Nova era TAMRON | Tamron SP 35mm e 45mm F/1.8 Di VC USD





A Tamron acaba de anunciar hoje a entrada numa "Nova era".
Este novo rumo da Tamron irá destacar-se, segundo a marca, pela produção de melhores objectivas, por uma maior atenção ao detalhe e por uma, ainda, maior aposta no segmento profissional face ao crescente número de utilizadores e interesse que a gama "SP" (Super Performance) tem obtido por esses fotógrafos.




Assim, fazendo já parte dessa nova era, duas novas objectivas Tamron "prime" de abertura rápida (f/1.8) acabam também de ser anunciadas. Uma 35mm e uma 45mm ambas compatíveis com câmaras DSLR de sensor FX (Full frame) e DX (APS-C). 
Estas serão, assim,  as duas primeiras objectivas que farão parte da nova gama "SP".
Associado ao novo design, a Tamron anuncia que as novas objectivas da série "SP" se distinguirão por uma nova estética, agora mais refinada, que reflecte, também, melhoramentos na qualidade de construção interna, prestações e funcionalidade.



Concretamente, estas duas novas Tamron estarão vocacionadas para a obtenção de óptimos resultados ópticos e serão portadoras dum elaborado sistema "VC" (Vibration Controle) e duma reduzida distância mínima de focagem comparativamente ao usual nestas distâncias focais, fruto duma patente da Tamron. Também está anunciado pela marca que estas Tamron SP 35mm F/1.8 Di VC USD (Model F012) e SP 45mm F/1.8 Di VC USD (Model F013) permitirão, desde a sua abertura máxima de f/1.8, excelentes prestações ao longo de todas as aberturas de diafragma. 

Cá ficam, em primeira mão, as imagens e características destas duas novas objectivas Tamron da Série SP:

  • Tamron SP 35mm F/1.8 Di VC USD (Model F012)
  • Tamron SP 45mm F/1.8 Di VC USD (Model F013)





ESPECIFICAÇÕES


Modelo
: F012
Distância Focal
: 35mm
Abertura Máxima
: F/1.8
Ângulo de Visão (diagonal)
: 63°26' (para formato full-frame)
: 43°29' (para formato APS-C)
Construção Óptica
: 10 elementos em 9 grupos
Distância Mínima de Foco
: 0.2m (7.9 in)
Relação de Reprodução Máxima 
: 1:2.5
Tamanho de Filtro         
: φ67mm
Diametro Máximo
: φ80.4mm
Comprimento
: Canon 80.8mm (3.2 in)
: Nikon 78.3mm (3.1 in)
Peso
: Canon 480g (16.9 oz)
: Nikon 450g (15.9 oz)
Lâminas do Diafragma
: 9 (circulares)
Abertura Minima
: F/16
Acessórios
: Parasol em forma de Flor, Tampas
Encaixes Compativeis
: Canon, Nikon, Sony






ESPECIFICAÇÕES


Modelo
: F013
Distância Focal
: 45mm
Abertura Máxima
: F/1.8
Ângulo de Visão (diagonal)
: 51°21' (para formato full-frame)
: 34°28' (para formato APS-C)
Construção Óptica
: 10 elementos em 8 grupos
Distância Mínima de Foco
: 0.29m (11.4 in)
Relação de Reprodução Máxima 
: 1:3.4
Tamanho de Filtro         
: φ67mm
Diametro Máximo
: φ80.4mm
Comprimento
: Canon 91.7mm (3.6 in)
: Nikon 89.2mm (3.5 in)
Peso
: Canon 540g (19 oz)
: Nikon 520g (18.3 oz)
Lâminas do Diafragma
: 9 (circulares)
Abertura Minima
: F/16
Acessórios
: Parasol em forma de Flor, Tampas
Encaixes Compativeis
: Canon, Nikon, Sony


Esta "Nova era" da TAMRON vem incluir nas novas objectivas uma série de inovações. Umas de maior, outras de menor relevo. Por exemplo, a nível da melhoria da qualidade óptica, na Tamron SP 35mm f/1.8, dos 10 elementos ópticos, 2 deles são asféricos de vidro moldado; 1 de baixa dispersão e um de Extra baixa dispersão. Na prática, esta inclusão de elementos (lentes) melhoradas associadas a um design óptico cuidado traduz-se numa qualidade de imagem mais apurada com menor índice de aberrações cromáticas e deformações. 




