Primeiras impressões...



Recentemente comecei a usar/testar um novo flash electrónico.
A primeira coisa óbvia, que não se pode deixar de reparar, é o tamanho da própria caixa em que vem embalado. Estranha dimensão para trazer dentro um simples flash.... Depois, quando a abrimos e temos o primeiro contacto com este Nikon SB-900 começamos a entender um pouco o porquê! A primeira coisa que constatamos é que é enormmme....!
Na realidade, este Nikon SB-900 quando comparado com todos os flash produzidos anteriormente pela Nikon é, substancialmente, maior! Outra coisa que, de imediato, nos apercebemos é que o seu peso (infelizmente) acompanha o tamanho! Além disso, na caixa encontramos, também, toda a panóplia de acessórios acima descritos!

Mas, passando agora a aspectos mais práticos... com tanto botão e com tanta tecnologia seria de esperar que este flash electrónico (presentemente o melhor e mais potente modelo da marca) incluí-se todas as características dos anteriores modelos... pelo menos assim se deve pensar...  Errado! Ainda há bem pouco tempo falei da possibilidade de utilizar um flash, já com uns bons anos, como escravo activado pelo puro e simples clarão emitido por outra qualquer unidade: O Nikon SB-26. Pois é, este novo "topo de gama" não é capaz dessa proeza! Pode ser utilizado como "escravo" mas, essa faculdade, só pode ser activada através do flash integrado de certas câmaras (via configuração no menu) ou por outra unidade SB-900, SB-800 ou ainda através da unidade específica de controle SU-800 formando o "Sistema de Iluminação Criativa" que a Nikon designa de "CLS". É pena que não o consiga fazer da mesma e simples maneira que o Nikon SB-26... mais tarde explicarei o porquê. *
* Correcção: O SB- 900 pode (via menu) ser configurado para funcionar como flash escravo accionado pelo simples clarão doutro qualquer flash tal como o SB-26... (para saber como, ver nos comentários a este artigo)

Certas regulações passam a ser, com este flash, efectuadas somente através da câmara. Função de redução de olhos vermelhos, sincronização de cortina traseira, são disso dois exemplos. Até certo ponto, uma vez que são funções inerentes ao flash era suposto que fosse nele próprio que se processassem tais regulações... mas entende-se... através do menu de configuração (com o que já lá existe) seria um pouco moroso a lá chegar e, por outro lado, parece já não existir muito espaço físico que pudesse ser aproveitado para colocar botões de acesso directo a tais funções! Ah! já agora.... uma excelente maneira de aproveitar espaço e facilitar o acesso a funções... o disco selector com o botão de confirmação "OK" no centro! Algo nunca visto, até aqui num flash Nikon. Prático, simples e rápido... gostei!

Aspectos imediatamente positivos:
Ângulo de cobertura extremamente amplo - dos 17mm aos 200mm em formato FX! (12mm aos 200mm em DX) e ainda detecção de difusor montado para iluminação próxima com objectivas grande-ângulares!
Detecção e adaptação automática ao formato de câmara - FX ou DX; número guia 34; 180º de rotação de cabeça (quer para a esquerda, quer para a direita) e de -7º a 90º de ângulo de inclinação para utilização como flash reflectido...... Que mais podemos querer dum flash...?!!!

Os testes e a opinião detalhada ficam para mais tarde... até porque há ainda, muito, muito a explorar!

17 comentários:

filipe m. disse...

Caríssimo,

Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, o SB-900 também permite a utilização em modo "escravo" simples, sem CLS. A função está enterrada no menu Custom, mas existe e chama-se "SU-4 Mode". Se não estou em erro,os únicos flashs recentes da Nikon que não possuem esta função são os SB-400 e SB-600.
Só tenho pena que o preço desse "brinquedo" esteja em relação directa com o tamanho e peso da caixa...

José Loureiro disse...

