como se seguram, pelas unhas e de cabeça para baixo, durante o dia enquanto dormem, é realmente fantástica!
Os Morcegos-de-ferradura-pequenos (Rhinolophus hipposideros) são uma das 27 espécies de morcegos existentes em Portugal. Segundo o ICNBC, no nosso país, esta espécie tem o estatuto de vulnerável. Também a nível mundial, de acordo com algumas opiniões, parece que a espécie tem sofrido um decréscimo nos últimos 50 anos.
Estes mamíferos, como é sabido, alimentam-se de insectos durante a noite, altura em que estão activos, e o seu habitat são as grutas e minas onde dormem durante o dia. Foi precisamente neste meio e nesta altura que, com alguns cuidados, os fotografei. Basicamente tive esses “cuidados” ao entrar para os sítios onde, eventualmente, os mesmos pudessem estar. A luz da lanterna era primeiro virada para o chão (onde se procurava excrementos destes animais) e só depois, lentamente e em silêncio, iluminava o tecto das minas (no sítio onde havia localizado excrementos) para os clarear. Esta preocupação era fundamentada no “medo” de existirem lá dezenas de morcegos que, se assustados, pudessem voar em debandada contra mim.
Depois de vencido esse primeiro desafio, mesmo com uma iluminação e um contacto muito próximo, estes mamíferos revelaram-se calmos e lá continuavam com o seu sono.
As fotografias que “consegui” destes animais foram um acaso. A seguir passo a contar, parte da estória, tal como a contei há uns meses atrás, a alguns amigos num e-mail:

“Este sábado tive a oportunidade de poder entrar nas antigas Minas do Pejão.
Encerradas desde 1994, estas minas tiveram em tempos por finalidade a extracção de carvão.
Hoje em dia estão fechadas não podendo ser vistas nem tendo aceso público mas... com alguns contactos certos, consegue-se que o guarda faça uma meia dúzia de Kms e passe por lá cedo e deixe o portão aberto... depois é só entrar, encostar o portão e desfrutar no máximo do sossego de tudo o que ainda há para ver!
Fui aos pássaros, levei material fotográfico específico para esse fim, mas aproveitei para alargar horizontes...com o que tinha à mão! Não imaginam o que é tirar fotos a morcegos, no interior das minas, sem qualquer luz, só com a ajuda duma pequena lanterna e com uma lente 400mm... teve piada até porque, no sítio em que estavam, era possível tocar nos morcegos, mas com a objectiva que levei tinha que me afastar aí uns 3 ou 4 metros (que é a distância mínima de focagem da objectiva), por vezes tentar empurrar as paredes das minas para ter espaço, enfim...
As fotos são de Morcegos-de-ferradura e foram captadas no interior das minas. A partir de certos sítios como não se conhece e se começam a ver as madeiras de suporte partidas o melhor foi mesmo não avançar mais. Mas ainda deu para ver a pequena capela que existe no interior...Da próxima já vou preparado!”