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Limpeza de Sensor de câmaras DSLR




Finalmente tive tempo de levar estas "duas meninas" ao Porto para uma grande limpeza de sensores!
Geralmente costumo ter algum cuidado com as câmaras de modo a não facilitar a entrada de sujidade e poeira para os sensores mas isso é algo que é inevitável com o decurso do tempo. Frequentemente limpo (ou melhor, afasto) a poeira dos sensores através do método explicado neste artigo (abre em novo Link)
Sinceramente acho que não nos devemos tornar obsessivos quanto ao estado de limpeza dos sensores até porque quanto menos vezes o fizermos melhor.
Bastam algumas trocas de objectivas e alguns cliques e, mesmo numa câmara nova, se procurarmos, lá estarão as malditas marcas de poeira no sensor!
Portanto, enquanto não afectar o nosso trabalho nas condições usuais de utilização mais vale deixar estar. Além disso, um ou outro ponto de sujidade facilmente se elimina em posterior edição como também poderão ver aqui (abre em novo link)
Todavia, de quando em vez, torna-se necessária uma limpeza mais aprimorada. 
Apesar do isolamento e "selagem" que as câmaras possuem para fazer frente às condições atmosféricas naturais, a sua utilização em dias de extremo nevoeiro ou em dias da chamada "chuva morrinha" e o elevado grau de húmidade, acabam por, aquando da troca de objectivas, ir fazendo com que as poeiras soltas se vão fixando e colando ao sensor. Também a condensação do ar motivada pela transição de ambientes, por exemplo, quando fotografámos nas condições acima referidas (ex. cenários à beira mar no Inverno) e recolhe-mos o equipamento para um veículo seco e quente (ou vice versa) contribui para o mesmo efeito. Outra situação em que vulgarmente os ecrãs de focagem e os sensores "sofrem" com problemas de condensação: Quando utilizámos tubos ou foles de extensão em condições de elevada temperatura ou sob incidência directa de luz solar. O aquecimento do ar existente no interior do fole ou tubo de extensão conciliado com a diferença de temperatura do corpo da câmara facilmente resulta em ecrãs de focagem ressoados.
Solução: Ter algum cuidado mas... continuar a fotografar! Nada que uma boa limpeza com líquidos e espátula não resolva depois!    
Embora possamos efectuar o processo em casa, pessoalmente, acho mais conveniente recorrer a serviços profissionais. Neste caso, levei as câmaras à "Fototecnica" sita bem no centro da cidade do Porto. O atendimento é simpático, profissional e em pouco mais de 1 hora as duas câmaras estavam prontas!

As câmaras foram-me entregues tal qual se vê na imagem do topo - limpas e embrulhadas em celofane. Gostei!
Solicitei ainda que fosse verificada a possibilidade de limpeza dos ecrãs de focagem de ambas as câmaras os quais apresentavam também bastante poeira. Embora esta "sujidade" seja aquela que nos deve preocupar menos, uma vez que não afecta a qualidade das imagens, facto é que acaba por se tornar desagradável... Bom, apenas dois pequenos pontos, de menor importância,  ficaram numa delas... a Nikon D2x. Nada mal para uma câmara "de Guerra" com mais de meia dúzia de anos de utilização....



Tenho pena de não ter captado umas fotos de teste antes da limpeza para mostrar qual era o estado dos sensores e dos ecrãs de focagem mas... acreditem que estavam bastante sujos.

Nas imagens abaixo (apenas redimensionadas) poderão ver o resultado após a limpeza.




A abertura de diafragma utilizada (f/36) para testar o serviço efectuado foi uma abertura de limite pois é com as aberturas mais pequenas que se torna visível a poeira. Ou seja, trata-se duma abertura limite que em utilização "normal" não iremos utilizar.
Claro que, com a utilização duma abertura tão pequena para fotografar um céu ou outro cenário homogéneo é "normal" que, quando visualizámos as imagens a 100%, sejam ainda visíveis um ou outro pequeníssimo ponto de sujidade... mas, tal como disse, foi um teste limite. A f/22 as imagens produzidas pelas câmaras demonstram que os sensores foram convenientemente limpos.

