Nikon Nikkor 28-80mm f/3.5-5.6 AF-D





















Esta semana… mais uma opinião (que vale o que vale, claro) acerca de equipamento.
Desta vez acerca da Nikkor 28-80mm f/3.5-5.6 AF-D.
Esta foi uma objectiva fabricada pela Nikon (até meados de 2001, por isso já há muito descontinuada) que, neste seu segundo modelo de produção - o aqui em causa - vendeu, ao que julgo, para cima de 600.000 unidades.
Difere um pouco do prévio modelo designadamente no tamanho do anel de focagem que é, neste segundo modelo, um pouco mais largo. O modelo que sucedeu as duas séries já referidas foi já um modelo das novas série “G”, ou seja, sem anel e respectiva escala de aberturas o qual bateu recordes de vendas em relação às suas “irmãs mais velhas”. Nada mais, nada menos, que para cima de 1.500.000 unidades!
Em comum têm o facto de serem todas objectivas “Normal Zoom” de gama “Baixa” em formato FX. Actualmente a Nikon não produz nenhuma objectiva Zoom de distância focal “normal” (entenda-se distâncias focais “normais ou médias”) em formato FX pelo preço acessível a que era vulgarmente comercializada a objectiva em causa. Já em formato DX, e com distâncias focais equivalentes para esse formato, continuam a haver algumas boas propostas. Há dias tive oportunidade de experimentar uma económica Nikkor 18-55mm f/3.5-5.6 G II, mas o modelo sem VR, (no fundo uma objectiva zoom de distâncias focais idênticas à 28-80mm aqui em causa porquanto a 18-55mm é um modelo DX, logo, equivalente a uma 27-82,5mm em formato FX) juntamente com uma Nikon D60, e claro que mais uma vez sublinho, nesta gama de objectivas e comparativamente às opções concorrentes, também me pareceu uma boa aposta com a vantagem de, além de ser muito mais recente, ter um elemento óptico “ED” e beneficiar do rápido sistema de focagem “AF-S” comparativamente à 28-80mm.
De qualquer maneira nenhuma delas se destina propriamente ao uso predominante de foco manual. Se bem que tal seja possível, a sensação de "folga" que transmitem, principalmente pelo anel de focagem não inspira confiança e a imprecisão de focagem obtida através deste método faz com que não seja o método mais recomendado. Porém, os resultados, em AF, são melhores do que aparentemente se poderia pensar depois de manusear estas objectivas.
Quanto à 28-80mm, o aspecto transmitido pelo frágil plástico e pelo próprio som da mesma, quer quando abanada quer quando em focagem, engana e a qualidade das imagens é, de certa maneira razoável, para esta gama de objectivas e preço. Durante anos possui uma destas objectivas (a da foto) e só recentemente a substituí por uma Nikkor 28-70mm f/2.8.
Depois do que acima foi dito pode perguntar-se então o porquê? O primeiro aspecto foi já referido, a imprecisão que a objectiva transmite quando focamos manualmente ou quando usamos o anel de zoom para mudar a distância focal (28mm~80mm), obrigando quase sempre a refocar o tema e em segundo lugar pela abertura um pouco “lenta” para este tipo de objectiva. Claro que além destas vantagens, a 28-70mm f/2.8, possui ainda uma velocidade de focagem muito rápida graças ao sistema “AF-S” aliada a uma abertura máxima, constante, a todas as distâncias focais de f/2.8 (uma mais valia em fotografia diurna em espaços interiores sem recurso ao flash).
Mas continuando a falar da 28-80mm f/3.5-5.6… a opinião que formei sobre esta objectiva foi sempre, dado o seu aspecto visual, de fragilidade e de objectiva de plástico “barata”, mas os resultados finais que obtinha até eram razoáveis. Claro que nunca foi uma objectiva de recorte e definição irrepreensíveis mas também nunca obtive péssimos resultados com a mesma. O seu preço “barato” é em parte devido não à poupança de investimento nas ópticas que usa mas sim à sua construção (MADE IN THAILAND) com o tal plástico “barato” entre outras pequenas coisas como, por exemplo, a baioneta que faz a ligação com o corpo da câmara ser totalmente em plástico em vez do tradicional metal (tendo a vantagem, por isso, em relação a outras objectivas de ser leve).
Por vezes, dentro da mesma gama de preços, a aposta em objectivas da marca Nikon compensa em relação às produzidas por outros fabricantes e penso que esta, apesar de maioritariamente ter sido vendida como lente de “Kit”, é um bom exemplo disso.
Um dos “defeitos” que sempre senti com esta objectiva foi, quando usada na sua distância focal mais pequena (28mm), e em formato FX (35mm) uma distorção exagerada dos planos e “flare” também exagerado quando exposta a luz mesmo lateral.
De resto, como a que tive foi adquirida precisamente em “Kit”, com uma Nikon F 80, não se fazia acompanhar quer da tampa traseira quer do parasol específico para esta objectiva (HB-20), bem necessário para minimizar a tendência acima referida e que, na altura em foi lançada no mercado, era difícil de encontrar. Acabei por me “desfazer” desta objectiva sem nunca o ter adquirido! Usei sempre os alternativos parasois de borracha (com os devidos cuidados a 28mm para não ter vinhetagem).
Em resumo: uma objectiva de baixa gama (também conhecidas como objectivas de Kit por serem geralmente vendidas em conjunto com máquinas do mesmo fabricante), barata, discreta, com aspecto frágil mas com elementos ópticos capazes de produzir imagens melhores que o seu aspecto visual faria antever.

