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Tamron 18-200mm vs Nikon 18-200mm | Teste "Comparativo"






Uma das objectivas, cedidas pela Robisa, que disponho presentemente para testes é a recém lançada Tamron 18-200mm f/3.5-6.3 Di II VC. Uma zoom polivalente de baixo custo cujo "Review" anda aos poucos a ser feito e será, oportunamente, publicado.
Entretanto, de forma simplificada, surgiu a oportunidade de a poder "comparar" diretamente com testes "no terreno" com uma daquelas que é uma objectiva de referência naquele segmento de zoom's: A Nikkor 18-200mm f/3.5-5.6 G IF-ED AF-S VR (primeira versão).
Devo, desde já, dizer que este "comparativo" só tem como intenção ver até que ponto a qualidade óptica (nas piores condições possíveis) poderá variar entre uma e outra.
De antemão, era de prever que deveriam existir diferenças. Mas, claro está, estas duas objectivas em "comparação" inserem-se em diferentes gamas.


Especificações
Tamron
Nikon
Construção (elementos/grupos):
16/14
16/12
Aberturas máximas:
f/3.5 ~ f/6.3
f/3.5 ~ f/5.6
Aberturas mínimas:
f/22~f/40
f/22~f/36
Tamanho do filtro:
62 Ø
72 Ø
Diafragma:
Automático
7 lâminas
Automático
7 lâminas
Dimensões max. (Diam./Comp.):
75/96.6m
77x96.5mm
Peso:
400g
560g


Como características comuns (e daí a razão de ser deste comparativo) temos a amplitude focal do zoom, o sistema de motorização e a estabilização.
Todavia, apesar de terem esses aspetos em comum, existem algumas diferenças. Começando pelo preço, sem referir valores concretos, a disparidade é enorme! A Tamron custa pouco mais de € 200,00 e a Nikon cerca de €800,00. Depois, também quanto às aberturas máximas de diafragma existem diferenças. A Nikon, tal como a Tamron possui uma abertura máxima de diafragma de f/3.5 quando utilizada na sua distância focal mínima mas, quando utilizada nos 200mm, os f/5.6 da Nikon podem favorecer a captura de imagens em condições de pouca luz face aos mais "lentos" f/6.3 da Tamron. Claro está, que esta questão não pode ser analisada isoladamente... ambas as objectivas possuem sistemas de estabilização e isso pode, de certa forma, "compensar" uma abertura "lenta". A medição comparativa entre a eficácia dos sistemas de estabilização duma e doutra serão subjectivas mas, quer num caso, quer noutro, com algum cuidado, podem captar-se fotos a valores de obturação muito abaixo dos aconselhados.

Em termos de robustez existem também diferenças... as mais 160g que a Nikon pesa em relação à Tamron (sendo ambas praticamente do mesmo tamanho) refletem uma construção mais apurada e cuidada da primeira.
Por sua vez, a Tamron tem um funcionamento muito mais suave e silencioso no que concerne ao sistema de Auto-focagem e de Estabilização.


Um dos aspetos que, obviamente, teria de ser considerado e analisado neste comparativo eram as diferenças existentes nos resultados finais a nível óptico.


Para testar isso, tentei fazê-lo simulando condições de utilização real: 

Captura a punho, velocidade de obturação adequada, sistemas de Auto-focagem e de Estabilização ligados em ambos os exemplares.

O resultado?




Sinceramente hesito em tirar alguma conclusão inequívoca acerca deste item... Acontece que, em tomadas de fotos em que o motivo se encontra distante (infinito), a Nikkor obteve resultados mais apurados em termos de recorte. No entanto, em situações em que o motivo fotografado se encontra a menor distância (6...10... ou 15 metros), dificilmente se visualizam diferenças entre ambas... mesmo por comparação directa.... Aliás, para meu espanto a Tamron obteve, inclusive, alguns resultados com melhor resolução.

Agora, tendo a consciência das diferenças de preço entre uma e outra, a pergunta que poderá fazer-se é: A qualidade óptica da Nikon é (tal como o preço) quatro vezes melhor?
- Definitivamente, não.


