Provavelmente esta será uma das objectivas zoom da Nikon mais desejadas de sempre.
Ainda hoje em dia continuam a ter uma boa procura e a sua cotação, apesar da inúmera quantidade vendida em cada uma das suas versões, é o reflexo da robustez e qualidade com que foram construídas.
Começando com um pouco de história:
Produzida desde 1987 até 2008, altura em que foi substituída pela actual Nikkor 70-200mm VR ED-ID AF-S, foi vendida sob quatro modelos:
1º modelo – (1987-1992) Nikkor 80-200mm f/2.8 ED AF – (modelo designado “Push/Pull” dado que só possui um único anel que serve, ao mesmo tempo, para a efectuar a focagem e para mudar a distância focal. Esse anel é de “empurrar/puxar” para a mudança das distâncias focais (80mm a 200mm) e de rodar, em toda essa extensão, para focar. O limitador do foco tem, neste modelo, 3 posições);
2º modelo – (1992-1997) Nikkor 80-200mm f/2.8 ED AF-D (continuando a ser uma objectiva com anel “Push/Pull”este 2º modelo viu alterado o limitador de foco que se encontra na frente da objectiva num pequeno botão quadrado ao invés do 1º modelo em que esse limitador de foco tem três posições possíveis e está junto à baioneta. Outra diferença é que passou a ser uma objectiva da série D, ou seja, passou a contar com a informação de distância em relação ao objecto focado para uma melhor medição de luz, agora possível em 3D Matrix);
3º modelo – (1997-2006) Nikkor 80-200mm f/2.8 ED AF-D (este 3º modelo varia um pouco dos dois anteriores porquanto possui já dois anéis de rodar – um para focar e outro para alterar as distâncias focais. Outra diferença importante é que passou a contar com um colar de tripé);
4º modelo – (2007-2008) Nikkor 80-200mm f/2.8 ED-IF AF-S (o último modelo desta objectiva difere um pouco dos anteriores e conta com o sistema de focagem AF-S de foco interno, isto é, a extremidade da objectiva não se move (não roda) aquando da focagem. A nível óptico e de construção também sofreu algumas alterações porquanto passou a ter 5 lentes ED contrariamente a todas as anteriores versões que possuem somente 3 lentes ED)
Todas elas têm em comum a excelente qualidade óptica e construção sendo a última versão (AF-S) um pouco maior e mais pesada que todas as outras (207mm de Comp. e 1.580g de peso) em virtude do sistema de motor se encontrar incluído na própria objectiva e também do facto de possuir mais dois elementos ópticos)
Bom, mas quanto à 1ª versão, aqui em causa…
Qualidade óptica:
Nikon D200 + Nikkor 80-200mm f/2.8 ED AF - Crop a 100%
(@200mm; ISO 100; f/6,3; 1/320 seg. - s/tripé)
A qualidade óptica desta objectiva é excelente. Para uma teleobjectiva a nitidez de imagem que tem mais faz lembrar uma macro! Mesmo em situações de pouca luminosidade e trabalhando com ISO’s altos o contraste continua a ser muito bom.
A saturação de cor é também muito boa permitindo fotografias com boa profundidade de tons e cores vivas e intensas. Para a obtenção de tão bons resultados certamente que contribuirão os três elementos ópticos ED presentes na sua construção!
Construção:
A saturação de cor é também muito boa permitindo fotografias com boa profundidade de tons e cores vivas e intensas. Para a obtenção de tão bons resultados certamente que contribuirão os três elementos ópticos ED presentes na sua construção!
Construção:
Basta “pegar” numa destas objectivas para sentir, além do seu peso (que de certa forma por si só já denuncia a sua construção), que são bem construídas e robustas. Toda a estrutura da mesma é metálica incluindo o anel frontal onde enroscam os filtros e tampa. Dos 4 modelos acima referidos só a última versão possui o tradicional anel dourado símbolo de gama “pro”. A nível óptico a diferença estará certamente nas duas lentes ED a mais que possui em relação aos anteriores modelos. Mas posso afirmar que esta será também merecedora de tal reconhecimento. Das três características que considero necessárias para tal designação, a saber, qualidade óptica, abertura e AF rápido, só lhe falta a última. Talvez por isso a última versão “AF-S” o tenha… De qualquer modo, desde que não a pretendamos utilizar em fotografia de desportos rápidos, os resultados estão ao nível do que é exigido naquela gama!