  

Problema de falha no LCD da Nikon!












Já por algumas vezes me chegaram rumores de problemas relacionados com uma avaria ou mal-função no ecrã LCD traseiro de câmaras Nikon.
Todavia, apesar de ter já usado variadas câmaras SLR-D (Nikon, Canon, etc.), nunca tinha pessoalmente passado por essa experiência… até hoje….
Um dos motivos porque escrevo este “Post” é tão-somente partilhar a experiencia com vocês e descansá-los (na eventualidade de vos acontecer situação idêntica…) pois a “avaria” não é, em certos casos, permanente….



P
ois bem…
Domingo, dia de sol, teleobjectiva 500mm Russa para testar e lá fui eu para o “campo” captar mais umas fotos… Levei uma Nikon D300 e, claro, levei ainda um robusto tripé, cabo disparador, …
Ok! Adiante…
Tudo corria bem. Assentei “praça” e montei o tripé num local com ervas e terra húmida, liguei o cabo disparador à Nikon D300, acoplei a LZOS 500mm…
(neste momento, certamente que estarão a pensar “mas para que raio interessa esta descrição?!”… mais à frente ficarão a perceber porque é importante…)

Continuando…
Estava, então, no dito local há cerca de 15 ou 20 minutos, tinha captado apenas uma meia-dúzia de fotos, quando, sem mais, ao tentar rever a última foto que acabara de captar, o LCD traseiro da Nikon D300 se recusava a mostrar qualquer imagem! Parecia ter “morrido” de vez! Todas as restantes funções da câmara funcionavam perfeitamente mas qualquer visualização que se tentasse através do LCD não era possível! Ou seja, não se podiam rever as imagens, não se podia aceder à visualização dos itens do Menu e o sistema "Info" de informações relativas à exposição via LCD também não funcionava!

Então o que fazer?!
Segundo parece, existem variadíssimas razões pelas quais este “fenómeno” pode acontecer… Desde falta de contacto nas ligações do cartão de memória, problema de contactos da bateria, …

 Cá fica uma série de “operações” que, por razões lógicas, tentei para sanar o problema: 

  1. Desligar a câmara
  2. Retirar o cabo disparador
  3. Retirar o cartão de memória
  4. Retirar a bateria
  5. Voltar a colocar a bateria
  6. Colocar de novo o cartão de memória
  7. Ligar a câmara
 Existem ainda outras operações que se podem (devem) tentar se o acima descrito não resultar: 

  1. Formatar o cartão de memória na câmara (isto pode ser relevante se utilizam o cartão noutras câmaras ou guardam ficheiros doutros equipamentos nele…)
  2. Actualizar a versão de firmware da câmara (caso não esteja actualizada)
  3. Retirar a objectiva e substituir por outra (no meu caso não foi necessário uma vez que a 500mm que estava a utilizar não tem quaisquer contactos eléctricos)
Resultou?! No meu caso, não!

Finda esta fase, os mais enervados e impacientes certamente que estarão já a pensar em usar a câmara como arma de arremesso…
Não, não façam isso… ainda. Lembram-se, mais acima, de ter nomeado as condições em que estava a captar as fotos? “…ervas e terra húmida…”?
Pois bem, pode ser esse um dos factores responsáveis pela “avaria”…!