A imagem acima foi captada de modo a conseguir demonstrar as (hipotéticas) maiores diferenças possíveis entre a qualidade das objectivas em causa. Ou seja, utilizando o extremo da distância focal (200mm) e a abertura máxima de diafragma no caso da Tamron. (Neste teste, a f/6.3, a Nikkor acaba por ser beneficiada pois utiliza o diafragma mais fechado em relação à sua abertura máxima possível - os f/5.6).


Reduzindo a distância focal e/ou fechando o diafragma um pouco mais a diferenças (nas fotos com focagem ao infinito) vão-se diluindo e acabam por não ser notórias as diferenças no recorte. 


Em relação à cor e contraste ambas as objectivas proporcionam idênticos e bons resultados. Já no que toca à medição de luz, a Tamron pareceu-me estar mais correta e obteve melhores resultados uma vez que a Nikkor (nas mesmas condições de utilização) manifestou um certa tendência para "expor para a direita". 

Em termos de distorção de imagem a diferenças encontradas entre estes dois modelos em comparação não variam muito conforme se pode confirmar mais abaixo. Ambas distorcem, de forma convexa a partir do centro da imagem para os cantos as linhas verticais e horizontais com maior incidência, claro, nos extremos. Este é um facto "normal" e comum a este tipo de objetivas zoom.


Colocando e retirando o cursor sobre a imagem abaixo podem comutar e observar as diferenças de distorção encontradas entre as imagens captadas com a Tamron e com a Nikon


Errata: 
Na imagem referente à Nikon, onde se lê "1/640 seg", deve ler-se "1/500 seg".

De resto, pelos testes que até aqui tenho feito à Tamron 18-200mm, não posso dizer que seja uma objectiva de referência mas, na gama em que se insere, sem dúvida que possui uma muito boa relação preço/qualidade. 
Destinada à fotografia generalista (viagens, família, paisagem natural, paisagem urbana,...), a Tamron 18-200mm VC será a compra indicada para quem não pretenda obter resultados a nível "profissional", queira uma objectiva "pau para toda a colher" e ache que não precisa ou não se justifica adquirir uma objectiva mais onerosa. Portanto, não se podendo/devendo comparar os resultados às objectivas Tamron mais caras da gama destinada a esse fim, a Série SP (Super Performance), esta zoom vale bem o seu custo!

Nova era TAMRON | Tamron SP 35mm e 45mm F/1.8 Di VC USD





A Tamron acaba de anunciar hoje a entrada numa "Nova era".
Este novo rumo da Tamron irá destacar-se, segundo a marca, pela produção de melhores objectivas, por uma maior atenção ao detalhe e por uma, ainda, maior aposta no segmento profissional face ao crescente número de utilizadores e interesse que a gama "SP" (Super Performance) tem obtido por esses fotógrafos.




Assim, fazendo já parte dessa nova era, duas novas objectivas Tamron "prime" de abertura rápida (f/1.8) acabam também de ser anunciadas. Uma 35mm e uma 45mm ambas compatíveis com câmaras DSLR de sensor FX (Full frame) e DX (APS-C). 
Estas serão, assim,  as duas primeiras objectivas que farão parte da nova gama "SP".
Associado ao novo design, a Tamron anuncia que as novas objectivas da série "SP" se distinguirão por uma nova estética, agora mais refinada, que reflecte, também, melhoramentos na qualidade de construção interna, prestações e funcionalidade.



Concretamente, estas duas novas Tamron estarão vocacionadas para a obtenção de óptimos resultados ópticos e serão portadoras dum elaborado sistema "VC" (Vibration Controle) e duma reduzida distância mínima de focagem comparativamente ao usual nestas distâncias focais, fruto duma patente da Tamron. Também está anunciado pela marca que estas Tamron SP 35mm F/1.8 Di VC USD (Model F012) e SP 45mm F/1.8 Di VC USD (Model F013) permitirão, desde a sua abertura máxima de f/1.8, excelentes prestações ao longo de todas as aberturas de diafragma. 

