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Fotografar Vida Selvagem no Outono... agora é que é!



Flamingo (Phoenicopterus roseus)
Nikon D300 + Tamron 150-600mm VC: 600mm (A011), 1/600 seg., f/8, ISO 500
Ria de Aveiro


Com o início do Outono chegam os dias amenos. Esta é uma óptima altura do ano para aproveitar e fazer algumas saídas de campo. Os dias de sol, com temperaturas mais baixas, permitem efetuar longas caminhadas sem grande cansaço!

Nestes dias surgem, também, óptimas  oportunidades de fotografar Vida selvagem pelo que, juntando o útil ao agradável, o equipamento fotográfico deve ser uma companhia obrigatória.
Um do locais que gosto de visitar nesta altura do ano (e noutras) é a sempre fantástica zona do Distrito de Aveiro com o infindável número de percursos naturais que o estuário do Vouga possibilita. 
Durante o percurso pelas margens da ria, entre o Furadouro e S.Jacinto, desta vez, avistavam-se os Flamingos que se dividiam em dois pequenos grupos relativamente próximos um do outro. Numa abordagem despreocupada, facilmente, consegui fotografar estas estranhas e elegantes aves a partir duma pequena zona com areia na margem. Os 600mm de distância focal foram suficientes para captar as aves na proporção mostrada na foto do topo (sem crop).




Garça-branca-pequena (Egretta garzetta)
Nikon D300 + Tamron 150-600mm VC: 600mm (A011), 1/2000 seg., f/8, ISO 400
Murtosa, Aveiro



Partindo à "aventura" e enveredando por trajetos "desconhecidos" acabámos, muitas vezes, por encontrar excelentes "Spots"... 

Exemplo disso, desta vez fiquei a conhecer um dos percursos, em terra batida, existentes no Concelho da Murtosa. Denominados de "NaturRia", estes percursos (alguns mistos a pessoas, bicicletas e veículos) existentes no concelho da Murtosa, que ladeiam a ria, os seus canais e os campos, propiciam excelentes oportunidades para observação e fotografia da avifauna aí existente.
Esta Garça-branca-pequena "patrulhava" a ria em busca de alimento e podia ser, facilmente, observada a escassos metros de um desses percursos. 
Para captar a foto bastou parar o Jeep (sem desligar o motor - pois qualquer alteração de som é geralmente suficiente para por em estado "alerta" e de fuga as aves) e, uma vez que circulava com a ria visível pelo meu lado direito, sair, aproveitando para contornar o veículo sem ser visto pela ave e, escondido pela traseira do jeep, calmamente captar a fotografia.




Chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe)
Nikon D300 + Tamron SP 150-600mm (A011): 600mm, 1/2000 seg., f/8, ISO 400 
Salreu, Estarreja


Da parte da tarde, ainda houve tempo para uma paragem em Salreu.
 
Este também é (depois desta última visita, estou mais inclinado a dizer que "era"...) um bom local para a observação de aves. Todavia, nesta minha mais recente visita, fiquei um pouco desiludido... penso que o percurso terá sido desde o verão (ou estará ainda a ser...) mais explorado sob o ponto de vista turístico para passeios de bicicleta. Acontece que uma das aves carismáticas que habita aquele local é a Garça-vermelha (Ardea purpurea), ave que não convive muito bem com muito movimento humano...  Não sei, pode ser impressão minha, mas achei tudo mais deserto... Claro que o (algum) vento que se fazia sentir também não ajudavam... Tenho de lá voltar...
Aqui, além de avistar uma ou outra Garça-real (ao longe) apenas consegui fotografar este Chasco-cinzento que pousou uns metros à frente num rolo de palha.

Como nota final, resta dizer que as fotografias constantes deste "post" não foram captadas nas condições de luz que mais me apraz: Sol direto! Nestas circunstâncias somos obrigados a procurar a captura das fotos quando as aves estão o mais homogeneamente expostas à luz sob pena de se criarem (ao contrário do que acontece quando fotografámos à sombra) grandes contrastes. Por outro lado, em aves com plumagem branca, facilmente se originam "brancos estourados" pelo que a medição de luz deve ser alvo de cuidado especial, com recurso, preferencialmente, à medição de luz pontual na ave.