Continuando o relato…  
Na altura, não havia muito mais a fazer uma vez que já tinha tentado quase tudo para “reanimar” o LCD e não havia conseguido… só faltaria fazer um “reset” à câmara mas decidi vir para casa antes de tentar essa opção.
Chegado a casa, bastou ligar a câmara normalmente e… “Voilá”! Eis que tudo funcionava certinho sem mais nada ter feito!
Reflectindo sobre o assunto (correndo o risco de poder estar errado, claro) cheguei à conclusão que a câmara não tem qualquer avaria e que a “causa” deste problema tinha de ser externa à câmara… Ou seja, partindo do princípio que a D300 não tem características “auto-regeneradoras” e não se conserta por si mesma… o que motivou a falha foi um factor extrínseco à câmara!

Bom, na verdade existe um outro factor, que penso poder ser o verdadeiramente relevante e responsável pela situação que não vos contei…
O local onde estive a captar as fotos ficava muito próximo (mais concretamente por baixo), duns cabos de distribuição eléctricos de “Alta tensão”.
Em que é que isso poderá ter influência??? Electricidade estática!
Outra conjectura: Condensação! Terra húmida, início do dia, sol a incidir na câmara…

Resumindo… Lá se foi uma manhã de sol sem fotos!
Aspecto positivo: É esperar uma meia hora e já temos câmara de novo!

Câmaras DSLR – Sensor sujo? Como verificar? Como limpar?


A ideia deste artigo surgiu face a diversos emails que tenho recebido onde são colocadas algumas dúvidas referentes a sensores sujos.
Bom, primeiro que tudo convém saber o que é um sensor duma câmara fotográfica, onde o mesmo se situa e até que ponto está vulnerável a poeiras.

Contrariamente à ideia que muitas pessoas têm (ao que me tenho apercebido), os sensores das câmaras, apesar de serem um dos componentes mais sensíveis das mesmas, não estão assim tão acessíveis às poeiras ou até a “riscos” como já me perguntaram.
Mas, com o decorrer do tempo e com a habitual troca de objectivas, designadamente em sítios poeirentos, é normal que, embora protegidos, os sensores se sujem.


Contudo, se nunca notaram nada de anormal nas vossas fotografias e depois de efectuar o teste que a seguir indico, “descobrirem” que tem o sensor sujo não fiquem preocupados e, muito menos, façam logo uma limpeza só por isso! Estou a referir-me, neste caso às limpezas efectuadas com espátulas e líquidos específicos. Quanto menos vezes tivermos que limpar o sensor melhor! Mesmo com algumas partículas de sujidade, como as assinaladas a vermelho no exemplo, as fotografias dificilmente revelarão algo a menos que sejam usadas aberturas de diafragma pequenas como foi o caso da foto ao lado onde foi usada uma abertura de f/36 com o propósito de evidenciar os efeitos dum sensor sujo!

(Clique na imagem para aumentar)


Agora, tal como se refere no título:

 Como saber ou verificar se o sensor da nossa câmara está ou não sujo e qual o grau dessa “sujidade”?

Vou referir dois distintos processos que permitem verificar o grau de sujidade do sensor.

Primeiro que tudo, é preciso ter a noção que a “sujidade” existente nos sensores é formada por pequeníssimas partículas de pó praticamente invisíveis a “olho nu”!

Assim sendo, como é que podemos então tornar visíveis essas partículas?

Precisamente através duma fotografia. Mas não uma fotografia captada de qualquer maneira. Precisamos regular a exposição de maneira a “mostrar” essas pequenas partículas!

Dito isto, o método mais simples e imediato de fazer esta verificação é simplesmente captar uma foto dum cenário homogéneo. Uma parede branca, um céu, …

Mas, ao captar a foto com o intuito de serem visíveis as partículas existentes no sensor só o conseguiremos de uma maneira: Usando a mínima abertura possível da objectiva (regra geral f/22 ou mais se tal for possível, como exemplificado em cima).

Outro aspecto importante é o facto da "sujidade" ser mais facilmente detectada se não se confundir com nada do cenário fotografado. Por isso, utilizar a focagem manual, de modo a desfocar propositadamente a foto e/ou ao mesmo tempo mover a câmara durante a captura, ajuda a homogeneizar o fundo e realçar estas partículas que ficam imóveis no mesmo sítio do sensor.

