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Porque é que as minhas fotos não ficam nítidas nem bem focadas?!



Porque é que as minhas fotos não ficam bem focadas?!
- Será por uma questão de técnica?
- Será um problema relacionado com a objectiva?
- Será algum problema de configurações ou da câmara?

Pois bem, estas serão certamente as perguntas mais óbvias e lógcas de se colocarem perante resultados idênticos aos obtidos no exemplo ao lado!
E se a causa não se dever a nada disso mas sim a algo bem mais simples???

Pois é! Esta dúvida foi-me colocada há alguns dias por um amigo que recentemente adquiriu uma Canon 550d com as objectivas de Kit -  18-55mm e 75-300mm. Depois de captar duas ou três fotos, rapidamente determinei o "problema"...
Como é "normal", a maior parte dos consumidores, aquando da aquisição duma câmara SLR-D, tende a proteger o investimento que fez... A primeira decisão? Comprar filtros para proteger a frente das objectivas!
Até aqui nada de errado. Não sou de todo contra este tipo de filtros do tipo Skylight ou UV, etc... No entanto, quando utilizados em conjunto com a maioria das actuais câmaras SLR-D convém, de antemão, saber que nada mais fazem do que proteger a frente da objectiva de sujidade, gordura, poeiras,...  Esta é a parte positiva. Ou seja, se nada mais fizessem já cumpriam o seu "dever" ou finalidade! É com esse intuito que a maior parte dos utilizadores os compra, não é?! O pior é quando esse "investimento" acaba por prejudicar, de maneira notória, a qualidade da imagem final das nossas fotografias!

O fenómeno demonstrado nas fotografias é fruto de duas diferentes capturas com a Canon 550d e a objectiva de "Kit" 75-300mm @ 300mm, f/5.6, 1/1250 seg., ISO 1600. Ambas foram efectuadas em idênticas condições e mantendo todos os parâmetros da câmara iguais.
A única diferença: Uma das fotos foi captada com um filtro HAMA SKY- C de 58mm montado na frente da objectiva e a outra foi captada sem qualquer filtro!
O problema dos filtros em causa (cujo custo, por unidade, ronda os €15,00) não se reporta directamente à focagem mas sim à afectação da nitidez! A câmara adquire da mesma maneira a focagem mas, com a utilização destes filtros da HAMA (...ou pelo menos duma determinada série deles), a resolução da imagem fica prejudicada por falta de recorte e introdução de aberrações na imagem.
O problema relatado é, decididamente, mais notório com a utilização dos filtros em teleobjectivas do que em objectivas de menores distâncias focais. No entanto, quer com umas, quer com outras, a qualidade da imagem fica prejudicada!
Embora tenha testado dois destes filtros e tenha obtido idênticos (maus) resultados com ambos, não posso generalizar o problema... Tal facto poderá ficar a dever-se a uma "anomalia" de produção dum determinado lote. Como ambos foram comprados na mesma altura e no mesmo local não é possível, assim, excluir essa possibilidade...
Acerca deste tema - "Filtros Protectores" - aproveito para relembrar um "velho" artigo onde podem esclarecer mais algumas dúvidas e que pode ser visto aqui » (abre em novo link).

Filtros ND baratos: valem a pena? Ou valem somente o que custam?



Ao observar as imagens a resposta parece ser bastante óbvia! No entanto...
Certo dia decidi, por experiência, comprar um Filtro de Densidade Neutra, comummente conhecidos por ND (Neutral Density), dos mais baratos que encontrasse. A ideia era a de verificar até que ponto um daqueles filtros baratos (sem sequer qualquer marca) cumpriria a finalidade a que se destinam.
No fundo, a única coisa que um Filtro de Densidade Neutra tem de fazer é reduzir a quantidade de luz que chega ao sensor da câmara, não?
No caso dos ND 8, essa redução é equivalente a cerca de 3 f/stop.
Requisitos para que possa ser considerado um bom filtro: A meu ver, só três!
Primeiro, que não degrade a qualidade de imagem no que concerne ao recorte/definição. O segundo, que reduza todas as cores de forma uniforme. Por último, que não altere, por consequência, o equilíbrio tonal da fotografia.