O investimento na qualidade dos revestimentos ópticos continua a ser uma das "apostas" dos fabricantes de objectivas. Nas novas Tamron SP 35mm e 45mm, além do já conhecido "eBAND" (Extended Bandwidth & Angular-Dependency) surge também o "BBAR" (Broad-Band Anti-Reflection), ambos com vista a minimizar os indesejados efeitos dos reflexos. Além disso, estas duas novas "prime" dispõem ainda do elemento óptico frontal revestido a Fluorine de modo a repelir água e impressões digitais.
De modo a permitir uma utilização a nível profissional, estas objectivas estão dotadas duma construção (selagem no encaixe e outros locais vuneráveis) que as protege contra a entrada de poeira e humidade.   





Existem ainda outros pormenores anunciados de "menor relevo" que facilitam o manuseamento das novas objectivas desta série "SP", como por exemplo o novo desenho dos comutadores "AF" e "VC" e as novas tampas e parasois que foram redesenhados para se tornarem mais práticos e duráveis.  
Esteticamente, o subtil aro dourado (que a Tamron denomina de "Luminous Gold") próximo da zona do encaixe e o símbolo "SP" em relevo da mesma cor facilmente distinguem esta nova geração de objectivas da marca que se vai estender e ser comum a todos os outros modelos da "Série SP."



Tendo ocorrido hoje a nível mundial a apresentação das Tamron 35mm e 45mm f/1.8 VC USD, para já, quanto a preços, ainda nada se sabe... 
Vamos esperar que cheguem as primeiras unidades ao nosso país para as testar "no terreno"!

Samyang 8mm CS II Fisheye | "Compatibilidade" com formato FX (Full Frame)




Construídas especificamente para fotografar com câmaras de sensor de formato DX, rapidamente os fabricantes deste tipo de objetivas Fisheye se aperceberam que a sua utilização era também apreciada pelos possuidores de câmaras FX (Full frame). Sendo uma objectiva muito particular no que toca a conceitos estéticos, este tipo de objectivas "Fisheye" acabam por ser a companhia ideal para explorar ideias e conseguir fotografias criativas.
A sua utilização em FX vem ainda reforçar mais esa característica! Apesar da sua compatibilidade com este formato ficar prejudicada pela impossibilidade de registo do cenário por todo o fotograma consegue-se, por outro lado, englobar ainda uma maior porção do mesmo!



Todavia, para que isso aconteça torna-se necessário remover o parasol. Por essa razão, esta nova Samyang 8mm CS II, contrariamente à sua anterior versão, possuí um parasol removível em vez de integrado. Portanto, para formar "aquela" imagem quase circular já não precisamos de recorrer a meios mais drásticos (como serrar) para o retirar!

Ao lado:
As duas versões - A Samyang CSII cujo parasol é removível e a versão anterior cujo parasol é fixo.







A título de exemplo e como demonstração, em cima poderão observar as três possibilidades de utilização (com as inerentes limitações), da Samyang 8mm Fisheye, com câmaras DX (APS-C) e FX (Full frame).

Da esquerda para a direita:
Primeira imagem - Registo tal como é reproduzida a imagem com a utilização em formato DX ou em câmaras FX com a opção "corte automático" para formato DX activada.
Segunda imagem - Registo em formato FX estando a objectiva com parasol montado
Terceira imagem - Registo em formato FX sem parasol

A Samyang 8mm CS II é uma objectiva Fisheye diagonal. Quer isto dizer que os 180º de ângulo são conseguidos diagonalmente. Por essa razão, quando utilizada sem parasol, em formato FX, não consegue reproduzir uma imagem totalmente circular tal como se trata-se duma Fisheye Circular. Com essas, sim, seria obtido um circulo completo. 
Claro está que as imagens produzidas desta forma contém sempre uma forte vinhetagem que acompanha toda a circunferência da imagem. Pode retirar-se em posterior edição mas, pessoalmente, acho que transmite coerência " às capturas.