Cá ficam, em primeira mão, as imagens e características destas duas novas objectivas Tamron da Série SP:

  • Tamron SP 35mm F/1.8 Di VC USD (Model F012)
  • Tamron SP 45mm F/1.8 Di VC USD (Model F013)





ESPECIFICAÇÕES


Modelo
: F012
Distância Focal
: 35mm
Abertura Máxima
: F/1.8
Ângulo de Visão (diagonal)
: 63°26' (para formato full-frame)
: 43°29' (para formato APS-C)
Construção Óptica
: 10 elementos em 9 grupos
Distância Mínima de Foco
: 0.2m (7.9 in)
Relação de Reprodução Máxima 
: 1:2.5
Tamanho de Filtro         
: φ67mm
Diametro Máximo
: φ80.4mm
Comprimento
: Canon 80.8mm (3.2 in)
: Nikon 78.3mm (3.1 in)
Peso
: Canon 480g (16.9 oz)
: Nikon 450g (15.9 oz)
Lâminas do Diafragma
: 9 (circulares)
Abertura Minima
: F/16
Acessórios
: Parasol em forma de Flor, Tampas
Encaixes Compativeis
: Canon, Nikon, Sony






ESPECIFICAÇÕES


Modelo
: F013
Distância Focal
: 45mm
Abertura Máxima
F/1.8
Ângulo de Visão (diagonal)
: 51°21' (para formato full-frame)
: 34°28' (para formato APS-C)
Construção Óptica
10 elementos em 8 grupos
Distância Mínima de Foco
0.29m (11.4 in)
Relação de Reprodução Máxima 
1:3.4
Tamanho de Filtro         
φ67mm
Diametro Máximo
φ80.4mm
Comprimento
: Canon 91.7mm (3.6 in)
: Nikon 89.2mm (3.5 in)
Peso
: Canon 540g (19 oz)
: Nikon 520g (18.3 oz)
Lâminas do Diafragma
9 (circulares)
Abertura Minima
F/16
Acessórios
: Parasol em forma de Flor, Tampas
Encaixes Compativeis
Canon, Nikon, Sony


Esta "Nova era" da TAMRON vem incluir nas novas objectivas uma série de inovações. Umas de maior, outras de menor relevo. Por exemplo, a nível da melhoria da qualidade óptica, na Tamron SP 35mm f/1.8, dos 10 elementos ópticos, 2 deles são asféricos de vidro moldado; 1 de baixa dispersão e um de Extra baixa dispersão. Na prática, esta inclusão de elementos (lentes) melhoradas associadas a um design óptico cuidado traduz-se numa qualidade de imagem mais apurada com menor índice de aberrações cromáticas e deformações. 




O investimento na qualidade dos revestimentos ópticos continua a ser uma das "apostas" dos fabricantes de objectivas. Nas novas Tamron SP 35mm e 45mm, além do já conhecido "eBAND" (Extended Bandwidth & Angular-Dependency) surge também o "BBAR" (Broad-Band Anti-Reflection), ambos com vista a minimizar os indesejados efeitos dos reflexos. Além disso, estas duas novas "prime" dispõem ainda do elemento óptico frontal revestido a Fluorine de modo a repelir água e impressões digitais.
De modo a permitir uma utilização a nível profissional, estas objectivas estão dotadas duma construção (selagem no encaixe e outros locais vuneráveis) que as protege contra a entrada de poeira e humidade.   





Existem ainda outros pormenores anunciados de "menor relevo" que facilitam o manuseamento das novas objectivas desta série "SP", como por exemplo o novo desenho dos comutadores "AF" e "VC" e as novas tampas e parasois que foram redesenhados para se tornarem mais práticos e duráveis.  
Esteticamente, o subtil aro dourado (que a Tamron denomina de "Luminous Gold") próximo da zona do encaixe e o símbolo "SP" em relevo da mesma cor facilmente distinguem esta nova geração de objectivas da marca que se vai estender e ser comum a todos os outros modelos da "Série SP."



Tendo ocorrido hoje a nível mundial a apresentação das Tamron 35mm e 45mm f/1.8 VC USD, para já, quanto a preços, ainda nada se sabe... 
Vamos esperar que cheguem as primeiras unidades ao nosso país para as testar "no terreno"!