Manuseamento:
Anatomicamente, o seu manuseamento, em foco manual, é menos confortável do que a, um pouco mais larga e mais pesada, Nikkor 80-400mm VR ED. O anel de focagem/zoom apesar de ser grande não tem, todavia, a posição mais cómoda quando se encontra nos 200mm (todo recuado) porquanto fica muito próximo do corpo da câmara obrigando a mão que usamos para focar a “encostar” no mesmo estorvando, de certa forma, a focagem principalmente se estiver montada num corpo maior ou numa câmara mais pequena mas com punho vertical acoplado.
Em utilização:
Grandes desfoques! Como gosto, suaves e “limpos”! Veja-se o exemplo acima a f/6.3! Apesar da fotografia em causa ter sido captada a pouco mais de 2 metros de distância, o que beneficia esse facto, os desfoques a vários metros de distância continua a ser bons.
E nem precisamos de usar aberturas muito grandes.
Quando usada em formato DX esta objectiva passa a ser uma 120-300mm mantendo a abertura constante de f/2.8. Uma boa gama de distâncias focais para uma “pequena” teleobjectiva e certamente mais que suficiente para uma infinidade de situações.
Manuseamento:
Anatomicamente, o seu manuseamento, em foco manual, é menos confortável do que a, um pouco mais larga e mais pesada, Nikkor 80-400mm VR ED. O anel de focagem/zoom apesar de ser grande não tem, todavia, a posição mais cómoda quando se encontra nos 200mm (todo recuado) porquanto fica muito próximo do corpo da câmara obrigando a mão que usamos para focar a “encostar” no mesmo estorvando, de certa forma, a focagem principalmente se estiver montada num corpo maior ou numa câmara mais pequena mas com punho vertical acoplado.
Em utilização:
Grandes desfoques! Como gosto, suaves e “limpos”! Veja-se o exemplo acima a f/6.3! Apesar da fotografia em causa ter sido captada a pouco mais de 2 metros de distância, o que beneficia esse facto, os desfoques a vários metros de distância continua a ser bons.
E nem precisamos de usar aberturas muito grandes.
Quando usada em formato DX esta objectiva passa a ser uma 120-300mm mantendo a abertura constante de f/2.8. Uma boa gama de distâncias focais para uma “pequena” teleobjectiva e certamente mais que suficiente para uma infinidade de situações.
Outro exemplo a abertura máxima:
Nikon D200 + 80-200mm f/2.8 ED AF
(@ 80mm; ISO 100; f/2.8; 1/640 seg.)
Aspectos menos positivos (o que menos gosto):
- AF - Não sendo rápido, o maior defeito do sistema de auto-focus desta objectiva é, sinceramente, mais o barulho do que a lentidão (parte desse barulho é “culpa” da robusta construção metálica da objectiva e ainda pelo motivo de toda a frente da mesma rodar aquando da focagem). Comparativamente com a Nikkor 80-400mm VR, uma objectiva bem mais recente, o AF desta 80-200mm não é assim muito mais lento. Acresce ainda que tem a vantagem de ter um limitador de foco com 3 posições possíveis (apesar do abaixo referido). Se fizermos uso destes limitadores rapidamente a mesma encontra o foco.
- Anel limitador de foco – este modo de limitar a extensão de AF acabou por cair em desuso nas objectivas Nikkor. O, agora, mais pequeno botão selector acaba por se tornar mais prático e rápido de usar.
- Anel frontal – o anel frontal desta Nikkor, onde se encaixam os filtros; parasol; tampa, roda enquanto se adquire focagem. Uma desvantagem para o uso com filtros polarizadores.
Qualidade Óptica
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★★★★★
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Qualidade de Construção
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★★★★★
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Versatilidade
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★★★★☆
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Manuseamento
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★★★★★
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Valor
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★★★★★
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