Lançamento do magazine PLANADOURO em Mogadouro



Sábado passado foi, novamente, dia de andar nas nuvens!
Desta vez, sobre as terras de Trás-os-Montes, em voo num planador “Blanik” do Centro Internacional de Voo à Vela de Mogadouro.
A ocasião deveu-se a um convite para assistir ao lançamento do magazine PLANADOURO.
A publicação em causa, pertença daquele Centro de Voo, terá uma frequência trimestral e será exclusivamente difundida em formato digital.
(os interessados em ler este interessante 1º número - Edição Primavera 2010 - podem fazer aqui, gratuitamente, o download em formato PDF).


Acompanhado do piloto e amigo Pedro Ferreira (que, obviamente, também não podia faltar ao acontecimento) lá saímos de manhã, bem cedinho, para cumprir os mais de 200Km que nos separavam de Mogadouro. Chegados lá, deparamos com um dia que acabou por não ser o ideal para fotografia pois esteve sempre encoberto por uma neblina baixa que persistiu durante quase todo o dia. Os efeitos desse tipo de neblina acabam sempre por se fazer sentir nos resultados finais reduzindo o contraste e fazendo com que seja notória alguma falta de recorte nas fotografias.

Mesmo assim, por “ordem” do "comandante" Osório, director do Centro, lá tive eu que saltar para o planador e fazer umas fotos aéreas de Mogadouro e da pequena simpática aldeia de Azinhoso que alberga o “pessoal” do aeroclube. Ora, como ordem do comandante não se nega, toca a colocar rapidamente um filtro polarizador na Nikkor 24-70mm e levantar voo!
Decididamente, foi a primeira vez que fiz fotografia aérea a partir dum planador… Aliás, foi a primeira vez que andei num! A experiência é fantástica! No ar, a sensação de leveza e isenção de ruído que temos é indescritível. Voei acompanhado do piloto João Corredeira, também habituado às andanças da fotografia, e lá fizemos um sereno voo em busca de alguns “planos aéreos”. Mas, se voar num planador é estupendo, por outro lado, para fotografar não é a melhor solução… Ou seja, conseguimos voar a velocidades muito menos elevadas do que em avião, o que nos permite mais tempo para efectuar a captura, regular as aberturas, ajustar o polarizador, etc. mas, em contrapartida, o espaço interior que dispomos é exíguo. Além disso, o único local isento de vidro acrílico que dispomos para captar fotografias é uma pequena “fresta” vulgo janela que não permite colocar sequer para o seu exterior a frente da objectiva. No caso, “levei para cima” a Nikon D300 com a Nikkor 24-70mm e para arranjar espaço tive de lhe retirar o pára-sol e encostar a frente da objectiva o máximo possível à pequena abertura quadrada. Claro que, face às facilidades que dispomos num avião como o Cessna 152 II para efectuar fotografia aérea as diferenças são abismais. O ângulo desimpedido para fotografar é reduzidíssimo. Mesmo assim ainda deu para umas quantas fotos…
Curiosamente, já pelo final da tarde, quanto tínhamos de regressar ao centro de Mogadouro onde, na Biblioteca Municipal, se iria realizar a apresentação do Magazine, o tempo estava a melhorar e as cores quentes do final da tarde faziam apetecer ficar mais um pouco pois “agora é que era a altura”…. Fica para uma próxima!
Espero que as fotos despertem o vosso interesse e se sintam também tentados a viajar até Mogadouro e a experimentar!

Agumas fotos do dia (clique p/aumentar):
 Fotografias das Aeronaves


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 Fotografias Aéreas


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 Lançamento do magazine "PLANADOURO"


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Já agora aproveito para mandar um abraço especial a todo o “pessoal” do Centro de Voo à Vela de Mogadouro pela simpatia com que sabem acolher quem os visita!

PS: Osório, sempre consegui estar em casa pelas 9 horas... da manhã! Eh,eh,eh,...

Preto & Branco digital: Na câmara ou pós-produção – Qual o melhor?


Canon EOS 5D Mark II + Canon EF 24-105mm f/4 L IS USM
(@ 24mm; f/4; 1/25 seg.; ISO 400)

O Preto e Branco continua, nos dias de hoje, a proporcionar-nos imagens dotadas duma intensidade e impacto que, por vezes, as fotografias coloridas não são capazes de transmitir.
Na realidade, este tipo de fotografia assenta não só nas duas cores que lhe dão nome, mas sim numa vasta gama de cinzentos. Além disso, outros factores como os níveis de contraste e as variaíssímas tonalidades que compõem a imagem terão ainda que ser equacionados para que os resultados sejam realmente apelativos.
Na era analógica, embora fosse possível obtermos fotografias a p&b a partir duma película a cores, raramente o processo era usado pois obrigava a um maior dispêndio de tempo durante o processo de impressão uma vez que era necessário recorrer a filtros (películas de gel) para compensação dos tons. Na altura, era sempre preferível utilizar o suporte próprio para o efeito, ou seja, a película específica para preto e branco.