Samyang 8mm CS II Fisheye | "Compatibilidade" com formato FX (Full Frame)




Construídas especificamente para fotografar com câmaras de sensor de formato DX, rapidamente os fabricantes deste tipo de objetivas Fisheye se aperceberam que a sua utilização era também apreciada pelos possuidores de câmaras FX (Full frame). Sendo uma objectiva muito particular no que toca a conceitos estéticos, este tipo de objectivas "Fisheye" acabam por ser a companhia ideal para explorar ideias e conseguir fotografias criativas.
A sua utilização em FX vem ainda reforçar mais esa característica! Apesar da sua compatibilidade com este formato ficar prejudicada pela impossibilidade de registo do cenário por todo o fotograma consegue-se, por outro lado, englobar ainda uma maior porção do mesmo!



Todavia, para que isso aconteça torna-se necessário remover o parasol. Por essa razão, esta nova Samyang 8mm CS II, contrariamente à sua anterior versão, possuí um parasol removível em vez de integrado. Portanto, para formar "aquela" imagem quase circular já não precisamos de recorrer a meios mais drásticos (como serrar) para o retirar!

Ao lado:
As duas versões - A Samyang CSII cujo parasol é removível e a versão anterior cujo parasol é fixo.







A título de exemplo e como demonstração, em cima poderão observar as três possibilidades de utilização (com as inerentes limitações), da Samyang 8mm Fisheye, com câmaras DX (APS-C) e FX (Full frame).

Da esquerda para a direita:
Primeira imagem - Registo tal como é reproduzida a imagem com a utilização em formato DX ou em câmaras FX com a opção "corte automático" para formato DX activada.
Segunda imagem - Registo em formato FX estando a objectiva com parasol montado
Terceira imagem - Registo em formato FX sem parasol

A Samyang 8mm CS II é uma objectiva Fisheye diagonal. Quer isto dizer que os 180º de ângulo são conseguidos diagonalmente. Por essa razão, quando utilizada sem parasol, em formato FX, não consegue reproduzir uma imagem totalmente circular tal como se trata-se duma Fisheye Circular. Com essas, sim, seria obtido um circulo completo. 
Claro está que as imagens produzidas desta forma contém sempre uma forte vinhetagem que acompanha toda a circunferência da imagem. Pode retirar-se em posterior edição mas, pessoalmente, acho que transmite coerência " às capturas.

Em baixo:

Exemplo duma captura em FX com a objectiva colocada verticalmente, praticamente direccionada para o chão:
(Exif: Nikon D800 + Samyang 8mm CS II Fisheye s/parasol @ f/10, 1/160 seg., ISO 100)




Samyang 8mm Fisheye CS II vs CS | Novo e antigo modelo - Teste Comparativo




Opticamente e mecanicamente idênticas, estas duas Samyang 8mm representam duas diferentes gerações. À esquerda, a nova versão, lançada em meados de 2013, com um "look" mais moderno. Por sua vez, à direita, a versão mais antiga lançada em Novembro de 2011 cujo artigo de teste completo pode ser visto aqui (abre em novo link).
Visualmente, estas duas gerações de objetivas distinguem-se facilmente pela cor e posição do aro de cor: Na versão mais recente (CS II), o aro aparece numa posição mais próxima da zona traseira da objectiva e tem cor vermelha. Na versão anterior o aro encontra-se posicionado imediatamente antes do parasol integrado e é de cor dourada. Aliás, esta mudança estética operou-se e estendeu-se a toda a gama de objectivas da marca. 
O quadro em baixo explicita as (poucas) diferenças existentes entre os dois modelos. Mas serão somente estas...? Mais à frente veremos, contrariamente ao que ser seria de esperar, que não!  



