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Fotografia Equina | Algumas dicas...


Nikon D300 + Tamron SP 90mm f/2.8 Macro Di VC USD
f/5, 1/125 seg., ISO 400, Modo de Exposição "A", Medição Matricial


Um dia destes fui "matar" saudades e recordar um dos temas que mais gosto de fotografar: Cavalos!
Por norma, costumo fotografar este tipo de tema ("retratos" de Cavalos) com objectivas com distâncias focais em torno dos 50mm.
Bom, desta vez, decidi fotografar estes animais com a TAMRON SP 90mm USD VC, uma objectiva específica para macrofotografia mas que consegue, também, excelentes resultados com objectos que se encontrem a distancias mais afastadas do plano focal.


Aproveito a ocasião para transmitir algumas dicas sobre o tema (daquilo que sei e como costumo fotografar este tipo de cenário). 
Um dos cuidados especiais a ter em conta quando se fotografam estes belíssimos animais tem a ver com o problema das diferenças de luminosidade entre as zonas de sombra e as altas luzes. Um dos "truques" para resolver este problema e conseguir melhores resultados consiste em fotografar sempre em dias nublados ou em alturas do dia em que as Boxes estejam cobertas por sombra.

Este é, para este tipo de fotografia de retrato de cavalos, o melhor método para conseguir resultados de iluminação o mais homogéneos possíveis. Também evito o uso do Flash. Este acessório somente deve ser utilizado em condições de Boxes muito pouco iluminadas e deverá reduzir-se a potência do clarão de modo a não provocar o mesmo resultado da iluminação solar directa: Reflexos de luz espelhados no pelo do animal.
A pelagem dos equídeos é sedosa pelo que, em situações de exposição directa à luz solar (e iluminação de Flash mal controlada), reflecte essa luz provocando desagradáveis resultados na imagem final.

Outra particularidade, ainda consequência do que acabo de referir, prende-se com as partes da pelagem branca. Quando fotografámos cavalos com diferentes tonalidades de pelagem, por exemplo castanho avermelhado/branco (colorados), existe uma dificuldade acrescida em equilibrar a exposição. As zonas de pelagem branca tendem a ficar "estouradas" e, por isso, sem leitura. Ficam apenas representadas como "manchas brancas" não se distinguindo qualquer textura. Para evitar isso, deve-se, se necessário, efectuar uma leitura pontual nessas zonas e expôr em consonância. Outra opção (a que por norma utilizo), consiste na medição de todo o cenário (Matricial) e após uma captura de teste visualizar o Histograma e os "highlights" com atenção. Depois, caso seja necessário, compensar a exposição negativamente (-0,3 Ev, -0,7 Ev, ...) Neste tipo de situação, é sempre preferível sub-expôr as fotografias que o contrário!
Também em fase posterior, na edição de imagens, podemos aproveitar e corrigir (até certo ponto) este problema. Contudo, nada como uma captura inicial o mais correcta possível pois esta correcção tem limites e no caso de brancos "estourados" nada há a fazer. Brancos "estourados" significam falta de informação no ficheiro. Portanto, não existe programa de edição milagroso que consiga repor a informação em falta. Pelo contrário, é sempre mais fácil recuperar algumas sombras desde que não representem o preto puro.
No caso das fotografias em apreço, ademais, não existe qualquer inconveniente em que o interior das Boxes fiquem representadas parcialmente como "preto puro" pois é essa mesma a intenção com a finalidade de destacar o animal!

Nikon D300 + Tamron SP 90mm f/2.8 Macro Di VC USD
f/8, 1/60 seg., ISO 200, Modo de Exposição "A", Medição Matricial

Dependendo da distância física a que nos encontrámos em relação ao sujeito a da distância focal da objectiva que estejamos a utilizar, deverão ser escolhidas aberturas de diafragma suficientemente grandes de modo a conseguir desfocar o fundo mas não de forma exagerada. Se utilizarmos, por exemplo, aberturas de diafragma de f/2.8 e estivermos perto da animal, provavelmente o que irá acontecer é que  bem sequer toda a cabeça do cavalo ficará nítida. Hã! Já agora, outro ponto importante: a focagem deve ser sempre efectuada nos olhos! Caso estes não estejam alinhados no mesmo plano focal, no mais próximo. Digo isto porque vamos precisar de aproveitar a distância hiperfocal para que o que antecede esse primeiro olho fique também devidamente nítido, designadamente a parte da boca e das narinas. 