Com a fotografia digital continuamos a poder fotografar a preto e branco e todas as DSLR possuem regulações próprias para conseguir directamente esse efeito. Mas será esse o caminho a seguir para obter os melhores resultados? Com a chegada da fotografia digital, chegou também, em substituição do trabalho de laboratório, o recurso cada vez mais vulgar (quase impossível de desassociar) aos denominados programas de edição de fotografia. Neste processo, de pós-produção, os limites são: os conhecimentos, a sensibilidade e a inspiração de cada utilizador! Por isso, será que este processo de pós-produção não poderá ser também útil para conseguir melhores fotografias a preto e branco comparativamente às captadas nesse formato directamente através das regulações que as câmaras permitem? Ou, fazendo a pergunta doutro modo: Será melhor fotografar seleccionando o modo “Preto & branco” directamente na câmara ou fotografar normalmente em modo colorido e converter posteriormente essas fotografias num computador para preto e branco?

Mais uma vez, tendo em consideração que este aspecto será certamente subjectivo, vou tentar transmitir aqui a minha opinião acerca dalgumas vantagens/desvantagens de cada um dos processos.

Antes de mais necessitamos compreender as diferenças quanto aos dois modos de captação de imagens através duma câmara digital: A cores e a preto e branco. Quanto às imagens a cores, as câmaras SLRD “compõem” a imagem a partir das três cores RGB (vermelho, verde, azul) formadas em cada pixel do sensor. Por outro lado, se fotografarmos a Preto & Branco, a câmara usará apenas uma dessas cores de cada pixel para formar, por interpolação, a imagem final. Logo, sabendo disso, torna-se fácil entender que uma imagem captada “a cores” será portadora de mais informação ou, pelo menos, de informação mais precisa no que concerne às diferenças entre tonalidades. Um determinado verde e um determinado vermelho que possam ser “entendidos” como sendo “iguais” em preto e branco serão, todavia, “vistos” de maneira diferenciada caso fotografemos a cores! O verde será verde e o vermelho, vermelho! Não serão confundidos, como no p/b como tendo a mesma (ou próxima) tonalidade e intensidade de brilho…

Outra das desvantagens, desde logo, caso fotografemos directamente a preto/branco (regulações na câmara) é a impossibilidade de recuperar a fotografia “original” a cores. Por oposição, obviamente que se partirmos duma foto colorida para um processo de conversão a p/b ficamos sempre com o ficheiro original – o colorido! Como desvantagem, neste último caso, claro que teremos de despender mais tempo no manuseamento necessário em pós-produção das fotografias. Por falar em pós-produção… para isso é necessário também um programa para o efeito…

Vantagens da pós-produção: Além das anteriormente citadas, que podem ser discutíveis, a verdadeira vantagem deste método quanto a mim, é mais a liberdade de produção que permite um suporte colorido em relação a um a preto/branco.
Vou tentar especificar um pouco este assunto… sabendo de antemão que um dos argumentos da fotografia a preto e branco reside nos “jogos” de contrastes e tonalidades, na “era analógica”, a maneira de os aumentar era através do recurso a filtros. Os vulgares filtros amarelos, verdes e vermelhos. Esse princípio mantém-se actual no caso da fotografia digital. Uma maneira de conseguir resultados mais intensos, designadamente em termos de contraste, é partir duma fotografia (colorida) usando um dos métodos que o Photoshop possui e que substitui esses filtros: O “Channel Mixer” [Image > Adjustments > Channel-mixer…].
Os contrastes que se conseguem obter, deste modo, são muito mais precisos e intensos se partirmos duma fotografia a cores do que a partir dum suporte a preto e branco.

Claro que tudo isto pode ser subjectivo e também não é menos verdade que as actuais câmaras conseguem imagens a P&B com elevados níveis de qualidade… além disso, esse pode ser o caminho certo para os mais puristas que pretendam captar fotos e visualiza-las imediatamente, nesse formato, no LCD da câmara… podendo desse modo, mais rápidamente, escolher a melhor composição, enquadramentos, etc.
Já agora, faltou dizer que a fotografia de exemplo (escolhida pela sua amplitude de tons) foi convertida de cores para… (mais ou menos) preto e branco através de pós-produção em CS4.

 Actualização (2010/04/25)
Caso queiram ler este artigo (na integra...) escrito por alguém que opina EXACTAMENTE da mesma maneira vejam aqui: http://fotografeumaideia.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1172&Itemid=138


Epá, desculpem o desabafo mas esta semana já é a segunda vez que afinal descubro que artigos escritos por mim afinal não são meus...??? O primeiro foi em pequenas expressões na edição de Maio/2010 duma revista. Agora o segundo (integralmente copiado!!!)... Vá lá, vá lá,... No final sou citado como fonte...
Não sei sequer se devia indicar o link, mas caso queiram passar lá e ver se está melhor...!!!

