Filtros ND baratos: valem a pena? Ou valem somente o que custam?



Ao observar as imagens a resposta parece ser bastante óbvia! No entanto...
Certo dia decidi, por experiência, comprar um Filtro de Densidade Neutra, comummente conhecidos por ND (Neutral Density), dos mais baratos que encontrasse. A ideia era a de verificar até que ponto um daqueles filtros baratos (sem sequer qualquer marca) cumpriria a finalidade a que se destinam.
No fundo, a única coisa que um Filtro de Densidade Neutra tem de fazer é reduzir a quantidade de luz que chega ao sensor da câmara, não?
No caso dos ND 8, essa redução é equivalente a cerca de 3 f/stop.
Requisitos para que possa ser considerado um bom filtro: A meu ver, só três!
Primeiro, que não degrade a qualidade de imagem no que concerne ao recorte/definição. O segundo, que reduza todas as cores de forma uniforme. Por último, que não altere, por consequência, o equilíbrio tonal da fotografia.

Primeiro teste: Tabela de gráficos…
Contrariamente ao que esperava… passou!
A imagem não se mostrou muito afectada, em termos de definição, com o uso deste barato filtro ND 8!
Abaixo podem ver (em generoso crop) o resultado do teste:

 Mova o cursor sobre a imagem para ver as diferenças... (caso não consiga visualizar clique aqui)

Até aqui tudo bem…

Agora… o motivo porque sempre digo que os testes a equipamento fotográfico, quer sejam a objectivas, câmaras, filtros, etc., se devem, também, fazer no terreno…
É que quanto ao segundo e terceiro requisito, facilmente se verifica que o filtro que comprei é uma completa desgraça...!!!
No entanto, como sou um teimoso e mesmo assim não me quis dar por derrotado decidi verificar se poderíamos recuperar em pós-produção os maus resultados... Quanto a isso nada melhor que cada um, com o seu grau de exigência, avaliar por si só as imagens seguintes....
(Clique p/aumentar)


O que posso referir é que o filtro em causa custou, se bem me recordo, qualquer coisa próxima duma dúzia de euros...
Posso também garantir que sem um destes filtros ou em alternativa (não reduzindo de igual maneira a luz) um filtro polarizador não seria possível captar uma foto com exposição suficientemente lenta que suavizasse a água.
Posso, por último, referir também que sem editar a foto não obteríamos resultados minimamente satisfatórios. Por isso, a passagem (obrigatória) por um programa de edição e algum dispêndio de tempo nas várias "voltas" necessárias para recuperar a informação são os "remédios" para "safar" as fotografias!
Afinal faltou responder... vale ou não a pena poupar dinheiro neste tipo de filtros?
Pessoalmente acho que não. Nada como uma captura onde conste, logo à partida, a informação de cor, tons, etc., correcta!

Nikon D3100 - Uma nova câmara com lançamento à vista!



Esta semana cá fica o vídeo promocional da mais recente câmara SLR-D da Nikon.
Anunciada há somente 2 dias (19/08/2010) eis a nova Nikon D3100.
Esta será uma das novidades com que poderemos contar (pelo menos em alguns países) a partir de meados ou finais do próximo mês de Setembro. No mercado Norte-americano, algumas lojas on-line estão já a aceitar reservas para o "kit" Nikon D3100 + Nikkor 18-55mm VR. O preço deste conjunto nos USA rondará os $700,00. Será uma câmara de entrada de gama para iniciantes (e não só...). Os menus da câmara parecem ser super completos... Aliás, na linha do que já vem acontecendo neste nível de câmaras a tradição mantêm-se e esta, concretamente, mais parece incluir um "curso" de conceitos técnicos de fotografia que se "desfolha" ao navegar pelos variados menus... Pura perda de tempo para quem adquiriu já estes conceitos mas, quem sabe, quiçá útil a alguns utilizadores iniciantes com curiosidade por descobrir um pouco mais...
De resto, conjuntamente com esta "novidade" preparam-se novos lançamentos no que diz respeito a objectivas.
A saber:
  • Nikkor 85mm f/1.4 G AF-S (uma objectiva luminosa, revestimento Nanocristal... espera-se que esta venha a ser um novo "supra sumo" para quem goste de fotografia de retrato... falta saber a que preço...)
  • Nikkor 28-300mm f/3.5-5.6 G IF ED VR (uma zoom FX generalista com uma grande amplitude de distâncias focais. Algo pouco tradicional na marca...)
  • Nikkor 24-120mm f/4 G ED VR (uma zoom FX "normal" de abertura constante com revestimento Nanocristal)
  • Nikkor 55-300mm f/4.5-5.6 G ED VR (uma evolução natural da Nikkor 55-200mm para todos aqueles que reclamavam por um pouco mais de distância focal numa objectiva de preço acessível!)

