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Os tons do Outono no Gerês (no Inverno...!)


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
(@ 30mm, 1/80 seg., f/5 (-0.7EV); ISO 100)

Existem vários locais em Portugal onde gosto de fotografar. 
O Gerês é um desses lugares e contemplado com, pelo menos, uma ou duas visitas anuais: por norma, na Primavera e no Outono. Aqui, como noutros locais, o Inverno (a menos que haja neve...) e o Verão não são, a meu ver, as melhores alturas para retratar este tipo de paisagem pelo que prefiro as estações (cada vez menos notórias) de transição. 
Este é um dos "spots" repetentes! Na Primavera, pela frescura da vegetação. No outono pela queda das folhas. Em ambas as estações o elemento comum que destaca este local são as cores.
Nesta visita, em meados de novembro, infelizmente, não pude contar com a frescura usual para a época devido à pouca chuva que tinha caído até então. Como tal, não existiam quedas de água para fotografar.
Ficamos, assim, com os tons do Outono no Inverno!  

Em viagem... com a Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD


(Cabo Carvoeiro - Peniche)
Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + B&W C-PL
8 seg., f/16, ISO 100





(Ermida da Memória, Cabo Espichel - Sesimbra)
Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + B&W C-PL
1/640 seg. (-0,3 Ev), f/4.5, ISO 100





(Santuário de Nossa Senhora da Pedra de Mua, Cabo Espichel - Sesimbra)
Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + B&W C-PL
1/100 seg. (-0,3 Ev), f/13, ISO 100






(Castelo de Sesimbra)
Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + B&W C-PL
1/250 seg. (-0,3 Ev), f/5.6, ISO 100





(Marina de Tróia)
Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD + B&W C-PL
1/80 seg., f/10, ISO 100



Com as férias quase "à porta" cá ficam algumas imagens captadas com a mais recente objetiva que me foi afeta pela marca para utilização pessoal.
Pessoalmente, em viagem, pela polivalência e flexibilidade que permitem, 
prefiro levar comigo, objetivas zoom a objetivas de distância focal fixa. Mas, nestas últimas viagens que tenho feito mais para o sul do país..."brinquedo novo"...
Os 45mm, embora limitativos para certas capturas, servem para outras em que nos podemos posicionar de modo a conseguir o enquadramento pretendido.
Além do mais, a utilização duma objetiva de distância focal fixa (deste tipo - gama SP) sobre uma zoom permite imagens isentas de distorções. Este tipo de objetiva, por isso, é uma boa escolha, por exemplo, para utilização em fotografia de arquitetura.

Óbidos | Através da Ultra-grande-angular SP 15-30mm


A Vila medieval de Óbidos é um daqueles lugares que nunca nos cansamos de visitar!
Este fim de semana, em viagem de regresso a casa, mais uma vez, aproveitei para, por lá, fazer uma breve paragem. O dia estava "cinzentão" e as pequenas ruas apinhadas de turistas... não era a melhor altura para fotografar a Vila mas, mesmo assim, ainda aproveitei para fazer uns rápidos registos do colorido casario...
Das várias objetivas que tinha na mala escolhi a Ultra-grande-angular SP 15-30mm. Uma objetiva que tem um desempenho muito bom com câmaras FX! Praticamente isenta de distorções* e capaz de captar uma porção de cenário muito ampla é a escolha aconselhada para situações em que dispomos de pouco espaço para fotografar e/ou pretendemos registar planos globais.
*(Contudo, de forma a evitar/minimizar a natural vista de "fuga de linhas para o infinito", quando utilizamos este tipo de objetivas devemos, sempre que possível, tentar centrar/alinhar as linhas do cenário (paredes, construções, muros, etc.) com a visualização de grelha da nossa câmara. Por vezes, um pequeno ajuste, inclinando para cima ou para baixo a posição da objetiva, sem sequer prejudicar o enquadramento, é o suficiente para evitar essa situação.)   


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 30mm, 1/40 seg., f/16, ISO 100


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 30mm, 1/40 seg., f/14, ISO 100


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 30mm, 1/640 seg. (-0,3Ev), f/5.6, ISO 100


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 22mm, 1/125 seg. (-0,3Ev), f/11, ISO 100


Uma vez que o "turismo" em Portugal parece "estar na moda" e em alta, sabendo que o Blog também recebe a visita regular de muitos leitores estrangeiros, por que não dedicar-lhes hoje, simpaticamente, estas imagens e esperar que possam despertar interesse para uma visita ao nosso País! 
Além desta, existem muitas outras belíssimas Aldeias Históricas e paisagens à espera de serem descobertas!