Segundo método:
Este foi o método usado nas fotos de demonstração e é um pouco mais complexo. Porém, com algumas tentativas, permite visualizar e aferir com mais rigor o grau de sujidade existente no sensor.

Também para usar este método começamos por regular a nossa câmara, propositadamente, para esse efeito.
Desta vez seleccionamos o modo de exposição manual (M).
Depois disso, regulamos a câmara para exposições a tempo (Bulb). De seguida, tal como no primeiro método, utilizamos a mínima abertura possível da objectiva (este aspecto é importante, pois usando aberturas maiores nunca conseguiremos detectar qualquer sujidade).



Em função da luminosidade existente, mantendo pressionado o obturador durante uns segundos (pode variar, 1,2,3,4 ou mais, dependendo se o fazemos numa área exterior com muita luz ou, pelo contrário, no interior de casa com pouca luz), fotografamos por exemplo uma folha de papel branco ou uma parede. Ao mesmo tempo durante a exposição movemos a câmara, tal como descrito no primeiro método. Cabe aqui referir que quando, em cima, disse “com algumas tentativas” pretendi alertar que é provável que não consigamos um excelente resultado em termos de visualização à primeira… caso exponhamos de mais ou de menos só veremos uma foto totalmente “queimada” ou, pelo contrário, totalmente escura não sendo, por isso, diferenciáveis quaisquer partículas de sujidade.

Para aqueles que estejam menos familiarizados com o funcionamento do sistema de captação de imagens nas câmaras fotográficas reflex digitais - SLR-D - (diga-se que idêntico ao das câmaras analógicas com a diferença que, em vez do sensor e em seu lugar estaria o filme) deixo aqui uma breve ilustração demonstrativa da localização do sensor nas câmaras e, ao mesmo tempo, como se processa a captação de imagens:


 
Como apontamento final e para tranquilizar os mais preocupados com esta questão da sujidade, posso referir que algumas câmaras vêm, inclusivamente, do fabricante (ou pelo menos da loja revendedora) já com poeiras no sensor…! Por outro lado, com certos cuidados (evitando poeiras) e limpando regularmente o sensor com um soprador (este é o método de menor risco para o efeito, pese embora não seja o mais eficaz) poderemos evitar ter de usar métodos de maior risco, mais complicados e mais caros para sanar o problema!

 Uma dica muito rápida para quem quiser tentar eliminar poeiras do interior da câmara recorrendo ao soprador:
 (Limpeza do Sensor, Espelho e Ecrã de focagem)



  - Colocar a câmara em “Bulb” (ou através do ”Menu” na configuração específica para limpeza do sensor);


 - Carregar no obturador mantendo-o pressionado durante o processo de limpeza (ou, para ser mais cómodo, recorrendo ao cabo disparador mantendo-o activo) sustentando a câmara com a frente virada para baixo (desta maneira estaremos ajudando as poeiras a sair em vez de somente se espalharem).

O mesmo procedimento pode (e deve) ser efectuado regularmente para a limpeza do espelho da câmara;

- SEM TOCAR no sensor, utilizar o soprador com vigor (este tem necessariamente de ser de grandes dimensões pois, caso contrário, nada fará).

- Desligar a câmara, montar uma objectiva e verificar, de novo, o grau de sujidade.

Caso a mesma persista pode repetir-se o processo.

                             _________ // ________


Se, eventualmente, este método simples de limpeza não resultar e o grau de poeira esteja, de facto, a afectar a qualidade de imagem torna-se necessário recorrer a outros métodos… pincel de limpeza, cotonetes e líquidos específicos para o efeito (devendo, neste caso seguir-se as instruções do produto que comprarmos) ou, até mesmo, entregando a câmara para limpeza…

Objectivas e filtros – Como e com que limpar?

Tudo o que é necessário...