Especificações (diferenças)
CS II
CS
Parasol:
Extraível
Integrado
Escala de distâncias:
0,3m-1,5m ~
0,3m-3m ~ 
Dimensões (diam./comp.):
77,8 x 72,6
75 x 74,8
Peso (s/tampas e c/parasol):
396g
383g


Sendo possuidor e tendo já utilizado por diversas vezes a primeira versão da Samyang 8mm f/3.5 (CS), sempre me desgostou o facto do recorte não ser o melhor. Actualmente, recebi, por parte da ROBISA, o novo representante e distribuidor da marca para a Europa, a nova versão desta objectiva: A Samyang 8mm f/3.5 (CS II).
Perguntando o porquê da mudança para este novo modelo digo, sinceramente, que o fiz apenas pela possibilidade de a poder utilizar com câmaras de sensor de formato FX uma vez que neste novo modelo o parasol é extraível. Nunca pensei encontrar outras diferenças...
Contudo, tratando-se duma objectiva construída para utilização com câmaras de sensor DX (APS-C), nas FX (Full frame) apenas registaremos imagens na parte central em forma de círculo. Oportunamente farei um artigo acerca disso!  



Além das diferenças na proeminência do parasol, a posição e cor do anel decorativo facilmente distinguem os dois modelos
Por falar no Parasol notei que, contrariamente ao da antiga versão que era fixo não se podia retirar, o da atual versão sai (a meu ver) com demasiada facilidade pelo que há que ter algum cuidado com o manuseamento e a "arrumação" no saco de equipamento fotográfico. Motivo: A tampa de proteção do elemento frontal (essa sim, agora mais fácil de colocar) aperta no parasol o que significa que desenroscando-se o mesmo o elemento óptico frontal da objetiva fica sem proteção.   Antes de testar comparativamente estas duas objectivas, dada a sua construção idêntica, pensei que seria de esperar que os resultados fossem, também, idênticos. Pois bem, ainda bem que testei comparativamente estas duas versões. Efectivamente existe uma notória evolução no que concerne à qualidade óptica (recorte/nitidez). A nova versão - a Samyang 8mm CS II apresenta uma QI superior!



O encaixe a a parte traseira dos dois modelos é idêntica

Apesar das especificações do fabricante indicarem, em termos de ângulo de imagem, os mesmos 180º para ambas as versões em câmaras APS-C como as Nikon, Sony, Fuji, Pentax e Samsung... portanto com formato de sensor DX, (à excepção das câmaras Canon EOS e EF-M onde se alcançam somente 167º devido à diferença do factor de conversão "crop" - 1,6 x em vez dos 1,5x da Nikon) facto é que, nos exemplares testados, existe um subtil diferença entre estas duas gerações de objectivas: O ângulo de imagem que a versão mais antiga (Samyang 8mm Fisheye - CS) consegue captar é ligeiramente superior ao da "nova" versão da Samyang - a CS II.
(Poderão aferir essa diferença nas imagens comparativas mais abaixo)

Já no tocante à medição de luz e aberrações cromáticas não existem diferenças dignas de registo. Com a utilização da medição de luz "Matricial" persiste uma tendência (a meu ver lógica e "normal") para a sobre-exposição.
A "melhor" medição de luz a utilizar com estas pequenas Samyang Fisheye, em vários modelos de câmaras Nikon, continua a ser a "Central ponderada". Contudo isto não pode ser tido como uma "verdade absoluta" pois existem alguns modelos de câmaras Nikon em que a medição matricial parece ser correcta. Portanto, nada melhor que experimentar um e outro modo de medição de luz e verificar os resultados.  

Outra característica que se manteve inalterada: A inconsistência da escala de distâncias... embora mais "certeira" na Samyang CS II, continua a não ser fiável. Mas, como penso que disse no artigo de teste da versão CS, estas Fisheye's a f/8 ou aberturas de diafragma mais pequenas, focam tudo o que estiver a pouco mais de 1 metro de distância até ao infinito! 
De igual modo, a confirmação de focagem por parte da câmara com este tipo de objectivas continua a ser problemática... no visor, nem sempre o "ponto verde" de confirmação de focagem se apresenta fixo. 