Qualidade Óptica
★★★☆☆
Qualidade de Construção
★★☆☆☆
Versatilidade
★★★☆☆
Manuseamento
★★★☆☆
Valor
★★☆☆☆

Oxford. Fim do dia.

Nikon D200 + Nikkor 50mm f/1.4 AI
(f/5,6; 1/80 seg.; ISO 200)

Captada em Julho de ano passado em Oxford – Inglaterra.
Trata-se da fachada dum edifício duma firma de seguros localizada numa das muitas pacatas e simpáticas ruas da pequena cidade de Oxford.
Durante um passeio, já muito ao fim da tarde, numa altura em que a luz do dia era já diminuta, as cores utilizadas pela iluminação interior do citado edifício contrastavam e sobressaíam do restante cenário. Tal situação foi bastante para que aproveitasse o momento e o resultado foi esta fotografia.
Sendo certo que prefiro a fotografia de Natureza ou Paisagem, no meio Urbano existem também um sem fim de possibilidades de se registarem motivos interessantes, quer seja pelo instantâneo duma situação, formas, cores, luzes….
Contrariamente ao que possa parecer não houve, nesta fotografia, qualquer pós-produção além do redimensionamento da mesma para publicação na Net.
As cores que emanavam do interior do edifício eram mesmo assim. Talvez não seja a melhor iluminação para quem lá trabalha mas o que é certo é que, visualmente, o seu exterior é muito apelativo.

(Fotografia publicada na Revista Super Foto Prática – Edição de Dez/2008)
Ps: esta aproveito para dedicar aos amigos Tony/Sandra que nos acolheram e acompanharam na bonita cidade de Oxford.

Fotografia de Produto

Nikon D200 + Nikkor 60mm f/2.8 Micro AF-D
(f/4; 30 seg.; ISO 100)

Por vezes temos a ideia que a fotografia publicitária, designadamente a de produtos, envolve grandes meios, grandes estúdios e em certos casos até é bem verdade. Mas se quisermos, nós próprios, por um qualquer motivo fotografar um determinado objecto criando uma atmosfera que o realce, pois é esse o fim deste tipo de fotografia, também o podemos fazer de maneira muito simples em casa.
A fotografia que esta semana publico neste blogue é exemplo disso. Depois de ler a explicação acerca de como foi feito certamente que muitos nunca terão pensado ser tão simples!
Claro que o efeito não será o mesmo daquele que poderia ser obtido em estúdio com uma iluminação e composição mais cuidada, mas para determinados fins certamente que será mais apelativa que somente fotografar o objecto em causa à luz do dia ou com flash. Senão vejamos - gastos e material usado para obter este efeito:

1 folha de cartolina preta;
1 vidro sensivelmente do tamanho A4;
1 pequena lanterna;
1 sala às escuras e… mais nada!



Explicando como foi feito…
Começamos por colocar uma folha de cartolina sobre uma mesa (usei uma de cor preta mas poderá ser doutra, embora o preto transmita melhor os reflexos e permita um equilíbrio mais homogéneo na composição que escolhi). De seguida e com o intuito de criar reflexos do objecto fotografado foi colocado um pequeno vidro sobre a folha de cartolina. (Embora não tenha experimentado, penso que um vidro um pouco maior e colocado de maneira suspensa, por exemplo suportado por bancos nas extremidades e a uma certa altura do chão, criaria melhores reflexos).
Colocado o objecto a fotografar sobre esse vidro procede-se de seguida ao enquadramento e com a câmara em “exposição prologada” e um cabo disparador procede-se à captura. Num local completamente escuro (preferencialmente numa divisão da casa e à noite sem qualquer luz), durante o tempo de exposição vai-se iluminando, com uma pequena lanterna e de maneira muito ténue (este aspecto é importante) o objecto de maneira a intensificar as zonas que pretendemos com mais claridade. O resto vem com alguma experiência, ou melhor com alguma tentativas até encontrar a direcção e intensidade de iluminação correctas em função do tempo de exposição usado.
Por último, deve usar-se um ISO o mais baixo possível a fim de evitar o ruído da imagem criado pela pouca intensidade da iluminação e uma abertura grande a fim de permitir algum desfoque e não prolongar em demasia o tempo de captura.
Um pequeno acerto de níveis em pós-produção e pronto! Não será garantia suficiente para a venda do produto mas pelo menos realça e torna a apresentação do mesmo um pouco mais agradável!
Já agora, se fosse uma fotografia “não caseira” para publicidade “a sério” dum relógio, logo à partida haveriam na que serviu de demonstração, dois erros crassos… o primeiro é a omissão da marca e o segundo é a questão estética da posição dos ponteiros. Já reparam que em toda a publicidade a relógios os mesmos aparecem com os ponteiros nas 10:10 horas… e não é por coincidência! Bom, mas com solução “home made” esta deve servir…

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