Primeiro teste: Tabela de gráficos…
Contrariamente ao que esperava… passou!
A imagem não se mostrou muito afectada, em termos de definição, com o uso deste barato filtro ND 8!
Abaixo podem ver (em generoso crop) o resultado do teste:

 Mova o cursor sobre a imagem para ver as diferenças... (caso não consiga visualizar clique aqui)

Até aqui tudo bem…

Agora… o motivo porque sempre digo que os testes a equipamento fotográfico, quer sejam a objectivas, câmaras, filtros, etc., se devem, também, fazer no terreno…
É que quanto ao segundo e terceiro requisito, facilmente se verifica que o filtro que comprei é uma completa desgraça...!!!
No entanto, como sou um teimoso e mesmo assim não me quis dar por derrotado decidi verificar se poderíamos recuperar em pós-produção os maus resultados... Quanto a isso nada melhor que cada um, com o seu grau de exigência, avaliar por si só as imagens seguintes....
(Clique p/aumentar)


O que posso referir é que o filtro em causa custou, se bem me recordo, qualquer coisa próxima duma dúzia de euros...
Posso também garantir que sem um destes filtros ou em alternativa (não reduzindo de igual maneira a luz) um filtro polarizador não seria possível captar uma foto com exposição suficientemente lenta que suavizasse a água.
Posso, por último, referir também que sem editar a foto não obteríamos resultados minimamente satisfatórios. Por isso, a passagem (obrigatória) por um programa de edição e algum dispêndio de tempo nas várias "voltas" necessárias para recuperar a informação são os "remédios" para "safar" as fotografias!
Afinal faltou responder... vale ou não a pena poupar dinheiro neste tipo de filtros?
Pessoalmente acho que não. Nada como uma captura onde conste, logo à partida, a informação de cor, tons, etc., correcta!

FILTROS PROTECTORES – UV, SKYLIGHT, HAZE, NC – Usar ou não usar? Eis a questão!