Em baixo:

Exemplo duma captura em FX com a objectiva colocada verticalmente, praticamente direccionada para o chão:
(Exif: Nikon D800 + Samyang 8mm CS II Fisheye s/parasol @ f/10, 1/160 seg., ISO 100)




Limpeza de Sensor de câmaras DSLR




Finalmente tive tempo de levar estas "duas meninas" ao Porto para uma grande limpeza de sensores!
Geralmente costumo ter algum cuidado com as câmaras de modo a não facilitar a entrada de sujidade e poeira para os sensores mas isso é algo que é inevitável com o decurso do tempo. Frequentemente limpo (ou melhor, afasto) a poeira dos sensores através do método explicado neste artigo (abre em novo Link). 
Sinceramente acho que não nos devemos tornar obsessivos quanto ao estado de limpeza dos sensores até porque quanto menos vezes o fizermos melhor.
Bastam algumas trocas de objectivas e alguns cliques e, mesmo numa câmara nova, se procurarmos, lá estarão as malditas marcas de poeira no sensor!
Portanto, enquanto não afectar o nosso trabalho nas condições usuais de utilização mais vale deixar estar. Além disso, um ou outro ponto de sujidade facilmente se elimina em posterior edição como também poderão ver aqui (abre em novo link). 
Todavia, de quando em vez, torna-se necessária uma limpeza mais aprimorada. 
Apesar do isolamento e "selagem" que as câmaras possuem para fazer frente às condições atmosféricas naturais, a sua utilização em dias de extremo nevoeiro ou em dias da chamada "chuva morrinha" e o elevado grau de húmidade, acabam por, aquando da troca de objectivas, ir fazendo com que as poeiras soltas se vão fixando e colando ao sensor. Também a condensação do ar motivada pela transição de ambientes, por exemplo, quando fotografámos nas condições acima referidas (ex. cenários à beira mar no Inverno) e recolhe-mos o equipamento para um veículo seco e quente (ou vice versa) contribui para o mesmo efeito. Outra situação em que vulgarmente os ecrãs de focagem e os sensores "sofrem" com problemas de condensação: Quando utilizámos tubos ou foles de extensão em condições de elevada temperatura ou sob incidência directa de luz solar. O aquecimento do ar existente no interior do fole ou tubo de extensão conciliado com a diferença de temperatura do corpo da câmara facilmente resulta em ecrãs de focagem ressoados.
Solução: Ter algum cuidado mas... continuar a fotografar! Nada que uma boa limpeza com líquidos e espátula não resolva depois!    
Embora possamos efectuar o processo em casa, pessoalmente, acho mais conveniente recorrer a serviços profissionais. Neste caso, levei as câmaras à "Fototecnica" sita bem no centro da cidade do Porto. O atendimento é simpático, profissional e em pouco mais de 1 hora as duas câmaras estavam prontas!

As câmaras foram-me entregues tal qual se vê na imagem do topo - limpas e embrulhadas em celofane. Gostei!
Solicitei ainda que fosse verificada a possibilidade de limpeza dos ecrãs de focagem de ambas as câmaras os quais apresentavam também bastante poeira. Embora esta "sujidade" seja aquela que nos deve preocupar menos, uma vez que não afecta a qualidade das imagens, facto é que acaba por se tornar desagradável... Bom, apenas dois pequenos pontos, de menor importância,  ficaram numa delas... a Nikon D2x. Nada mal para uma câmara "de Guerra" com mais de meia dúzia de anos de utilização....



Tenho pena de não ter captado umas fotos de teste antes da limpeza para mostrar qual era o estado dos sensores e dos ecrãs de focagem mas... acreditem que estavam bastante sujos.

Nas imagens abaixo (apenas redimensionadas) poderão ver o resultado após a limpeza.




A abertura de diafragma utilizada (f/36) para testar o serviço efectuado foi uma abertura de limite pois é com as aberturas mais pequenas que se torna visível a poeira. Ou seja, trata-se duma abertura limite que em utilização "normal" não iremos utilizar.
Claro que, com a utilização duma abertura tão pequena para fotografar um céu ou outro cenário homogéneo é "normal" que, quando visualizámos as imagens a 100%, sejam ainda visíveis um ou outro pequeníssimo ponto de sujidade... mas, tal como disse, foi um teste limite. A f/22 as imagens produzidas pelas câmaras demonstram que os sensores foram convenientemente limpos.