Olá Filipe.
Obrigado pela informação. Tem “todíssima” razão! Efectivamente existe no SB-900 (via menu) a possibilidade de o tornar flash “escravo” pela emissão de um simples clarão doutro qualquer flash. Já tinha “passado” por esse menu mas associei o nome “SU-4” não a essa possibilidade mas sim ao acessório “extra” (controlador de flash sem fios) que a Nikon tem, que comercializa com esse mesmo nome, e que se adapta na sapata dos flash’s para os tornar “escravos”.
Ou seja, realmente, esse “modo SU-4” pode ser utilizado pelo próprio SB-900 mas sem recurso ao tal acessório externo! E isso, depois da sua dica, já testei e comprovei!
No manual do utilizador (que, já agora, também acompanha o tamanho e peso do flash) esse processo não vem, quanto a mim, devidamente esclarecido (pág D-39: “Os flashes compatíveis com o flash automático TTL podem ser utilizados como unidade de flash principal. O Controlador de flash escravo sem fios SU-4 opcional é necessário quando pretender utilizar estes flashes como unidades de flash remotas.”)
Por isso, seria mais simples no menu constar “Slave” ou “Simple slave”…
A configuração, até é simples: Pressionar o botão “OK” existente no disco selector central durante 2 ou 3 segundos; percorrer o menu até chegar a “SU-4”; seleccionar “On” e depois ”Exit”. Estas operações podem ser efectuadas com o flash na posição de modo de funcionamento genérico mas só produzirão efeitos caso estejamos no modo escolhido pelo botão que permite ligar/desligar na posição “Remote”.
Abraço

filipe m. disse...

Já agora, deixo uma questão de quem só conhece o brinquedo através da literatura da especialidade: o modo SU-4 permite a regulação automática da potência através da duração do flash principal, tal como fazia o "verdadeiro" SU-4?
Obrigado!

José Loureiro disse...

Penso que o “modo SU-4” funciona da mesmíssima maneira que o acessório opcional com a mesma designação. Simplesmente encontra-se, passo o pleonasmo, integrado internamente no SB-900. Os modos disponíveis, tais como no externo SU-4, são dois: O Automático e o Manual. Ambos permitem regular a distância focal usada (ângulo de clarão) e Formato FX ou DX. O modo Manual, por sua vez, permite ainda a regulação por facções de potência (até aos 1/128).
Todavia, este tipo de utilização como flash escravo só terá interesse caso estejamos a usar unidades doutras marcas e/ou, pelo menos, câmaras não compatíveis com o novo sistema “CLS” da Nikon. Esse sim (“CLS”) permite tirar partido de todas as funcionalidades do flash incluindo a função i-TTL (não sendo evitados, neste caso, os “chatos” pré-flashes de medição).
No modo (vamos chamar-lhe) “escravo simples”, acho que a melhor maneira de proceder às regulações (intensidade/duração do flash) são as manuais, designadamente através da redução/aumento de fracções de potência… Pelo menos sempre foi assim que me habituei a usar este sistema.
Quanto a diferenças com o SB-26, posso referir, que ainda não descobri em lado algum a possibilidade do SB-900 funcionar neste “modo SU-4” com atraso em relação ao flash de comando. A tal função “Delay” para não interferir na medição. Mas, lá está, melhor que isso (até porque este novo flash permite) é usar o sistema “CLS”. Esse controle passa a ser efectuado via câmara podendo, inclusive, comandar até 3 grupos de unidades de flash de forma independente e em modo i-TTL. Depois pode ainda, caso haja interesse compensar-se os valores de exposição de cada um desses grupos de forma independente.
Acima de tudo, estas regulações/configurações que parecem ser um pouco complexas, depois de nos habituarmos acabam, com algum tempo de experimentação, por se tornar mais ou menos simples… mas sinceramente aconselho após cada “disparo” verificar se o resultado é o que idealizamos… A utilização mais comum que faço deste tipo de sistemas é a compensação e melhor distribuição de luz em certos casos. Obviamente que este sistema de combinação de vários fash’s remotos permite, também, muito mais que simplesmente isso… Só é preciso vontade, tempo e criatividade!
Abraço

filipe m. disse...

... e dinheiro para suportar o custo destes brinquedos todos!
Da minha parte ainda só tive orçamento para um SB-600, o qual, juntamente com a D90 já suporta CLS.