Ainda quanto à Nikon D3100 poder-se-ão esperar algumas novidades no que diz respeito às especificações. Algumas delas superam câmaras da gama superior e outras são inovadoras neste tipo de segmento.
Aqui fica uma breve descrição das principais características:
  • 14.2 Megapixéis (Embora com sensor DX, mais megapixéis que uma das câmaras actualmente usadas pela NASA para captar fotos do espaço: A Nikon D3s que tem 12,1Mp...!? Não serão pixéis a mais neste tipo de câmara...? Mas, claro que é sempre um bom argumento de venda...!)
  • LCD de 3" com Live View
  • Video HD 1080p (c/som e auto-focagem permanente. E esta, hem...?)
  • 11- pontos de focagem
  • Velocidade de obturação de 3 fotos/segundo
  • ISO 100 a 3200 (c/possibilidade de expansão até 12800)
  • Auto limpeza de sensor
  • Processador EXPEED 2
Por isso, com os atrasos que este tipo de produtos costuma "sofrer" até estar disponível no nosso país, provavelmente poderá ser uma das prendas do sapatinho... lá para o Natal!

"Operação Libelinha"

(Clique nas Imagens p/aumentar - 1200 x 875 px)

Nikon D300 + Nikkor 80-400mm VR
(@ 400mm; ISO 400; f/5.6; 1/500 Seg.; Medição matricial; Distância 2,7m)

Por vezes a pretensão de fotografar algo em concreto leva-nos a histórias engraçadas...
Como sei e como de resto costumo dizer, o conhecimento prévio daquilo que vamos fotografar, nomeadamente tratando-se de vida animal, é de extrema importância. Alguns conhecimentos mínimos no que toca ao habitat de determinada espécie; os seus hábitos; a sua alimentação; etc., são deveras aconselháveis e podem traduzir-se, na prática, numa poupança de tempo e Km...
Pois bem, foi precisamente o fruto dum desses "desconhecimentos" que me fez certo dia percorrer mais de 300Km em busca dos insectos que estão hoje aqui em causa: As Libelinhas.

 Nikon D300 + Nikkor 60mm Micro
(ISO 200; f/3.2; 1/200 Seg.; Medição matricial; Distância 0,4m)


Recuando um pouco no tempo... Malas feitas (entenda-se todo o equipamento carregado no Jeep), certo dia lá parti, bem cedo, com um amigo até à foz do Rio Arda (foto ao lado) onde supostamente existia uma enorme quantidade de Tabuas (aquelas plantas aquáticas com espigas de cor acastanhada no topo), planta essa, que é um óptimo poiso para a espécie de insecto que queríamos fotografar. Todavia, chegados ao dito local, uma vez que a altura do ano não era a própria, nem sequer uma única vimos.... ! Afinal ainda só estávamos em meados de Março… (Na foto, pode observar-se o estado em que encontrei as Tabuas… Ainda sem aspecto verdejante e sem qualquer espiga.)
Bom, para compensar, há relativamente pouco tempo, a meio duma solarenga tarde dum fim-de-semana em que estava em casa sem qualquer ocupação, recebi um telefonema a "desafiar-me" para uma saída de campo... A viagem era de apenas alguns Km até um local bem próximo que o companheiro desta saída havia descoberto.

Nikon D300 + Nikkor 80-400mm VR
(@ 400mm; ISO 800; f/5.6; 1/640 Seg.; Medição matricial; Distância 2,7m)

Como nada havia em concreto que tivesse planeado fotografar nem sabia ao certo o que iria lá encontrar levei comigo, além do tripé e câmara, três objectivas: A polivalente Nikkor 24-70mm 2.8, a Nikkor 80-400mm e uma Macro Nikkor 60mm.
Estacionado o carro, descemos um pouco monte abaixo até encontrar-mos a margem do rio e eis que encontramos um aprazível local onde não faltavam, quer em voo, quer em variados poisos na vegetação existente as pequenas criaturas que me haviam feito, em tempos, ir tão longe…
Mesmo assim ainda atravessamos o pequeno leito do rio carregados de equipamento, via salto de pedra em pedra através dum açude, para a outra margem pois as condições para fotografar eram melhores. Depois foi só aproveitar o tempo, ter alguma paciência até que as libelinhas pousassem em sítios mais ou menos alcançáveis e captar fotos.
Fotografar estes insectos, em dias de forte luminosidade, quando expostos directamente ao sol, não serão certamente as melhores condições de luz que podemos desejar... Devido às suas particulares cores reflectem um brilho intenso! Além disso, como facilmente se verifica nos dados ("Exif") das fotos, a regulação correcta da exposição exige, de caso para caso, ajustamentos via compensação dos valores de exposição "lidos" pelo exposímetro da câmara e, bem assim, na própria forma como efectuamos a medição de luz. A medição matricial de luz efectuada pela câmara, fiável para uma grande variedade de situações é, por vezes, uma desgraça neste tipo de fotografia! O que se pretende correctamente exposto é o insecto e não o todo. Daí que, em casos extremos (como no da foto abaixo), devido às grandes diferenças de Ev’s entre o assunto principal e a folha, mesmo usando a medição mais adequada à situação (medição Spot - à Libelinha) e com uma compensação de – 0,7 Ev, ficaremos com parte da foto sobreexposta ou “queimada”. Neste caso, a folha!
O ideal, para resolver este tipo de problema será usar "flash de enchimento". Todavia, embora tenha também captado algumas fotos recorrendo ao flash (integrado na câmara) não gostei dos resultados...

