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Problema de falha no LCD da Nikon!












Já por algumas vezes me chegaram rumores de problemas relacionados com uma avaria ou mal-função no ecrã LCD traseiro de câmaras Nikon.
Todavia, apesar de ter já usado variadas câmaras SLR-D (Nikon, Canon, etc.), nunca tinha pessoalmente passado por essa experiência… até hoje….
Um dos motivos porque escrevo este “Post” é tão-somente partilhar a experiencia com vocês e descansá-los (na eventualidade de vos acontecer situação idêntica…) pois a “avaria” não é, em certos casos, permanente….



P
ois bem…
Domingo, dia de sol, teleobjectiva 500mm Russa para testar e lá fui eu para o “campo” captar mais umas fotos… Levei uma Nikon D300 e, claro, levei ainda um robusto tripé, cabo disparador, …
Ok! Adiante…
Tudo corria bem. Assentei “praça” e montei o tripé num local com ervas e terra húmida, liguei o cabo disparador à Nikon D300, acoplei a LZOS 500mm…
(neste momento, certamente que estarão a pensar “mas para que raio interessa esta descrição?!”… mais à frente ficarão a perceber porque é importante…)

Continuando…
Estava, então, no dito local há cerca de 15 ou 20 minutos, tinha captado apenas uma meia-dúzia de fotos, quando, sem mais, ao tentar rever a última foto que acabara de captar, o LCD traseiro da Nikon D300 se recusava a mostrar qualquer imagem! Parecia ter “morrido” de vez! Todas as restantes funções da câmara funcionavam perfeitamente mas qualquer visualização que se tentasse através do LCD não era possível! Ou seja, não se podiam rever as imagens, não se podia aceder à visualização dos itens do Menu e o sistema "Info" de informações relativas à exposição via LCD também não funcionava!

Então o que fazer?!
Segundo parece, existem variadíssimas razões pelas quais este “fenómeno” pode acontecer… Desde falta de contacto nas ligações do cartão de memória, problema de contactos da bateria, …

 Cá fica uma série de “operações” que, por razões lógicas, tentei para sanar o problema: 

  1. Desligar a câmara
  2. Retirar o cabo disparador
  3. Retirar o cartão de memória
  4. Retirar a bateria
  5. Voltar a colocar a bateria
  6. Colocar de novo o cartão de memória
  7. Ligar a câmara
 Existem ainda outras operações que se podem (devem) tentar se o acima descrito não resultar: 

  1. Formatar o cartão de memória na câmara (isto pode ser relevante se utilizam o cartão noutras câmaras ou guardam ficheiros doutros equipamentos nele…)
  2. Actualizar a versão de firmware da câmara (caso não esteja actualizada)
  3. Retirar a objectiva e substituir por outra (no meu caso não foi necessário uma vez que a 500mm que estava a utilizar não tem quaisquer contactos eléctricos)
Resultou?! No meu caso, não!

Finda esta fase, os mais enervados e impacientes certamente que estarão já a pensar em usar a câmara como arma de arremesso…
Não, não façam isso… ainda. Lembram-se, mais acima, de ter nomeado as condições em que estava a captar as fotos? “…ervas e terra húmida…”?
Pois bem, pode ser esse um dos factores responsáveis pela “avaria”…!

Continuando o relato…  
Na altura, não havia muito mais a fazer uma vez que já tinha tentado quase tudo para “reanimar” o LCD e não havia conseguido… só faltaria fazer um “reset” à câmara mas decidi vir para casa antes de tentar essa opção.
Chegado a casa, bastou ligar a câmara normalmente e… “Voilá”! Eis que tudo funcionava certinho sem mais nada ter feito!
Reflectindo sobre o assunto (correndo o risco de poder estar errado, claro) cheguei à conclusão que a câmara não tem qualquer avaria e que a “causa” deste problema tinha de ser externa à câmara… Ou seja, partindo do princípio que a D300 não tem características “auto-regeneradoras” e não se conserta por si mesma… o que motivou a falha foi um factor extrínseco à câmara!

Bom, na verdade existe um outro factor, que penso poder ser o verdadeiramente relevante e responsável pela situação que não vos contei…
O local onde estive a captar as fotos ficava muito próximo (mais concretamente por baixo), duns cabos de distribuição eléctricos de “Alta tensão”.
Em que é que isso poderá ter influência??? Electricidade estática!
Outra conjectura: Condensação! Terra húmida, início do dia, sol a incidir na câmara…

Resumindo… Lá se foi uma manhã de sol sem fotos!
Aspecto positivo: É esperar uma meia hora e já temos câmara de novo!