Quanto aos chatinhos pré-flashes de medição, desde que as condições não mudem muito há sempre a hipótese de utilizar o Flash Value Lock... um pré-flash de medição, e está arrumado! :)

Peço desculpa se com estes comentários todos já estou a interferir no andamento normal do teste, mas é quase impossível ficar calado quando se trata deste tipo de brinquedos... eu vou tentar controlar-me daqui para a frente!

José Loureiro disse...

… não está a interferir em absolutamente nada. Bem antes pelo contrário! Todos os comentários são bem-vindos neste espaço e caso sejam construtivos (como de resto têm sido sempre) melhor ainda pois ajudam a complementar os temas.
Realmente, a possibilidade de usar o SB-900 como “escravo” sem estar unicamente dependente do sistema “CLS” é uma mais-valia mas não é por si só factor de preferência na aquisição deste modelo… a menos que algum comprador use indistintamente mais que uma marca de câmaras e precise de unidades remotas! Caso contrário o preço que custa não justificará, só com esse intuito, de modo nenhum essa aquisição! Agora, para quem possua uma câmara capaz de controlar flash’s remotamente através do sistema “CLS” da Nikon, apesar de fazer mais sentido usar a unidade de iluminação SB-900 aproveitando precisamente esse sistema, é sempre bom saber que, caso precise de o usar doutra maneira tem, também, essa hipótese! No fundo, é como aquela história da cereja no topo do bolo… se não houver cereja o bolo “marcha” na mesma!
Além do mais, acerca deste SB-900 tenho a impressão que vou falar pouco…. Vou tentar antes colocar uns exemplos demonstrativos dos vários modos de iluminação possíveis… Regra geral falo mais (neste caso escrevo) acerca do que não gosto do que acerca daquilo que me agrada…
Por isso esteja completamente “à vontade” para opinar, corrigir, comentar… o que queira!
Abraço

Rodrigo disse...

Boa tarde.

Visto que está a testar o equipamento que pretendo adquirir brevemente, e após ler em alguns fóruns, uma duvida subsiste:

Após um curto numero de disparos, o flash dá problemas de aquecimento?

Se me conseguir elucidar agradecia.

Abraço

José Loureiro disse...

Olá Rodrigo.
Efectivamente o problema do aquecimento dos SB-900 é muito falado e é, por isso, um dos aspectos que tenho tentado testar.
O que lhe posso dizer é que, até ao momento, ainda não senti alguma vez esse problema.
Já testei o flash, além dos modos tradicionais, na função de flash de repetição (RPT) em ambientes nocturnos, ao ar livre, com potências já bem fortes e em sequências de 6 a 10 flashes por foto de maneira consecutiva e nunca o mesmo sobreaqueceu. De igual modo, já o testei, como flash de enchimento, ao ar livre em fotos para um palco a bastantes metros, usando a função de prioridade à distância (GN) e também não detectei qual excesso de aquecimento… mas ainda continuo-o a explorar e a tentar encontrar defeitos !
Abraço

Rodrigo disse...

Caro José

Desde já agradeço-lhe o tempo dispensado a responder à minha questão. Fiquei mais descansado, mas de qualquer maneira quero ver se consigo arranjar algum por umas horas para o levar ao limite de aquecimento e ver com o que posso contar.


Fico a aguardar os futuros testes ao flash ;)

Atenciosamente

Bruno Rodrigo

Carlos Ferreira disse...

De facto, foi esse pormenor que me deixou um pouco desapontado com a compra do SB-900, o aquecimento do mesmo, o aquecimento do flash faz-se sentir se usarmos em modo TTL e se estiver levantado, em modo manual esse factor fica minimizado mas não aniquilado, com vários várias sequências de fotos, a temperatura sobe deixando de funcionar, penso que o facto de a temperatura subir tem muito a ver com o tipo de pilhas utilizadas, é por isso que nunca saio sem levar também o meu "velhinho" SB-800.
Parabéns pelo blogge, faz falta alguém assim.

José Loureiro disse...