Resumidamente: Com objectivas de distância focal "normal" por volta dos 50mm até aos 90mm (utilizadas em câmaras DX), aberturas entre os f/4 e os f/8 serão as mais ajustadas. Claro que isto não são valores fixos e as aberturas de diafragma deverão, como acima disse, ser conciliadas com a distância física ao sujeito. 


Falada que está a questão da iluminação/exposição, resta apenas tentar efectuar um bom enquadramento (aproximando-nos/afastando-nos ou caso estejamos a fotografar com uma objectiva zoom, escolhendo a distância focal adequada), ser paciente e despertar alguma atenção ao animal de modo a este ficar representado de forma expressiva. Também existem alturas do dia melhores e piores para fotografar... por exemplo, após serem alimentados os equídeos tendem a ficar "meio adormecidos"...

Ainda outro aspeto a ter em atenção: Já que estamos com tempo para fotografar (afinal o animal está preso na Boxe e não sairá dali), tal como numa fotografia de retrato humano efectuada em Estúdio, deveremos ter alguns cuidados estéticos. Esses cuidados passam pela verificação do estado geral da limpeza e pelagem do animal. Remelas, restos de palha... ou outros elementos devem ser limpos antes de iniciarmos as capturas de fotos.   

Além destes cuidados básicos, caso seja necessário e o proprietário do cavalo dê a sua anuência, uma prévia tosquia (por vezes apenas aparar o bigode) vem a calhar!   

Tamron Lens - 90mm Macro | Sample series #3


Nikon D300 + Tamron SP 90mm Macro  + Nikon SB 900
@ f/3.5; 1/60 seg.; ISO 800

Tamron Lens - 150-600mm | Sample series # 1



Nikon D300 + Tamron SP 150-600mm 
@ 150mm; f/5; 1/1000 seg.; ISO 400 



Durante o EuroBirdWatch14 que se realizou no passado dia 4/10/2014 na Pateira de Frossos - Albergaria-a-velha...

Bem sei que a fotografia não retrata o evento mas serve, pelo menos, para demonstrar que as grandes teleobjectivas também fotografam animais grandes!
Embora a Tamron 150-600mm seja uma objectiva vocacionada para a fotografia de pequenos mamíferos ou aves, a sua amplitude focal dá-nos liberdade de fotografar no mínimo da sua distância focal (os 150mm) motivos grandes ou que estejam perto, como foi o caso.
Depois, no outro extremo da distância focal - os 600mm - podemos fotografar motivos bem mais pequenos e tímidos como o caso deste Chapim-rabilongo com cerca de 13 a 15cm (inc. cauda)!
(Fotografia editada - "crop" +50%)




Nikon D300 + Tamron SP 150-600mm 
@ 600mm; f/6.3; 1/600 seg.; ISO 400



Quando saímos para o campo para fotografar aves costumo dizer que "distância focal maior nunca é demais". E este, sim, é um dos temas que certamente sustentará essa afirmação e justificará a aquisição duma destas "Ultra-teleobjectivas"!
Com a técnica e conhecimentos certos, sem dúvida que 600mm são melhores que 300mm para este tipo de fotografia. Isso será bem patente no resultado final!
Captar fotos destas pequenas aves com algum detalhe não é tarefa fácil dado que os passeriformes em estado selvagem não permitem grande aproximação.
Para esta foto (captada durante o EuroBirdwatch na altura em que andei sozinho e verdadeiramente perdido no terreno...) apenas utilizei um monopé e o sistema VC da objectiva activo. Não é verdadeiramente "A foto" do Chapim-rabilongo que gostava mas, em todo o caso, é um registo com algum pormenor que nos permite facilmente reconhecer a espécie.  

Em testes "no terreno" com a Tamron SP 24-70mm 2.8 Di VC USD (...finalmente!)

Suricata (Suricata suricatta)
Nikon D300 + Tamron SP 24-70mm f/2.8 Di VC USD
@ 70mm, f/3.2, 1/250 seg., ISO 200, Modo de Exposição "A", Medição Matricial