Uma vez que neste espaço se tem falado várias vezes acerca de objectivas e filtros achei oportuno abordar aqui também um assunto relacionado: A sua manutenção.
A qualidade das imagens que o material óptico proporciona está dependente não só das suas qualidades intrínsecas mas também do seu estado de conservação. Uma objectiva manchada de dedadas e gordura no seu elemento frontal ou posterior certamente que não permitirá obter os mesmos resultados como se estivesse limpa. É precisamente sobre esse assunto que hoje vou falar.

Os métodos e materiais destinados à limpeza das ópticas das objectivas e de filtros que podemos utilizar são vários. Cada um deles tem as suas vantagens e desvantagens podendo, inclusive, ser um bom ou mau processo. Tudo depende de como e por quem é usado!
Dito isto, e sabendo de antemão que cada qual deve usar o método e materiais com que se sinta mais “à vontade” vou falar do que, pessoalmente uso há… séculos!
Na verdade é um misto de processos de limpeza ordenados por uma certa sequência, ou não, dependendo do grau de “sujidade” do que tenho que limpar.

Basicamente tudo o que necessito é o que vêem na imagem:
• 1 soprador Giotto (o maior que existe, uma vez que serve também, até certo ponto, para retirar poeiras do espelho e sensor da câmara);
• 1 pincel de pelo macio que, de preferência claro, não solte pêlos;
• 1 pano de micro-fibras (por exemplo, aqueles lenços oferecidos nos oculistas próprios para limpeza das lentes dos óculos);
• lenços de papel de limpeza de lentes (uso da kodak, mais à frente explico o porquê);
• e por último líquido próprio para limpeza de lentes, também da Kodak.

Primeiro que tudo convém referir que nem sempre que “limpo” uma lente uso toda esta panóplia de materiais!
O ideal era nem sequer termos de limpar lentes. Por isso, quanto menos “sujidade” acumularem mais fácil será a limpeza. É isso que tento fazer. Recorrendo a limpezas frequentes, designadamente após uma utilização em sítio onde exista poeira, basta por vezes utilizar o soprador. Se as poeiras estiverem somente “pousadas” nas lentes e não coladas, nem existir gordura (de terem sido tocadas inadvertidamente por dedos), este processo resolve a questão!
Caso exista alguma poeira um pouco mais “agarrada” mas mesmo assim não exista “gordura” nem manchas o pano de micro-fibras, usado ao de leve (quase que só tocando a lente) após umas sopradelas com o Giottos resolverão o assunto. Por falar em sopradela… sendo daquelas feitas pela nossa boca, como muitas vezes temos tendência de o fazer “para desenrascar”, elas são um dos motivos que, em objectivas menos seladas, podem levar ao aparecimento de fungos! Pelo que, para os perfeccionistas, esqueçam a “velha” sopradela e a limpeza à camisola! Adiante… o pincel! Ah!... esse serve unicamente para retirar alguma poeira existente nos bordos da lente ou filtro que “teime” em não sair com o soprador.
Caso, depois de efectuados os procedimentos acima, ainda reste alguma sujidade (manchas de gorduras ou outras motivadas por exposição em ambientes húmidos ou com alguma salinidade) passo à limpeza mais profunda. De qualquer forma e mesmo que se pretenda, desde logo, recorrer a este ultimo método ele só deve ser iniciado após realizados os anteriores. Caso se utilizem os lenços de papel sem previamente remover a maior quantidade de poeiras estaremos a “riscar” a lente!

Há quem não simpatize com este método de limpeza, com papel e líquido, mas feito com a devida suavidade e paciência considero os resultados bons. Mas, tal como disse no início, cada método de limpeza pode ser bom ou mau dependendo de como e por quem é usado!
O líquido e os lenços de papel que uso, como já o referi são da Kodak por um motivo… tenho-os há “séculos” e nunca mais acabam!

