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Os tons do Outono no Gerês (no Inverno...!)


Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
(@ 30mm, 1/80 seg., f/5 (-0.7EV); ISO 100)

Existem vários locais em Portugal onde gosto de fotografar. 
O Gerês é um desses lugares e contemplado com, pelo menos, uma ou duas visitas anuais: por norma, na Primavera e no Outono. Aqui, como noutros locais, o Inverno (a menos que haja neve...) e o Verão não são, a meu ver, as melhores alturas para retratar este tipo de paisagem pelo que prefiro as estações (cada vez menos notórias) de transição. 
Este é um dos "spots" repetentes! Na Primavera, pela frescura da vegetação. No outono pela queda das folhas. Em ambas as estações o elemento comum que destaca este local são as cores.
Nesta visita, em meados de novembro, infelizmente, não pude contar com a frescura usual para a época devido à pouca chuva que tinha caído até então. Como tal, não existiam quedas de água para fotografar.
Ficamos, assim, com os tons do Outono no Inverno!  

Trás-os-Montes e Alto Douro Vinhateiro | As paisagens - Murça a Vila Flor


Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD + Nikon D800
@ 28mm; f/14; 1/80 seg.; ISO 100; Exp. Manual


Na esperança de poder ver e fotografar o bonito cenário dos montes cobertos pelo manto branco das amendoeiras em flor, lá parti, este fim de semana, rumo à simpática região de Trás-os-Montes. Cedo demais... apesar do bom tempo que se tem feito sentir nos últimos dias, as amendoeiras ainda não floriram, por completo... penso que a altura mais oportuna será daqui a uma ou duas semanas...




Tamron SP 90mm f/2.8 Di VC USD + Nikon D800 
@ f/18; 1/60 seg.; ISO 100; Exp. Manual



No entanto, já que o equipamento seguia na mala do jeep, lá se foram fazendo umas paragens, ora aqui, ora ali, para captar umas fotografias.
Desde o serpentear das vinhas através dos socalcos, a alternados planaltos geometricamente revestidos de oliveiras ou amendoeiras, há sempre um ou outro ponto fotograficamente apelativo neste trajeto que ladeia entre Murça a Vila Flor!  
Desta vez, contrariamente à última em que visitei esta zona, havia sol e céu azul! Isso permite captar as cores do local retratando-as com o respetivo contraste e saturação.   
Esta é uma das poucas alturas em que fotografo fora de Estúdio com a Nikon D800 e com a Tamron SP 15-30mm. Conjugando a sua grande amplitude angular e o facto de ser uma objectiva FX (Full frame) tornam-na a objetiva ideal para captar cenários tão amplos e vastos como os que encontramos para estes lugares.
No entanto, por vezes, o grande ângulo de cobertura da 15-30mm é excessivo e temos, por isso, de recorrer a objetivas doutras distâncias focais menos amplas... isso é o caso, por exemplo, da fotografia acima em que não havia interesse em captar a zona envolvente às pequenas árvores de modo a relevar apenas essa parte do cenário.



Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD + Nikon D800
@ 30mm; f/14; 1/80 seg.; ISO 100; Exp. Manual


Com o sol a brilhar, vistas ao longe, as serras com os seus tons dourados da terra acabada de revolver destacam-se da demais paisagem. Depois, uma pequena nuvem que passa, acaba por fazer o resto do trabalho e colocar parcialmente em relevo certas partes em contraste com as restantes... mas isso é... quando acontece!  

Pelo Douro Vinhateiro num dos últimos dias de Inverno deste ano




Tradicional paisagem que pode ser observada a partir do centro do Peso da Régua
Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
@ 30mm, f/7.1, 1/250seg., ISO 100 


Um destes fins de semana arranquei com direcção a uma das mais belas regiões do nosso País: O Douro Vinhateiro.
Praticamente durante todo o ano esta região é próspera em abundância de locais que apelam à fotografia de paisagem.
Tendo como ponto alto (turisticamente e fotograficamente) o verão, designadamente a altura das vindimas, com toda a agitação e cores que as caracterizam, a região não deixa, porém, de ser atrativa durante outras alturas do ano.




Margens entre o Peso da Régua e o Pinhão
Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
@ 15mm, f/8, 1/200seg., ISO 100




Considerada Património Universal, a região do Douro incentiva a um calmo passeio e a frequentes paragens para aqueles que gostam de fotografar. Ao logo da subida do rio em direção ao Douro Internacional a paisagem vai-se modificando. Quase que a cada curva surge um novo ponto de interesse! 
Apenas por curiosidade, cá ficam umas fotos ilustrativas. Infelizmente, as fotografias não fazem "jus" à paisagem pois foram captadas num daqueles dias em que a luz natural não era de todo a ideal... Este tipo de luz, típica dos dias encoberto e "cinzentões" é a que menos gosto para fotografar paisagens. Não ficámos com aqueles céus azuis, as cores são amorfas e pouco vibrantes... mas, como ainda não podemos controlar a meteorologia, lá temos de aproveitar o dia da melhor maneira. Pelo menos dá sempre para uns registos!