Para variar, Fotografia Noturna! O Cais da Ribeira (Porto)


Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD 
@ 15 seg., f/13, ISO 50



Estes últimos tempos tem servido para "matar saudades" e recuperar o gosto pela fotografia dalguns temas que não tenho feito com muita frequência... Um deles? Fotografia Noturna! 
Assim, num dos dias da passada semana, aproveitando os fins de tarde mais amenos que temos tido, decidi fazer um passeio noturno pela cidade do Porto. 

A ideia que me levou a fazer esta "saída" era a de testar a nova Tamron SP 45mm f/1.8 em meio citadino e captar, por isso, umas fotografias nas estreitas ruas da cidade, nomeadamente, nos acessos à zona ribeirinha... Todavia, como mais à frente explicarei, nada disso aconteceu...!
Neste tipo de saídas é sempre bom contar com alguma companhia (por várias razões: segurança, ajuda no transporte do equipamento... Claro que tem de ser pessoa que goste de fotografia e que tenha consciência que este tipo de tema, por vezes, implica bastante dispêndio de tempo). Assim, convidei um amigo para esta sessão noturna.
Chegados à cidade, "descarregamos" o carro e lá partimos nós, a pé, "carregados" com os sacos/mochila contendo as câmaras, as objetivas, os cabos disparadores... e os essenciais tripés na mão. Acabámos por optar pela travessia do tabuleiro superior da Ponte D. Luís I e ir diretos a um excelente "spot" que a cidade oposta à Invicta nos oferece e que permite uma visão soberba sobre o rio Douro e a zona ribeirinha do Porto: A vista a partir do Mosteiro Serra do Pilar (sito na cidade de Vila Nova de Gaia).

Aí chegados, ainda cedo, ou melhor, ainda antes da chamada "Golden hour" (aqueles pequenos minutos que antecedem o pôr do sol e que permitem capturas já com a iluminação artificial noturna mas aproveitando, também, alguma da luz existente para colorir as fotografias) e que esperávamos, nada mais restou que desfrutar a paisagem e ir "dando duas de conversa"! 




Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD 
@ 25 seg., f/13, ISO 100


Durante a espera fomos, também, constatando a quantidade de turistas que visitavam e fotografavam o (e do) local, enquanto ocorria o gradual escurecimento do dia. Em todo o caso, com o céu parcialmente encoberto e a paisagem envolta por alguma neblina, esta não era a melhor altura para a captura de boas fotos diurnas, principalmente, ao "infinito". Esta situação, inevitavelmente, por muito boa que seja a objetiva/câmara com que estamos a fotografar, provoca sempre alguma perda de detalhes do que está mais distante...
Após o pôr do sol, o cenário muda de cores! 
Este segundo exemplo, captado, precisamente, na mesma localização da primeira fotografia que ilustra este artigo, apesar da alteração de sensibilidade ISO, já necessitou de mais tempo de exposição. Obviamente que na primeira também se poderia optar por utilizar o ISO 100 mas, reduzindo a sensibilidade para metade, conseguimos "compensar" a falta da utilização de filtros ND (a intenção reside em prolongar o tempo de exposição de modo a suavizar o movimento da água do rio). 



Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 15mm, 15 seg., f/13, ISO 100


Bom, como disse no início, a altura era para fotografar com a "nova" 45mm, uma objetiva talhada para este trabalho face à isenção de distorções de linhas. No entanto, sabendo que tínhamos programado fotografar a zona ribeirinha vista a partir de Gaia, levei também comigo a Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD. Uma objectiva que permite capturas de cenários englobando uma maior porção de cenário. Além disso, também, é excelente na maneira como consegue registar com detalhe os elementos distantes.
É certo que, com este género de objetivas (Ultra-Grande angulares), teremos de contar com a "normal" fuga de linhas para o infinito. Enfim, traz-nos uma perspetiva diferente que, acaba por não ser arquitetonicamente a mais correta mas que compensa com a "quantidade" de cenário e perspetiva global que permitem registar. 
Ambas a objectivas utilizadas para captar as fotos (a Tamron SP 45mm f/1.8 e a Tamron SP 15-30mm f/2.8) são próprias para a utilização com o formato de sensor FX e preparadas, opticamente, para a utilização com câmaras de alta resolução de imagem. No caso, os 36Mp da Nikon D800, permitem ampliações enormes e quer uma, quer a outra, são brilhantes e estão à altura do desafio! Ampliadas para o tamanho real, nas fotografias ficou registado e é possível observar com detalhe todos os pormenores, mesmo os mais distantes!
  



Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 24mm, 13 seg., f/9, ISO 100


Caída a noite e registada que estava a paisagem urbana a partir da Serra do Pilar, era altura para pegar "nas trouxas" e seguir ruelas abaixo até ao Cais de Gaia.
Vista daqui, a zona ribeirinha do Porto, ganha uma nova perspetiva. Deixamos a vista global (quase aérea) para passarmos a uma abordagem mais próxima e intimista. 



Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD 
@ 30 seg., f/10, ISO 100


Sem dúvida, as cores da iluminação desta parte da cidade são surreais! O rio fica "banhado" de cor!
Aproveito, nesta altura, para dizer a quem gosta de fotografar cenários noturnos como este (caso utilizem o formato de gravação de ficheiros JPG), que devem ter um cuidado especial com a regulação do equilíbrio de brancos (WB) da câmara. Ou seja, deverão ter o cuidado de seleccionar o modo "iluminação incandescente" ou regular manualmente o WB de modo a "arrefecer" a luz (regular para cerca de 2500 ~ 3000º K). Caso contrário, as imagens tenderão a ficar com um tom excessivamente "amarelado" o que as torna desagradáveis e de difícil leitura.  
Este, é um dos erros mais comuns observados nas fotografia que por aí vemos publicadas na Web apesar de ser de tão fácil resolução...
Caso fotografem em "RAW" não terão, de todo, de se preocupar com isso pois, em posterior edição, escolherão a temperatura de cor adequada. 
Aliás, não só por isso mas, principalmente, pela grande diferença de valores de exposição existentes neste tipo de cenário (entre sombras e altas luzes), esta é uma das alturas em que devemos, sempre que possível, fotografar em "RAW". Ponto! 
Isso fará toda a diferença na posterior edição das imagens, nomeadamente, na recuperação e equilíbrio entre as altas luzes e sombras.


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD 
@ 30mm, 13 seg., f/9, ISO 100



Já que estamos a falar de "erros", relembro outro (que, mesmo sabendo disso, por esquecimento, me aconteceu nesta sessão de fotografias e me obrigou a repetir uma ou duas fotografias) e que tem a ver com os sistemas de estabilização das objectivas.
Se estivermos a efetuar capturas, deste género, com a câmara fixa no tripé, com a utilização de espelho levantado, cabo disparador... não faz sentido ter o sistema de estabilização das objectivas activo! Aliás o que vai acontecer, no caso de não o desligarmos, é que vamos ficar com fotos tremidas! Podem ver aqui o porquê >> 

De igual modo, sempre que observo alguém a fotografar em tripé, comummente verifico que pouco são aqueles que tapam o óculo do visor da câmara... (podem ver aqui de que forma isso influência a exposição)
E pronto, cá ficou o relato de como passar uma agradável noite a fotografar com algumas "dicas" à mistura para aqueles que nunca o fizeram, quem sabe, experimentarem nos dias mais dias quentes que por aí vem! 

Tamron Lens - 45mm | Sample series #1


Ponte Velha de Castro Laboreiro (Melgaço)
Nikon D800 + Tamron SP 45mm f/1.8 Di VC USD
(@ 1/6 seg., f/16 (-0,7 EV), ISO 50, VC-On - s/tripé)

Durante um casual passeio pelas belíssimas terras do Alto Minho, aconteceu passar em Castro Laboreiro.
Bem visível da estrada (mais propriamente da ponte, paralela, que passa sobre o rio), podemos observar esta paisagem com a Ponte Velha (setecentista ?) desativada.
Sem querer alongar-me nas palavras, passo a explicar o motivo que me levou a partilhar esta fotografia... 
Certamente que, pelo menos aos mais atentos, não escapou da leitura dos dados Exif um pormenor que expressamente neles está inscrito... O facto da fotografia ter sido captada com uma velocidade de obturação muito baixa (1/6 seg.) sem recurso a tripé (isto, apenas, porque não tinha nenhum comigo)!
Pois bem, este foi um teste à capacidade de estabilização de imagem (sistema VC) da nova objectiva com que tenho andado a fotografar. 
Habitualmente, este tipo de objectivas de distância focal "normal" não necessitam de sistemas de estabilização, até porque, mesmo sem esses sistemas, permitem a captura de fotos com nitidez utilizando velocidades de obturação bastante baixas. Mas não tão baixas... A 1/6 seg. seria natural que a foto (sem utilização de tripé ou outro mecanismo de estabilização externo) ficasse "tremida".
Mas, e aqui está o porquê, no caso deste registo em concreto, essa funcionalidade foi uma mais valia. Claro está, que não precisava de ter captado a foto a ISO 50 e a f/16 e que qualquer alteração nesses valores poderia permitir obter uma velocidade de obturação muito mais elevada que os 1/6 seg. 
No entanto, perderia aquilo que queria registar: O arrastamento da água. Com valores de obturação mais "rápidos" a água que corre sob a ponte ficaria "congelada" e a foto menos interessante.
Como diz o provérbio, "Uma imagem vale mil palavras". Portanto, para melhor explicar a diferença, entre um tipo de captura e o outro, cá fica:

Resumindo: Uma funcionalidade (VC) que supostamente não é imprescindível neste tipo de objetivas mas que, neste tipo de situações (entre outras), poderá ser útil!