"Sombras do passado"


(Edifício da ex-Cadeia e Tribunal da Relação do Porto)
Nikon D300 + Nikkor 50mm f/1.4
@ f/2.8, 1/640 seg., ISO 200, Medição pontual

Nikon D300 - 12Mp DSLR - Teste




Introdução:
Começando, como é usual, pela menção a prémios a Nikon D300 teve também direito a um: melhor câmara "avançada" D-SLR da Europa em 2008 (EISA).
Já lá vão uns tempos desde que foi anunciado o seu lançamento, mais precisamente em 23/08/2007, tendo-se mantido este modelo em comercialização até à muito pouco tempo atrás. Recentemente foi substituída pela Nikon D300s um modelo que no fundo, quanto a mim, é de aspirações honestas uma vez que pouco acrescenta em relação ao modelo aqui em causa. (as diferenças podem vê-las aqui)
Por outro lado, face à sua antecessora, a Nikon D300 acrescenta um novo processador de imagem CMOS em vez do anterior CCD da Nikon D200. A evolução do modelo anterior para a D300 em termos de tamanho de imagens não foi muito grande tendo-se passado dos 10 para os 12 megapixéis. Não será este, certamente, o argumento principal que fará a grande diferença. Mas, quanto a qualidade de imagem o novo processador  EXPEED, além doutras pequenas nuances, parecem permitir resultados finais melhores que os do modelo anterior. Outro factor que evoluiu foi a velocidade. Se já as 5 fotografias por segundo que a D200 era capaz eram um bom número a fasquia subiu, com a Nikon D300, para as 8 fotografias por segundo! (com o punho vertical MB-D10)
Pessoalmente gosto de analisar por comparação, nomeadamente, com aquilo que conheço. Por isso, este artigo não foge à regra e a análise da Nikon D300 é feita em relação ao anterior modelo, D200, bem assim como com aquela outra câmara que testei e que, até ao momento, servirá de padrão quanto à qualidade de imagem - a Canon 5 D MK II

Especificações:

Manuseamento:
Na introdução já mencionei alguns aspectos que fazem a diferença face ao anterior modelo. A velocidade de captação de fotos que esta câmara é capaz é um desses aspectos sendo deveras impressionante!
Todavia, o número máximo de 8 fotos/seg. é obtido com algumas condicionantes... Primeiro teremos de acoplar à câmara o punho vertical (ou Grip, se assim quiserem chamar) MB-D10. Depois, mesmo assim, para obter esse número estando a usar o formato de arquivo Raw, teremos que nos limitar à profundidade de 12 bits, pois caso estejamos a usar o modo de 14 bits o número máximo de fotos decresce (radicalmente) para as 2,5 fotos/seg.! Além disso teremos que usar a bateria ENEL4a ou o carregador opcional com 8 (oito!) pilhas AA. Na realidade, por mais rápido que seja o assunto que estamos a fotografar, na maior parte das vezes, não vamos precisar de tanta velocidade! Mas, velocidade por si só, sem uma precisão de focagem associada de nada valem. Por isso, também o revisto sistema de focagem (agora de 51 pontos) é outra das alterações dignas de relevo. Quanto a este aspecto a Nikon, inclusivamente, disponibilizou uns tempos após o seu lançamento, uma actualização a fim de permitir uma maior precisão de fogagem e de seguimento. Ainda hoje em dia se mantém a mencionada versão de actualização de Firmware: A: v1.10. - B: v1.10. - que pode ser descarregada gratuitamente do site oficial da marca.
Mas já estou a "fugir" um pouco ao tópico... manuseamento... bom, é praticamente igual ao da D200. Um ou outro botão estão em sítios trocados... ah! uma diferença... nesta D300 a Nikon retirou o botão de acesso directo à função de Bracketing (BKT). Porquê? Também não sei. O que sei é que em seu lugar está o botão de acesso à visualização de fotografias.
De qualquer forma, nem a D200 nem a Nikon D300/D300s quando usadas com objectivas mais pesadas e/ou compridas ficam bem "contrabalançadas". Por isso, os punhos verticais MB-D200 e MB-D10 complementam, respectivamente, estas câmaras. Pena é, que quem evoluiu, ou pretenda evoluir, entre estes modelos se veja "obrigado" à aquisição de um novo punho, em virtude de não serem compatíveis! E o MB-D10, embora de qualidade de construção superior ao MB-D200 também o é no preço!

Design/Estética - diferenças entre a D200 e a D300:
Se já a D200 era uma câmara apelativa, prática e funcional, de igual modo o continuam a ser as Nikon D300 e a recente D300s. Na realidade, além de um ou outro pormenor, muito pouco mudou desde então.