Nikon NC / B+W UV-Haze 1x / B+W KR-1,5 Skylight 1,1x


A questão do uso de filtros com a simples finalidade de protecção das ópticas das objectivas é certamente uma das questões mais polémicas e que constitui um dilema para muitos fotógrafos.
A dúvida existencial subjacente a esse dilema é o facto de saber até que ponto estes filtros degradam a qualidade da imagem. Provavelmente, depois de ler este artigo, vai chegar à conclusão que tudo depende e é puramente uma questão de escolha pessoal!
Todos sabemos que existem filtros de vários tamanhos e preços podendo os mais baratos custar pouco mais de meia dúzia de euros e os mais caros quase uma centena de euros.
Pois bem, esses preços variam por algum motivo mais além, claro, da questão de se pagar o nome da marca sob que são comercializados. Nem todos são construídos da mesma maneira nem com os mesmos revestimentos e materiais.
Portanto, se quisermos colocar um filtro protector nas nossas objectivas é por aqui que devemos começar a escolher. Não quer isto dizer que “caro” seja sinónimo de bom, mas devemos ter sempre presente que um bom filtro seguramente será caro! Por outro lado não devemos esquecer que por melhor que seja o filtro estamos a acrescentar mais um elemento à frente da nossa objectiva, bem assim como um espaço com ar pelo que a qualidade da imagem nunca poderá ser igual!
Mas, mesmo assim, usando um bom filtro, provavelmente pela simples observação do resultado final a “olho nu” nem sequer dará para nos apercebermos das diferenças.
Pessoalmente gosto e uso os da B+W e da Nikon, mas há outras opções de idêntica qualidade.
Claro que temos que adequar o filtro que compramos à objectiva onde o vamos usar. Isto é, se possuímos uma objectiva de bom recorte e nitidez (também caras pelo motivo de usarem boas ópticas) e se queremos usar um filtro protector devemos escolher um que não degrade essa qualidade de imagem. Por outro lado, se temos uma objectiva de menor recorte e nitidez, não é por lhe colocarmos um excelente filtro que essas características se alteram e, por isso, talvez se possa investir num mais económico.
Mas se é certo que estes filtros não melhoram a qualidade da imagem e se, na melhor das hipóteses, somente não a pioram, então porquê usá-los?
Basicamente por uma questão de protecção do elemento óptico frontal das objectivas. Vamos aqui esquecer o outro dilema existente à volta do uso dos filtros e que se refere à protecção das ópticas em caso de queda. Essa, sinceramente, acho que é uma discussão inútil, pois as quedas nunca são iguais e se numas o filtro pode ajudar a proteger noutras, em caso de se partir, pode acontecer o contrário e ser o próprio filtro a riscar a objectiva… de qualquer maneira, como isso já não decorre duma utilização normal e se calhar numa queda um risco na lente pode ser o mal menor, vamos esquecer esta questão.
O facto de serem UV ou Skylight – específicos para reduzir os raios ultra violetas (a diferentes altitudes) - ou NC (neutral color) pouca relevância tem se estivermos a usar câmaras digitais uma vez que os sensores já possuem protecção contra os raios de UV sendo, por isso, bastante insensíveis aos mesmos (evitando o tom demasiado azulado nas fotografias). Basicamente este tipo de filtros, quando usados em câmaras digitais só serve de protecção para as lentes. Qualquer um deles pode ser usado com esta finalidade por dois motivos: Primeiro porque não “cortam” a passagem nem diminuem a quantidade de luz que atinge o sensor, ou seja, não existe qualquer perda de f/stops. Em segundo porque não alteram as cores. Caso contrário ao que acontece, por exemplo, com o uso de filtros polarizadores.
Em relação aos filtros apresentados na imagem do topo deste artigo existem algumas diferenças entre eles. Apesar de todos poderem ser usados como filtros protectores nem todos são neutros. O mais neutro é o Nikon NC (à esquerda na imagem) segue-se o B+W UV-Haze (ao centro) e por ultimo o B+W Skylight 1,1x (à direita) que já introduz um pouco de tons amarelados à imagem apesar de não reduzir a quantidade de luz que por ele passa (aliás esse facto, se observada com atenção a fotografia, é visível!). Na realidade, destes três tipos de filtros só o Nikon NC (Neutral Color) é que deveria chamar-se verdadeiramente filtro protector pois nada mais faz além de proteger as ópticas das objectivas!
Pessoalmente nem sempre uso filtros de protecção, mas há situações em que não os dispenso. Tudo depende do que vamos fotografar e acima de tudo onde! Por exemplo, se for fotografar um rali de automóveis ou uma prova de saltos de equitação, sítios onde existe imensa poeira espalhada pelo ar, não os dispenso. Basicamente pela posterior facilidade de limpeza!Rapidamente se chega também à conclusão que é mais fácil limpar as poeiras num filtro que no elemento óptico frontal da objectiva. Mais, se ao limpar as poeiras riscarmos um filtro, facilmente o pudemos substituir enquanto que se for a óptica provavelmente vamos ficar com ela assim mesmo pois é muito mais onerosa a sua substituição.

Regressando aos filtros…
  • Vantagens: Protecção do elemento óptico frontal das objectivas, maior facilidade de limpeza
  • Desvantagens: maior probabilidade de reflexos e fantasmas; diminuição do recorte e contraste
Situações em que não podem de todo ser usados: Fotografia nocturna, à lua, nascer ou pôr-do-sol.No caso de se usarem filtros polarizadores devemos retirar o que serve de protecção, seja UV, Skylight, NC, e substitui-lo somente pelo polarizador. Deste modo não estamos a acrescentar mais uma camada de espaço com ar e outro elemento de vidro à frente da objectiva com o correspondente e inevitável aumento de perda do nível de nitidez.

Filtros Polarizadores

Nikon D200 + Nikkor 28-70mm f/2.8 ED-IF AF-S + C-PL. BW
(@ 52mm; f/6.3; 1/350 seg., ISO 200; -1 Ev)


Vacariça, Refóios do Lima
(N 41.819079º - W 8.563284º)

A uma altitude de cerca de 500/600m o Lugar da Vacariça (Ponte de Lima) mantém uma ruralidade nostálgica.
Há realmente sítios que nunca conheceríamos caso não fossemos, por vezes, à deriva ou sem destino predefinido.
Pois bem, o Lugar de Refóios (Ponte de Lima) provavelmente será um deles.
As vistas, lá do cimo (Vacariça), são deveras interessantes.
A subida é bastante acentuada (por vezes tive que usar a 2º e 1ª velocidade do Jeep) mas vale a pena!Para esta fotografia não usei tripé, e como a intensidade luminosa sobre os rochedos era grande usei uma abertura de f/6.3 compensando a exposição em -1 Ev de maneira a conseguir uma maior saturação de cores.