 Actualização (2010/04/27)
Após um comentário (mais ou menos) "intenso" deixado no site Brasileiro em causa (que de imediato foi retirado) e duma troca de email's com o administrador do mesmo, que tentou esclarecer e pediu desculpas pelo sucedido, a verdade foi reposta e reconhecidos os verdadeiros Autores (do texto e das fotografias)! 

Nikon Nikkor 50mm f/1.8 Series E




Há já bastante tempo que não falava acerca de nenhuma das objectivas de foco manual que tanto gosto. De facto, hoje em dia, com sistemas de auto-foco, ultra-rápidos e precisos, quem necessita de usar objectivas de focagem manual? E se o fizer por que razão será?

Primeiro que tudo, contrariamente ao que muita gente não saberá, algumas destas objectivas MF (foco manual) continuam ainda a ser produzidas. Actualmente, entre outras marcas como a Carl Zeiss, a Nikon é um dos fabricantes que produz ainda uma série de modelos de objectivas unicamente com focagem manual. Um desses modelos, cujo lançamento ocorreu em 1981 e que continua inalterado desde então, é a Nikkor 50mm f/1.4 da qual há uns tempos atrás dei a minha opinião. (Além da 50mm f/1.4 a Nikon produz e comercializa ainda as objectivas com controlo de perspectiva PC-E e mais outras 7 objectivas prime de foco manual. Penso que, actualmente, nenhum desses modelos consta da gama de produtos da Nikon Portugal).

Sobre a Nikkor 50mm f/1.4 na altura disse que: “…pouco há a dizer. É pequena, simples e… fantástica!”


Bom, sobre a Nikon Nikkor 50mm f/1.8 Series E também há pouco a dizer… é uma objectiva extremamente humilde, ainda mais pequena e mais leve que a versão f/1.4 AI-S, contudo, bem construída e robusta! Os anos vão passando por estas objectivas e, desde que bem cuidadas, elas vão perdurando…

Na realidade, quem possuir os dois modelos pouco uso vai dar à versão f/1.8. A Nikkor 50mm 1.4 AI fica a ganhar em todos os aspectos à excepção do seu peso e tamanho que são superiores à Nikkor 50mm 1.8. Além disso, a qualidade de imagem fica um pouco aquém da 1.4 como penso que na altura referi. As cores não são tão saturadas e tendem a ser um pouco “quentes”. O recorte fica, também, abaixo do que a 50mm 1.4 é capaz. Mas, mesmo assim, é bom!

Depois, continuando em modo de comparação, a aquisição de foco é um pouco mais problemática e não se faz com a mesma simplicidade, eficácia e rapidez do que na f/1.4. Também aqui existe ainda outra diferença: a distância mínima de foco. A da 50mm f/1.4 é de 0,45m enquanto que a desta 50mm f/1.8 é um pouco maior não permitindo a captura de fotos a menos de 0,60m (e não 0,60mm como, por lapso, consta da tabela das especificações).

Quanto ao “bokeh”, é também bom e não fica atrás da f/1.4 (considerando que a última, quanto a mim só é “utilizável” com aberturas superiores à máxima possível (a partir de f/2 ou f/2.8).

Estas objectivas da Serie E foram especialmente concebidas para serem usadas nas câmaras Nikon EM e FG na década de oitenta. Eram conhecidas por serem de preço acessível (mais baratas que os modelos equivalentes AI-S).

Foi, ao que julgo, nesta altura que a Nikkor usou pela primeira vez plástico nas objectivas, que até então eram essencialmente de construção metálica. Todavia, entre as objectivas de Serie E também existiram várias versões de cada modelo. Por exemplo, a da foto é de construção metálica e idêntica à da versão 50mm f/1.8 AI-S. Também, quanto à parte óptica, como já acima referi, é idêntica às da serie AI-S.

Falar destas objectivas, da antiga era analógica e da altura em que nem sequer se falava de AF, pode parecer um pouco descabido. Mas, o que é facto é que, comparativamente, aos seus modelos substitutos actuais, estas podem ser adquiridas a preços muito convidativos e, para quem não se importe de focar manualmente (como, de resto, se fazia unicamente há uns anos atrás) elas continuam a proporcionar uma boa qualidade de imagem e a serem compatíveis, mesmo a nível de medição de luz, com algumas das mais recentes câmaras DSLR da Nikon! (Veja aqui como configurar)

Tal como na Nikon Nikkor 50mm f/1.4 AI é nas aberturas intermédias (f/5.6 - f/8) que atinge o auge do recorte.

Fotografias de exemplo:
(c/um pouco de CS4 à mistura…)



Qualidade Óptica
★★★★
Qualidade de Construção
★★★★★
Versatilidade
★★★★
Manuseamento
★★★☆☆
Valor
★★★☆☆

Artigo relacionado: Teste comparativo à qualidade óptica de objectivas Nikon Nikkor 50mm