Nikon D300 + Nikkor 60mm Micro
(ISO 200; f/5.6; 1/250 Seg.; -0,7 Ev; Medição Spot; Distância 0,35m)

O tempo que dispúnhamos ainda deu para testar qual seria a melhor maneira de fotografar estes insectos:
De longe, @ 400mm usando tripé, com mais tempo para preparar a fotografia sem os perturbar ou de perto com a macro?


Ficou claro que, pese embora uma grande aproximação torne mais difícil a captura de fotos pois os insectos ao sentirem-se incomodados levantam voo, esse será, contudo, o melhor método para obteremos fotos com recorte, contraste e cores intensas!
(Como desvantagem, posso referir que para captar algumas das fotos tive que entrar rio adentro e molhar os calções... Ainda regressei a casa com eles molhados! Mas isso é outra história...!)
Em todo o caso, tendo em consideração os valores ISO usados e sem esquecer que este tipo de objectivas foi, predominantemente, pensado para outro tipo de utilização, as fotos captadas com a Nikkor 80-400mm VR, @ 400mm, não deixam nada a desejar em termos de recorte e servem para demonstrar a boa qualidade óptica também daquela objectiva!


Antes de regressarmos ocorreu-me que ainda não tinha usado uma das objectivas que tinha levado...
Para que serviu afinal ir “carregado” com a Nikkor 24-70mm?
Há sempre mais uma fotografia que se pode tirar. Neste caso aproveitei os últimos minutos para, com um filtro polarizador, captar a foto abaixo que ilustra o local e o açude que atravessamos.


Nikon D300 + Nikkor 24-70mm
(@ 70mm; ISO 100; f/22; 0,6 Seg.; Medição matricial)

Como saber o número total de fotografias/disparos efectuados por uma câmara digital?


Há dias atrás um leitor escreveu-me perguntando se havia maneira de saber qual o número total de fotografias que uma câmara digital já tirou. Uma vez que muitos outros leitores terão certamente a mesma dúvida, lembrei-me de explicar aqui (para quem eventualmente também não saiba como o fazer e tenha a mesma curiosidade), como se consegue saber (no caso das mais recentes Nikon SLR-D) de maneira simples e com rigor o tal número! 

Os ficheiros produzidos com equipamento digital envolvem, além da informação relativa à própria imagem captada, um sem fim de informação. Essa informação é denominada de “Metadata”. Por isso, tudo o que temos que fazer é saber como extraí-la, ou melhor, como aceder à sua visualização.

Contudo, só certos tipos de ficheiros gravam simultaneamente aquando da captura da foto certas informações. São precisamente os ficheiros em formato RAW os que mais informações potenciam. A objectiva usada; a data; o autor; a marca, modelo e o respectivo nº de série do equipamento usado, entre outros inúmeros dados é o que podemos ficar a saber.... bem assim, como o número total de fotos captadas pela câmara em causa!

Para "descobrir" esse número começamos por captar então uma foto, como acima já foi dito, em formato RAW. Só estes ficheiros contêm a totalidade de informação que permitirá saber o que pretendemos. Ficheiros em JPG embora disponibilizem essa mesma informação são de mais difícil leitura porquanto os mais vulgares visualizadores de imagens não permitem aceder a tal informação. A numeração que figura é igual à indicada pela câmara...


Por isso, recapitulando:
Captamos uma fotografia utilizando o formato de gravação de imagens em ficheiro RAW e depois abrimos essa imagem num programa que permita visualizar as informações do ficheiro nativo "RAW DATA".

No meio da informação contida, de maneira um pouco dissimulada, lá encontramos o número total de capturas efectuadas com a câmara em causa!


 Ao lado, podem observar (no caso de usarem o Photoshop), o local e sob que nome encontramos a informação relativa ao número total de disparos efectuados.

A informação indicada a vermelho é aquela que corresponde ao número de fotos que visualizamos, por exemplo, na câmara e ao abrir normalmente os ficheiros JPG num qualquer visualizador de imagens.

Com um fundo negro (feito com o intuito de sobressair) e sublinhado a verde encontramos o número real de fotos que a câmara já efectuou.

Como se verifica, neste caso é diferente... Tal diferença (entre 514 e 1306) advém, entre outras causas, das fotografias "apagadas" na própria câmara ou, por exemplo, dum "reset" (reposição do contador) à sequência de fotos captadas.


 Ps: Cliquem nas imagens para aumentar.