Bom, mas aproveitando a altura… vamos ao que interessa. Falando de filtros polarizadores…
Claro que para conseguir a saturação e intensidade de cores da fotografia contribuiu, também, o Filtro Polarizador Circular da BW (C-PL. MRC).
Os filtros polarizadores são, essencialmente, conhecidos por intensificar o azul do céu mas fazem bem mais que somente isso.
Também servem para remover reflexos sobre superfícies não metálicas, como por exemplo vidros ou água, remover névoa/bruma e intensificar de maneira geral a saturação de cor.
Claro que o seu uso não se traduz só em vantagens. O primeiro aspecto negativo é a perda de luminosidade que é tanto maior quanto mais intensidade de efeito pretendermos (cerca de 1,5 a 2 f/stop). Outro aspecto importante a ter em conta, principalmente para os mais “fanáticos” pela qualidade de recorte ou definição da imagem, é que, de facto, este tipo de filtros degrada a qualidade final da imagem. Obviamente que são filtros para usar sobretudo em fotografia de paisagem e a criar efeitos mais intensos designadamente em termos de contraste.
Possuo quatro destes filtros: um BW (MRC Circular) de 77mm; um Nikon (Linear) de 52mm; um Hoya de 62mm (Circular) e outro Hoya de 58mm (Linear).
TODOS eles degradam a qualidade da imagem em termos de recorte! Claro que não é notório nos exemplos desta mensagem mas quando me esqueço que tenho um deles colocado e fotografo, por exemplo, uma pessoa rapidamente ao visualizar a fotografia, mesmo no visor da câmara, o descubro.
Quanto a opiniões acerca de marcas, sem dúvida que, quer os BW, quer os Nikon, levam vantagem sobre os Hoya. Resta dizer que é com os Hoya que se conseguem efeitos mais intensos (até em exagero) mas é também com estes que a qualidade final é pior. Não testei ainda nenhum Hoya Pro MC. Por isso a opinião é acerca do que possuo, ou seja, dos “normais” que em termos de preço são bastante mais acessíveis que os Nikon ou os BW de gama superior.

 Mova o cursor sobre a imagem para alternar entre o máximo e mínimo efeito. (caso não consiga visualizar clique aqui)  

Imagem acima:
Foz do Rio Arda.
Mais um exemplo da possível utilização dos filtros polarizadores - Avivar a coloração retirando reflexos em vegetação.

Quanto aos tipos de filtros… diferenças entre C-PL/Cir.PL/Circular Polarizer ou Linear Polarizer… somente uma. Os filtros lineares destinam-se ao uso com objectivas de foco manual (por interferirem na capacidade de AF das câmaras) enquanto que os circulares não interferem com o Auto-focus das câmaras. Existe também a ideia que os filtros Lineares interferem com o sistema de medição de luz das câmaras (TTL) algo que, pelo menos quanto ao Nikon que mencionei, não se passa e a medição continua a ser correcta.
De qualquer modo hoje em dia penso que só se vendem os Circulares ou, pelo menos, estes são decididamente os aconselháveis às D-SLR.
Revestimentos… revestimento de uma camada (single coated), multi revestimento (MC); revestimento multi resistente (MRC); super multi revestimento… há para todos os gostos e … preços! Claro que, supostamente, os melhores serão os de vários revestimentos e resistentes às limpezas e ao tempo (os BW -MRC possuem um isolamento e são estanque à entrada de água entre os dois vidros).
Existem também filtros polarizadores, ainda que menos vulgares, chamados de aquecimento “warm-PL” que além dos efeitos acima referidos adicionam uma tonalidade “quente” ao resultado final. Isto tem uma explicação lógica – é que os filtros polarizadores tendem a “arrefecer” as cores (dada a predominância da introdução de tons azuis) daí que também há quem coloque, em certas situações, além do filtro PL, um outro filtro de aquecimento.
Facilidade de uso… dos que experimentei, os da BW são os mais práticos de enroscar e desenroscar. Isto é particularmente importante se tivermos em atenção que quando queremos retirar o filtro, o primeiro anel do mesmo roda sobre o segundo que aperta à frente da objectiva e se ficar muito preso perdemos uma série de tempo até conseguir retira-lo. Em último caso, aqui fica um truque, que não fui eu que descobri, mas já me deu jeito. Se o filtro custar a sair colocamos a objectiva de frente contra uma superfície de borracha ou outra que trave o anel exterior e de seguida, pressionando contra essa superfície rodamos a objectiva e vão ver que sai. Também penso que é por este motivo que os filtros da BW têm a rosca num material tipo cobre que não oxida e não se “prende” à objectiva.
Uma curiosidade acerca dos filtros polarizadores da BW é o facto de, quando observados frontalmente à luz, parecerem ter pequenos defeitos no vidro (tipo enrugado ou deformado). É normal! É um artefacto que a marca introduz para produzir uma reflexão ondulada. Tal não é transmitido para a lente.