Carlos,
Confesso que, embora ainda não tenha passado por essa experiência, as opiniões que me têm chegado levam-me a crer que efectivamente o problema do sobreaquecimento, com referiu, deve-se à capacidade, ou melhor, incapacidade de carga das pilhas face à potência e ao diminuto tempo de reciclagem entre disparos do SB-900.
Tenho usado pilhas alcalinas (novas e sempre em conjunto de 4 unidades iguais) bem como pilhas recarregáveis (de 2650 mAh, também todas carregadas na mesma altura) e, até agora não tive problemas…
Geralmente neste tipo de situações, por uma questão económica, usam-se pilhas recarregáveis NIMH. Todavia, como a voltagem das mesmas é inferior às tradicionais alcalinas AA de 1,5 V (as recarregáveis têm somente 1,2 V) deve usar-se pilhas com o máximo de miliamperes.
De certa forma, este fenómeno é fácil de verificar. Curiosamente, o Nikon SB-900 continua a ter, mesmo com o normal esgotamento das pilhas, um tempo de reciclagem rápido. Já, por exemplo, o Nikon SB-26 gere de maneira diferente a energia disponível e quando as pilhas começam a ter menos carga e a “fraquejar” aumenta imenso o tempo de reciclagem até estar próximo para o proximo disparo não exigindo, por isso, tanto das pilhas…
Por isso, pilhas gastas ou de pouca mAh devem estar fora de questão…
Obrigado por partilhar a sua experiência e opinião.
E, bem-vindo!

JMFoto disse...

Meus caros,
Tenho um SB-900 que me sobreaqueceu algumas vezes nas reportagens de cerimonias no meu caloroso alentejo, ao retirar as pilhas verifico que estão bastantes quentes e opto por trocar e funciona lindamente.
Abraço

José Loureiro disse...

…pois é!
Mais uma opinião no mesmo sentido!
Obrigado por partilhar essa informação.
Abraço

Carlos Miranda disse...

Olá José.
Sabe dizer-me um site - ou loja fisica que despache encomendas - onde possa adquirir um difusor de flash do tipo dos da LumiQuest.
Não é o que faz de reflector mas sim o que faz de difusor - tipo rede de nylon branca -.
Preciso de adquirir um mas não encontrei lojas online em Portugal e tenho alguma urgência.
Obrigado.
Carlos Miranda

Carlos Miranda disse...

Esqueci-me de referir que é para ser usado montado na câmara.

José Loureiro disse...

Passando a publicidade... por vezes existe na MediaMarkt (penso que da marca Hama). Além disso pode procurar na Colorfoto e na Niobo… penso que num destes estabelecimentos deve encontrar o que precisa.

Blog do Simeão disse...

Gostei do blog e dos comentários. É quase inexistente as matérias sobre os flash externos operados pelo clarão de outros flash, como o caso daquele incorporado da D5200, que não tem aquela opção Commander do menu.

Sobre as vantagens do SB-910 e o superaquecimento, veja o site
http://focusfoto.com.br/diferencas-entre-os-flashes-nikon-sb-900-e-o-sb-910/
Quando colocados em comparação em relação à quantidade de disparos em intervalos de menos de 1 segundo o Sb-900 disparou 50 vezes e entrou em “modo de proteção contra superaquecimento”. Já o Sb-910 disparou 200 vezes e ainda continuou com o “termo medidor” em 1/3 de sua capacidade máxima. Esse ótimo desempenho se dá pelo novo sistema (Thermal Cut-Out function) que o Flash abriga para evitar que o mesmo se superaqueça com poucos disparos. Isso em minha opinião foi onde o Sb-910 saiu ganhando de “lavada”.

Você consegue um uso bem melhor da bateria com o Sb-910 do que com o Sb-900. Ele tem total e perfeita integração com o Sistema de Iluminação Criativa da Nikon (CLS), que permite a você controlar até 3 grupos de flashes remotos (X, Y e Z).

O Sb-910 ganhou, além do botão Menu, botões iluminados, que ajudam muito em situações onde você vai trabalhar com pouca iluminação. Até você se acostumar onde fica cada botão é de grande ajuda.

O Sb-910 apresenta uma iluminação auxiliar para AF multiponto, função inexistente no Sb-900.

A diferença do peso é de somente 5 gramas, tendo o Sb-900 415g e o Sb-910 420g.

Lembro-me de várias pessoas reclamando que Sb-900 esquentava rápido se usasse pilhas recarregáveis, e pelo que parece esse problema é inexistente ou bem minimizado no Sb-910.