De cada vez que é necessário recorrer a este tipo de limpeza basta uma gota do aludido líquido e um lenço de papel (por vezes até meio…). Não que eu tenha a mania das poupanças mas tem de ser mesmo assim. Após colocada uma gota do líquido num lenço (… e não directamente na objectiva) começo a limpar a lente a partir do centro para a extremidade em movimentos circulares até que o liquido seque por completo. Esta operação deve ser feita de maneira seguida e só devemos parar depois da lente estar devidamente seca. Caso contrário, o próprio líquido, deixará manchas.

Importante:
Este processo e qualquer outro que envolva “tocar” na lente deve ser feito de maneira suave sem “carregar” quer seja com os lenços de papel quer seja com pano de micro-fibras, etc. O próprio movimento do material que usamos simplesmente “pousado” sobre a lente deve ser suficiente para “limpar”. Se teimar-mos em forçar a limpeza exercendo demasiada pressão corremos o risco de…fazer riscos! Não propriamente na lente (vidro) mas nas camadas protectoras que o revestem vulgarmente conhecidas como “coatings”.
De qualquer maneira, não é agradável olhar para o elemento frontal duma objectiva e ver falhas ou riscos no seu revestimento. Pelo menos o seu valor diminui caso a queiramos vender mais tarde. Por outro lado, a falta dessa camadas ou revestimentos (coatings) em exagero numa objectiva faz aumentar a probabilidade de reflexos nas fotografias pois essa é, precisamente, uma das suas funções.

Cabe aqui, contudo, dizer que uma óptica “riscada”, no elemento frontal, não revelará esse dano no resultado final. A menos que seja uma grande angular, ou um risco muito profundo, não notaremos nada nas fotografias! Quando muito, com um risco profundo, poderemos ter apenas um abaixamento no nível de contraste!
Quanto maior for a distância focal da objectiva menos problemático será termos riscos nas ópticas. No caso de teleobjectivas, superiores a 300 ou 400mm por vezes nem uma pequena fenda ou uma picada na lente frontal é suficiente para se note algo de estranho nas fotografias, acreditem!

Já agora fica aqui uma dica:
Quem possuir alguma objectiva que se encontre na última situação descrita pode pintar, ou melhor, preencher o risco com um marcador de cor preta. Isso ajudará a repor algum do contraste perdido e a evitar reflexos indesejados.

Nikon CPU (Central Processing Unit) Contacts


Certamente que quem possui várias objectivas, da marca Nikon, já reparou no facto de nem todas terem o mesmo número de contactos eléctricos na zona da baioneta (“encaixe” com a câmara).
De facto, existem objectivas sem quaisquer contactos eléctricos (AI/AI-S, series E); objectivas com 5 contactos (4+1); 7 contactos e 10 contactos.
Nas mais antigas, de foco manual, só na série AI-P é que encontramos estes contactos. Quanto às mais recentes objectivais AF; AF-D; AF-S e AF-I todas têm contactos eléctricos.

Para que servem?
Obviamente, para troca de informação entre a objectiva e a câmara.
Quando encaixamos a objectiva no corpo da câmara esta reconhece, via esses contactos eléctricos, o tipo de objectiva bem assim como a distância focal da mesma, abertura…
Dois deles são sempre positivo e terra para fornecer energia. Depois existem até mais oito que servem, dependendo do tipo de objectiva, para comunicação de dados entre a objectiva e a câmara como por exemplo activar o sistema de VR, etc.
No fundo só 8 contactos é que são necessários se “ligarmos” a objectiva directamente à câmara. No caso de objectivas que possuam 10 contactos, 2 deles só são usados se acoplarmos um teleconversor (AF-S) às mesmas servindo precisamente para transmitir a informação à câmara de que a objectiva está a ser usada com um TC e qual o seu tipo, designadamente o factor de ampliação (daí que os teleconversores AF-S tenham 10 contactos na “ligação” à objectiva e apenas 8 na “ligação” com a câmara.
Por seu lado, existem câmaras Nikon com 7 destes contactos, por exemplo a D40,D60;D80;D90, e outras como a D200;D300;D700;D2;D3 que têm 8.
No caso das objectivas motorizadas (AF-S e AF-I) um dos contactos existentes serve para captação directa, da câmara, de energia para alimentação do motor interno que este tipo de objectivas possui. Outros dois servem para comunicar à câmara a direcção e a velocidade do movimento das lentes (focagem para o infinito ou pelo contrário regresso do infinito à mínima distância de foco e respectiva velocidade).
Nas objectivas AI; AI-S e Series “E” não há qualquer informação entre a objectiva e a câmara pelo que, por exemplo, nem sequer a medição matricial de luz é possível. A câmara não dispõe, quando usamos este tipo de objectivas, de informação quanto á distância focal da mesma nem quanto à sua abertura máxima.