Senão vejamos...
(Mova o cursor sobre a imagem)

Qualidade de imagem:
A qualidade da Nikon D300 difere um pouco daquilo a que estava habituado com a D200. As cores são mais vivas e intensas. Enquanto que a D200, para obter as cores correctas, obriga a regular a saturação de cor para +1, a D300 parece ter uma predefinição de valores de saturação maiores (por vezes até ultrapassando o neutro). Quanto ao grau de ruído houve uma substancial melhoria em relação à sua antecessora podendo usar-se com segurança sencibilidades até aos 1600 ISO. De igual forma, a passagem dos ficheiros de imagem de 12 para 14 bits traduzem-se numa maior profundidade e rigor de cores. Estive a fazer comparações, também, com uma câmara da marca "concorrente" (mas não a câmara concorrente deste modelo - que seria, quanto a mim, a 7D), designadamente uma Canon EOS 5D MKII, e posso dizer que quanto ao ruído e "limpeza" de imagem, nomeadamente à visualização de pequenos artefactos, a D300, desde que usados valores de sencibilidade ISO baixos ou médios (até aos 1600), consegue igualar a qualidade de imagem da Canon. Acima desse valor a Nikon precisa ainda de evoluir... Também quanto à coloração e continuando em termos comparativos com a Canon, a intensidade e profundidade de cores da D300 pareceu-me maior. Quanto ao recorte/aberrações cromáticas também notei melhorias face à antecessora D200. As melhorias são mais notorias em JPG do que em RAW uma vez que fotografando com o primeiro tipo de ficheiros, o processador da câmara encarrega-se de corrigir, imagem a imagem imediatamente antes de serem guardadas, as aberrações crómáticas! Em comparação com a já referida Canon 5D as imagens da Nikon D300 pareceram-me ter um maior grau de recorte/nitidez. Contudo, se face à comparação com a D200 posso estabelecer um padrão, porque foi usada a mesma objectiva em ambas as câmaras, já quanto à Canon 5D o teste de recorte/definição não pode ser levado tão em conta pois a objectiva com que foram efectuados os testes era (supostamente) inferior à usada nas Nikon. Ou seja, Canon EF 24-105mm f/4 L IS USM e Nikkor 24-70mm f/2.8 ED-IF AF-S, respectivamente.

Teste ao recorte/nitidez de imagem:


Obs:
As imagens são crop's a 100% com 400x400px das fotografias originais captadas em Raw e convertidas para JPG - 8bits sem mais qualquer alteração.
Conforme se observa, o grau de recorte da D300 é um pouco maior (pese embora deva ter-se em conta a explicação referente às diferenças entre as objectivas usadas). Já quanto à coloração (saturação) a da Canon 5D MK II  fica mais próxima do neutro. A Nikon D300 atinge (com regulações neutras) um grau de intensidade de cor maior.

Comparativo ao ruído de imagem:
(até aos 1600 ISO)


A Nikon D300 surpreendeu-me pelo baixo nível de ruído de imagem até um valor que considero já aceitável: Os 1600 ISO!
Na realidade, até esse valor (entre os 800/1600 ISO), ainda foi possível fazer comparações com o da Canon EOS 5D Mark II, que tomei como referência. Os resultados foram de tal maneira diferentes daquilo que esperava que me surpreenderam positivamente! Pareceu-me que o ruído de imagem da Nikon D300 tende a ser predominantemente de luminância enquanto que o da Canon (acima desses valores) aparenta mais evidência no ruído cromático. Na Nikon, mesmo a 3200 ISO mantém-se essa tendência de ruído de luminância. No limite de sensibilidade da câmara (6400 ISO) passa, então, a ser evidente algum ruído cromático. Outro aspecto positivo na Nikon D300: A fidelidade na reprodução de cores que é  capaz de produzir sob condiçoes de luz pouco favoráveis é espantosa. Mesmo a ISO's mais elevados, em situações de escasssa luminosidade a proximidade de cores com o real que esta câmara reproduz é realmente boa.
Quando me lembro que na antecessora desta câmara raramente me atrevia a usar valores superiores a 640 ISO! Estas D300/D300s com o novo sensor de imagem “Expeed” conseguem melhores resultados utilizando o dobro desses valores! Neste campo é notória a evolução em termos de qualidade de imagem.

Imagens adicionais:
(clique p/aumentar)



Opinião:


Fotografias de exemplo:
(entre as que oportunamente surgirão, ficam as dos primeiros testes)


Conclusão:
No geral, o "salto" face ao modelo anterior poderia ainda contemplar mais um ou outro item. Todavia, há que considerar que algumas melhorias e inovações são, sem sombra de dúvida, dignas de registo.
De qualquer maneira esta, ou agora a Nikon D300s (pequena evolução deste modelo) são, até ver,  aquilo que aquela marca comercializa como seu melhor modelo em formato DX (APS-C).

 Artigo relacionado:  Nova Nikon D300s