Recordando e transcrevendo o que escrevi na altura que testei a primeira versão desta Samyang 8mm (cuja opinião mantenho), resta agora corrigir, para a nova versão "CS II" (lançada após o artigo em causa), a parte relativa à qualidade óptica. Agora sim, tudo o que se ouve é verdade!
Eis o que escrevi, na altura que testei a 1ª versão da Samyang 8mm f/3.5:

"Qualidade óptica
Bom, agora que já criei certamente a muitos, "água na boca", vamos lá ser mais criteriosos... Quase de certeza que já devem ter lido/ouvido que esta objectiva é uma excelente compra, que tem uma excelente relação preço/qualidade e que tem, também, uma excelente qualidade óptica... É quase tudo verdade.... Mas, infelizmente, a qualidade óptica, quanto a mim, por comparação e analisada sobre essa mesma perspectiva, não é assim tão boa...
Todavia, dada a redução da realidade que esta objectiva produz isso passa muito mais despercebido do que se fosse uma teleobjectiva.
Verdade é que, analisadas as imagens a 100% num PC facilmente se detecta a falta de recorte e nitidez... principalmente na sua abertura máxima (f/3.5). A f/5.8 ou a f/8, aberturas onde se alcança a melhor qualidade de imagem a "coisa"compõem-se um pouco..."


Admitindo e considerando que possa existir um desvio negativo de qualidade óptica no exemplar da 1ª versão face ao novo modelo (CS II), deixo aqui umas imagens comparativas entre os dois modelos. Devo acrescentar que todas as fotografias foram captadas nas mesmas condições: Tripé, cabo disparador, espelho levantado,... e não... o problema  com as do modelo mais antigo (CS) não é estarem desfocadas! Por comparação, ampliando as imagens a 100%, verifica-se que existem diferenças substanciais! 
As imagens abaixo foram convertidas em JPEG a partir de ficheiros RAW (sem qualquer edição) e foram captadas com uma Nikon D300 nas condições já anteriormente descritas.
Os dois exemplos comparativos são um resumo dos resultados obtidos a diferentes aberturas e distâncias (focagem ao perto e ao longe). 
(Para visualizar a 100%, clicar nas imagens e abrir em novo Link)





As diferenças encontradas nas imagens cimentam a ideia que tenho acerca dos testes a equipamentos fotográficos, nomeadamente a objectivas. Ou seja, qualquer opinião deve (ou deveria...) ser sempre fundamentada em testes comparativos realizados com mais que um exemplar. Claro está que isso seria o "ideal" mas nem sempre é possível... Muitas vezes experimento ou fotografo casualmente com unidades diversas do mesmo modelo e marca de objectiva mas em alturas diferentes... o que de pouco serve porque impossibilita a comparação directa "lado a lado".
Todavia, há que ter presente que, para um mesmo modelo de objectiva, são aceites (pela maioria dos fabricantes) desvios na qualidade final, em relação aos valores referência, até cerca de 7 %... Essa tolerância faz, obviamente, com que nem todas as objectivas dum determinado modelo e marca apresentem os mesmos resultados finais. Em termos de resolução óptica, um dos problemas mais comuns é o chamado "Front ou Back focus". Problema que consiste no defeituoso reconhecimento do ponto de focagem seleccionado. A câmara foca, respetivamente, antes ou depois do local de focagem escolhido. Esse problema pode ser, atualmente, facilmente resolvido através de regulação de micro-ajustamento via "menu" na própria câmara. Quase todas as câmaras DSLR atuais possibilitam a chamada "focagem fina" para acerto pontual, caso seja necessário, do correto ponto de focagem, caso a caso, com cada objectiva. Para certos fabricantes, uma variação de até +/- 3 pode ser considerada como "normal".  Desde já posso garantir que este não era o problema da anterior versão da Samyang 8mm Fisheye. Com este tipo de objectivas (quer com a nova versão, quer com a antiga), a f/8 ou aberturas mais pequenas, tudo o que estiver a pouco mais de 1 metro, seleccionando a focagem ao  infinito, deve ficar focado e nítido! 

No entanto, é admissível ter havido algum melhoramento em termos de construção interna e mesmo ao nível dos elementos e revestimentos ópticos que possam ajudar este modelo mais recente a obter resultados finais superiores ao seu antecessor... 
Atualmente coexistem em venda os dois modelos. Todavia, o mais antigo apenas pode ser adquirido "usado" ou por importação directa uma vez que, dede o início de 2015, o atual distribuidor oficial para Portugal - a ROBISA -  apenas comercializa o modelo mais recente oferendo uma garantia de 5 anos.