Como usar… depende! Se quisermos o efeito máximo devemos virar a objectiva a cerca de 90º em relação ao sol. Dito isto, a intensidade do efeito é também “doseada” à medida que rodamos um vidro sobre o outro e aumentamos a quantidade de luz polarizada que passa através dele. A 180º, com o sol pelas nossas costas, a polarização é praticamente inexistente.

Princípio de funcionamento dos Filtros Polarizadores:
(Para melhor compreensão fiz o esquema acima que, não tendo o melhor grafismo, penso que dá para perceber o princípio…)

Cuidados a ter… se estivermos a usar uma objectiva gande-angular, em conjunto com um polarizador de espessura “normal” deve ter-se cuidado para evitar vinhetagem. Quanto mais intensidade de efeito for usado maior será a probabilidade da mesma aparecer. Esse fenómeno pode ser diminuído com os filtros polarizadores de espessura mais fina vulgarmente designados por “slim” ou “thin”. Contudo estes são mais caros que os primeiros. Se a objectiva com que se pretende usar filtros polarizadores for de diâmetro inferior a 77mm talvez “valha a pena” comprar um “normal” de 77mm e usar um adaptador ao diâmetro da rosca da objectiva em que o vamos usar. Ou seja, pode compensar mais comprar um filtro de 77mm em vez de um de, por exemplo, 55mm e usar um redutor de 77mm para os 55mm em vez de comprar um fino desta última medida. O de 77mm certamente poderá ser usado com/ou sem outros redutores noutras objectivas! Outro cuidado a ter, quando usados com grandes-angulares (abaixo dos 28mm em FX), é evitar o seu uso no máximo efeito porque a fotografia vai parecer pouco natural e vai provavelmente notar-se uma certa gradação na cor azul do céu… mas cada caso é um caso, por isso vale sempre a pena pelo menos experimentar!

Alguns exemplos de uso de filtros polarizadores em baixo:

        
       Sem Polarizador                                                                       Com BW C-PL MRC
(ambas as fotografias acima sem qualquer compensação de exposição. De reparar na sombra provocada pelo pequeno desnível de terreno, do lado direito da fotografia, donde se constata que o sol se encontrava lateralmente, à esquerda a cerca dos tais 90º. Existe porém uma variação de colorido entre as duas fotos que não deriva somente do uso do filtro polarizador mas também da diferença de luz pela passagem de uma pequena nuvem no caso da fotografia da esquerda estando, por isso, o efeito um pouco “falseado”)

                   
                                           BW C-PL quase no seu efeito máximo                                    Exemplo sobre água
(No caso da fotografia da Igreja de Refóios, reparem na sombra do Pelourinho. Para obter o máximo efeito a fotografia deveria ter sido captada a partir duma localização um pouco mais à esquerda – 90º em relação à posição do sol. Quanto ao exemplo da água, com o uso do filtro polarizador foi possível focar e captar o lírio amarelo reflectido na água graças á isenção de reflexos)



Uma outra situação em que a utilização de filtros polarizadores se traduz numa melhoria em termos de resultados da imagem final é o caso da fotografia aérea na qual é usual, dada a distância entre o avião e a superfície da terra, a existência de névoa e que, deste modo, fica minimizada.

Ao lado:
Fotografia Aérea da Barra de Aveiro
captada a bordo dum Cessna 152 II