Do peso da Régua subindo os montes pelo interior em direcção a Armamar
Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
@ 15mm, f/9, 1/125seg., ISO 100

Abaixo dos 0º ! Fotografar a neve na Serra da Estrela



Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
(@ 24mm, 1/160 seg., f/10 (+0.3EV); ISO 100)


Como todos sabem, este Blog, além do lado formativo ou pedagógico, que eventualmente possa ter, contempla e relata também experiências e vivências pessoais relacionadas com a fotografia. Exemplo disso, cá ficam as (poucas) imagens que consegui captar na minha última ida à nossa magnífica Serra da Estrela... em dia de Nevão!
As imagens foram captadas durante um período de "tréguas" entre nevões...
Pouco tempo depois, já na Torre (ponto mais alto de Portugal Continental a 2000m de altitude - com acesso, naquele dia, exclusivamente aberto a veículos 4x4), infelizmente a visita teve de ser muito breve. Nevava com tal abundância e o nevoeiro era tão denso que  não valia sequer o trabalho de tirar o equipamento do Jeep! Aliás, após aviso do Grupo de Montanha da GNR houve que "bater em retirada" com uma rápida fuga do forte nevão que se abateu sobre o maciço central e que em pouco minutos cobriu completamente a estrada! 
(atrevo-me a deixar um conselho que me veio, bem a propósito, à memória: por mais apaixonante que seja o motivo ou cenário que estejamos a fotografar nunca devemos arriscar e desrespeitar ou descurar as questões de segurança!)

As paisagens com neve são um excelente motivo fotográfico. Todavia, existe um problema ao fotografar este tipo de paisagem... Dado o forte brilho que emana da cor branca da neve, as fotos tendem a ficar sub-expostas e a neve retratada com uma tonalidade acinzentada... Isso acontece porque os fotómetros das nossas câmaras fotográficas efetuam uma leitura da luz reflectida e são "enganadas" pelo forte brilho e reflexão da cor branca da neve.
Assim, cá fica um dica para fotografar cenários predominantemente cobertos com neve e contrariar esse problema: Sobre-expor ligeiramente a exposição (compensando-a em +0,3... a +0,7 EV's). Desse modo a neve será retratada com uma cor mais correta.
(as fotografias captadas em RAW facilmente se corrigem em posterior edição. Esse é um dos motivos pelo que é aconselhável, nestas circunstâncias, utilizar aquele tipo de ficheiro para guardar as capturas)



EQUIPAMENTO (algumas dicas):

Baterias

As baterias são o elemento que mais facilmente nos pode deixar ficar mal quando fotografámos em temperaturas baixas. Na verdade, a duração/capacidade das baterias das câmaras é substancialmente reduzida pelas temperaturas negativas. Um truque - levar uma bateria de reserva num bolso que fique em contacto com o nosso corpo ajudará a manter a bateria a uma temperatura mais elevada que a ambiente e, consequentemente, prolongará a duração/número de exposições com a mesma carga.

Transporte

Durante o transporte a pé, proteger a parte frontal das objectivas virando-as com a frente para o chão. Por exemplo, as ultra grande angulares, como é o caso da Tamron 15-30mm (com que foram captadas as fotos), têm um elemento óptico frontal de grande diâmetro e qualquer sujidade, gotículas ou neve facilmente afetaram as imagens produzidas.

Durante a Sessão

Qualquer câmara atual facilmente suporta fotografar em condições de temperaturas abaixo dos 0º. Contudo, há que ter alguns cuidados entre a transição de ambientes... Após utilizar a câmara devemos guardá-la no saco embrulhada num pano e deixar que a transição entre frio e quente seja o mais natural possível. Uma mudança rápida produzirá condenação!

Armazenamento

Depois, em casa, devemos deixar todo o equipamento utilizado a arejar numa divisão seca: Sacos, objectivas, câmaras... Para que o processo seja mais eficaz, devem ser retiradas as tampas das objectivas, retirados os cartões de memória das câmaras e deixadas abertas as respectivas ranhuras e os sacos devem, também, secar abertos ao ar. 




Sendo certo que não devemos ser obsessivos quanto à proteção do equipamento, atendendo ao preço que custa há, pelo menos, que tentar mantê-lo 100% operacional! Portanto, algum cuidado com a sua manutenção, além da vantagem de continuar a proporcionar um funcionamento correto fará, certamente, poupar algum dinheiro nas intervenções necessárias para que o equipamento consiga continuar a captar fotografias em boas condições!    



Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
(@ 30mm, 1/30 seg., f/10 (+0.3EV); ISO 100)




Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
(@ 20mm, 1/160 seg., f/10 (+0.3EV); ISO 100)




Nikon D800 + Tamron SP 15-30mm f/2.8 Di VC USD
(@ 20mm, 1/200 seg., f/10 (+0.3EV); ISO 100)

Tamron Lens - 10-24mm | Sample series #6



E voltámos às fotografias!
Um dos elementos essenciais da fotografia é a luz. Por vezes temos "má luz" e por vezes temos a sorte de ter boa luz! Por vezes esperámos horas pela luz certa e por vezes, sem contar, lá está a luz ideal! 
Quando isso acontece, locais que usualmente não nos suscitam grande interesse, acabam por ganhar outra envolvência e se transformar em "fotogénicos" cenários.
Esta foi uma das fotografias em que isso aconteceu e por sorte tinha comigo uma ultra-grande-angular que permitiu captar todo o cenário numa única exposição! 

EXIF:
Nikon D300 c/TAMRON SP 10-24mm f/3.5-4.5 Di II

@ 24mm, f/5, 1/160 seg., ISO 200