Bom, mas continuando a falar das que usam contactos eléctricos…
Que utilidade, em termos práticos, pode ajudar saber o que acima ficou dito?
Pois bem, como já me aconteceu, se porventura alguma vez uma objectiva “teimar” em não funcionar correctamente, quer seja o auto-focus que se recuse a funcionar, quer seja obtermos erros ou problemas de medição de exposição, antes de “desesperar” pensando que a câmara ou a objectiva “pifaram” vale sempre a pena verificar duas coisas. A primeira será ter a certeza que a objectiva se encontra correctamente unida ao corpo da máquina (por vezes, durante o manuseamento, seja a retirar do saco ou mesmo durante o transporte, acontece de clicarmos no botão que destrava e permite retirar a objectiva do corpo da câmara e esta fica mal conectada). Em segundo lugar, e excluída a anterior hipótese, deve-se verificar se esses contactos estão mesmo a fazer “contacto”.
Caso não estejam, ou estejam a fazer um contacto imperfeito, tal significa que está na altura de proceder a uma limpeza dos mesmos.
Essa “limpeza” é extremamente simples de efectuar. Porém, há certos aspectos a ter em conta e a observar.
Antes de mais convém lembrar que por eles passam sinais através de micro-voltagens eléctricas pelo que o contacto precisa de ser perfeito.
Depois devemos ter em conta que esses contactos são, de certo modo, frágeis. Regra geral, este tipo de contactos eléctricos é revestido/banhado a ouro para evitar oxidações. Esse revestimento tem ainda a vantagem de permitir a passagem de corrente eléctrica de muito baixa voltagem de maneira mais eficaz.
Dito isto, claro que fica excluída a hipótese de limpeza destes contactos com produtos abrasivos!
Há inúmeras maneiras de limpar estes contactos. Há quem use uma borracha de apagar (daquelas que geralmente estão na extremidade oposta das pontas dos lápis); há quem use cotonetes embebidas em álcool (penso que deve danificar as propriedades do metal dos contactos…), etc.

Pessoalmente, uso o seguinte método:
  1. Com a objectiva ou a câmara, consoante seja o caso, sempre virada para baixo, uso o soprador para retirar o “pó” solto;
  2. Com um pincel, que não solte pêlo, limpo um pouco melhor os contactos;
  3. Por fim, somente com um pano de micro-fibras (por exemplo daqueles próprios para a limpeza de óculos que gratuitamente “arranjamos” nos oculistas), ou com um pano de algodão (que não largue resíduos) procedo à limpeza final.

Como faço este tipo de intervenção com certa frequência quase sempre passo directamente do passo 1 ao passo 3! Se procedermos a uma limpeza regular dos contactos eléctricos, quer dos existentes na câmara quer nas objectivas, dificilmente chegamos a ter problemas com os mesmos. Deste modo evita-se que a “sujidade” se vá acumulando/fixando e a uma posterior necessidade de recurso à utilização de líquidos para a retirar.

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