Há mais de um mês que me foi cedida pela Robisa (representante da Tamron em Portugal e Espanha) a Tamron 24-70mm f/2.8 VC para testes. Trata-se duma objectiva Zoom "generalista e polivalente" destinada a uma utilização profissional ou a um publico exigente. Dito isto, já se está a ver que não é um objectiva de "Kit" ou de "entrada de gama" e que o seu preço é elevado. Portanto as imagens que capta tem de corresponder às expectativas e ao preço que custa. Aliás, nos testes/fotografias que tenho captado, tenho tentado também estabelecer uma comparação com outra objectiva concorrente: A Nikon 24-70mm 2.8. Uma objectiva, que conheço muito bem e que à partida tem uma desvantagem imediata em relação a esta Tamron - o seu (ainda) mais elevado preço! Cerca de 60% mais! Ou seja, o preço da Tamron situa-se um pouco abaixo dos € 1.000,00 euros e a Nikon custa cerca de € 1.600,00. Por sua vez, a objectiva "equivalente" ou concorrente da Canon, a EF 24-70mm f/2.8 L II USM, custa ainda mais... cerca de € 1.800,00! Quer a 24-70mm 2.8 da Canon, quer a da Nikon não possuem sistema de estabilização de imagem. Esta Tamron possui.
Bom, neste tipo de objectivas (dadas as distâncias focais e abertura máxima que tem) não é imprescindível este sistema. Contudo, aquando da utilização da máxima distância focal (os 70mm) em certas condições de luz pode até dar "jeito". Basta reparar nas velocidades de obturação das fotos apresentadas que foram todas captadas a punho com o sistema de estabilização (VC) ligado. 
Portanto, uma vez que as características são idênticas e o preço da Tamron (que acrescenta ainda o sistema de estabilização) é extremamente competitivo, interessa saber se existe também alguma diferença significativa no que diz respeito à qualidade de construção e óptica. Acerca deste assunto, claro está que oportunamente farei os devidos comparativos com testes em ambiente controlado de estúdio. No entanto, pessoalmente, considero igualmente importantes os testes "no terreno" numa utilização real.
As imagens que hoje divulgo (editadas) são alguns dos exemplos que vou captando para determinar (em utilização) o comportamento das objectivas, como por exemplo: velocidade e rigor de focagem; bokeh; cor; resistência ao reflexos; qualidade de construção (folgas, precisão,...) etc..
Uma vez que estão "editadas" de pouco servem para aferir da qualidade da dita objectiva mas, para variar as fotos de testes, de vez em quando, aproveito para ilustrar um ou outro "post" com fotografias que por um ou outro motivo me agradaram...


Cão-da-pradaria (Cynomys ludovicianus)
Nikon D300 + Tamron SP 24-70mm f/2.8 Di VC USD 
@ 70mm, f/5, 1/50 seg., ISO 200, Modo de Exposição "A", Medição Matricial


Este tipo de objectivas zoom, com distâncias focais de utilização mais comum, são excelentes para aquelas situações em que precisamos de fotografar temas variados. Apesar da Tamron 24-70mm ser uma objectiva "Full-frame" (para câmaras com sensor de formato FX) pode perfeitamente ser utilizada em câmaras DX. Nesse caso, os 24-70mm "traduzem-se" ou correspondem a 36-105mm nas câmaras DX da Nikon (...e a aproximadamente 38-112mm nas câmaras DX da Canon).
Portanto, distâncias focais essas adequadas a uma série de aplicações genéricas.


Águia-das-estepes (Aquila nipalensis)
Nikon D300 + Tamron SP 24-70mm f/2.8 Di VC USD
@ 70mm, f/2.8, 1/60 seg., ISO 200, Modo de Exposição "A", Medição pontual


Desde uma utilização descontraída, como a dum fim-de-semana ou férias, a uma utilização “mais séria” como, por exemplo, fotografia de retrato ou comercial estas 24-70mm com a sua abertura máxima de f/2.8 são as objectivas ideais. Acabam, assim, por ser um alternativa confortável e económica sem, todavia, prescindir da qualidade às objectivas” prime” pela versatilidade e polivalência que oferecem.
Neste caso, o que está em causa é a Tamron 24-70mm... Para já ficam só exemplos de imagens capatadas com esta objectiva! Daqui a algum tempo espero publicar um artigo de opinião devidamente fundamentado sobre a mesma!

Como a fotografia nos pode ajudar a estar em boa forma física!


Nikon D2x + Nikkor 300mm f/2.8 (s/tripé)
(@ f/2.8, 1/80 seg., ISO 100, medição matricial)


Sim! É verdade!
... é só uma questão de fazer contas:
Nikon D2x = 1.250g
Nikkor 300mm f/2.8 = 2.500g
Total = 3.750g

Um conjunto de peso! Mas, além de se poupar dinheiro no ginásio a fazer musculação com halteres, este conjunto, nomeadamente a Nikkor 300mm @ f/2.8, continua a produzir imagens com um recorte e "bokeh" impares!
Pena é que só dá para captar fotografias durante uns 15 ou 20 minutos.... Depois disso ficamos sujeitos a sofrer uma distensão muscular :)!
Desporto "à parte", cá fica mais uma recente fotografia destes belos animais! Um tema de que nunca me canso...